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Carta à Lélia
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O texto apresenta-se no formato de uma carta, poética e livremente endereçada à Lélia González, uma de nossas inspirações para pensarmos uma psicanálise feita no Brasil. Trata-se de um escrito elaborado para uma transmissão, prenhe de oralidade, por ocasião do II Colóquio Psicanálise e Amefricanidade, realizado em Brasília, São Paulo, Recife e Buenos Aires, em dezembro de 2023 e organizado pela Rede de Pesquisa e Formação Lélia González. O estilo do texto se presta a uma leitura sem pretensão de aprofundar, explicar, traduzir ou desenvolver ideias, noções e conceitos, como se apresentam as palavras em iorubá, mas escritas propriamente à oralidade brasileira. O ensejo da publicação deste texto se encontra no exercício de expor e ampliar questionamentos atinentes aos coletivos de psicanálise em espaços públicos, como é o caso da autora desta carta, considerando o incontornável atravessamento oriundo de sabedorias e tecnologias ancestrais, bem como autoras e autores negras e negros, rumo a uma forma de fazer e pensar uma psicanálise brasileira potencialmente mais livre do sequestro colonial-europeu.
Plural - Revista de Psicologia Unesp Bauru
Title: Carta à Lélia
Description:
O texto apresenta-se no formato de uma carta, poética e livremente endereçada à Lélia González, uma de nossas inspirações para pensarmos uma psicanálise feita no Brasil.
Trata-se de um escrito elaborado para uma transmissão, prenhe de oralidade, por ocasião do II Colóquio Psicanálise e Amefricanidade, realizado em Brasília, São Paulo, Recife e Buenos Aires, em dezembro de 2023 e organizado pela Rede de Pesquisa e Formação Lélia González.
O estilo do texto se presta a uma leitura sem pretensão de aprofundar, explicar, traduzir ou desenvolver ideias, noções e conceitos, como se apresentam as palavras em iorubá, mas escritas propriamente à oralidade brasileira.
O ensejo da publicação deste texto se encontra no exercício de expor e ampliar questionamentos atinentes aos coletivos de psicanálise em espaços públicos, como é o caso da autora desta carta, considerando o incontornável atravessamento oriundo de sabedorias e tecnologias ancestrais, bem como autoras e autores negras e negros, rumo a uma forma de fazer e pensar uma psicanálise brasileira potencialmente mais livre do sequestro colonial-europeu.
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