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fumaças no antropoceno
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O artigo teve por objetivo discorrer sobre os incêndios Pantanal a partir de duas modalidades do uso do fogo: a primeira performada por sociedades caçadoras-coletoras (tomando como pano de fundo, sobretudo, a etnia indígena yanomami) e a segunda performada por uma lógica de expansão capitalista e colonialista. Apreciamos as queimadas yanomami a partir do que Anna Tsing classifica como “perturbações lentas” e os incêndios à serviço do capital a partir do que a autora classifica como “perturbações rápidas”. Com isso, investigamos as condições e os potenciais dos modos de “habitar”, conforme a noção desenvolvida por Tim Ingold, tendo em vista essas duas modalidades. Argumentamos que há uma linha de continuidade que perpassa tanto as fumaças dos incêndios à serviço do capital quanto as “fumaças” que constituem a pandemia do novo coronavírus de acordo com a cosmologia yanomami sobre a queda do céu ou fim do mundo. Ambas as “fumaças” também são caracterizadas como eventos de “perturbação” rápida. Por fim, foi considerada a possibilidade de um devir-onça e de um devir-indígena a partir da noção de “devir-animal” tratada por Gilles Deleuze e Félix Guattari como maneiras de “segurar” o céu. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica e documental.
Palavras-chave: 1. Covid-19. 2. Fogo. 3. Yanomami. 4. Devir-animal.
Pontifical Catholic University of Sao Paulo (PUC-SP)
Title: fumaças no antropoceno
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O artigo teve por objetivo discorrer sobre os incêndios Pantanal a partir de duas modalidades do uso do fogo: a primeira performada por sociedades caçadoras-coletoras (tomando como pano de fundo, sobretudo, a etnia indígena yanomami) e a segunda performada por uma lógica de expansão capitalista e colonialista.
Apreciamos as queimadas yanomami a partir do que Anna Tsing classifica como “perturbações lentas” e os incêndios à serviço do capital a partir do que a autora classifica como “perturbações rápidas”.
Com isso, investigamos as condições e os potenciais dos modos de “habitar”, conforme a noção desenvolvida por Tim Ingold, tendo em vista essas duas modalidades.
Argumentamos que há uma linha de continuidade que perpassa tanto as fumaças dos incêndios à serviço do capital quanto as “fumaças” que constituem a pandemia do novo coronavírus de acordo com a cosmologia yanomami sobre a queda do céu ou fim do mundo.
Ambas as “fumaças” também são caracterizadas como eventos de “perturbação” rápida.
Por fim, foi considerada a possibilidade de um devir-onça e de um devir-indígena a partir da noção de “devir-animal” tratada por Gilles Deleuze e Félix Guattari como maneiras de “segurar” o céu.
A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica e documental.
Palavras-chave: 1.
Covid-19.
2.
Fogo.
3.
Yanomami.
4.
Devir-animal.
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