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Avaliação bioacústica da paisagem sonora em áreas de cultivo de eucalipto: influências do uso do solo em fazendas silviculturais, Angatuba (SP)
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A bioacústica tem se consolidado como uma ferramenta inovadora para o monitoramento da biodiversidade, permitindo análises não invasivas e em larga escala. Este estudo foi realizado nas Fazendas de Arca e Três Lagoas, em Angatuba (SP), com paisagens silviculturais composta por plantações de eucalipto, áreas de vegetação nativa e pastagens abandonadas. Essas fazendas passaram por alterações como desmatamento, implantação de pastagens exóticas, e cultivo de eucalipto. O objetivo foi avaliar como o uso do solo influencia as características da paisagem sonora e, consequentemente, a biodiversidade local. Para isso, foram coletadas 4300 amostras de gravações acústicas de duração de 1 minuto com intervalos de 4 minutos entre cada amostra, da paisagem sonora das fazendas por meio de gravadores autônomos situados em pontos de coletas. Em seguida foram calculados índices bioacústicos utilizados na literatura, como o Índice de Diversidade Acústica, Índice de Complexidade Acústica, Entropia Acústica e Índice de Diferença Normalizada por meio do software R Studio. Esses índices foram analisados por meio de testes estatísticos paramétricos (Anova 2 fatores) e não paramétricos(Kruskal-Wallis), considerando os fatores “uso do solo” e “período do dia” (manhã e tarde). Os resultados indicaram diferenças significativas entre os tipos de vegetação: áreas de eucalipto apresentaram menor complexidade acústica e maior homogeneidade sonora, enquanto fragmentos de vegetação nativa e pasto abandonado exibiram maior diversidade e irregularidade temporal, refletindo uma paisagem sonora mais dinâmica. O período do dia teve influência limitada, exceto para o índice de complexidade acústica, que foi maior pela manhã, associado à maior atividade vocal da fauna. Conclui-se que a estrutura da vegetação é o fator mais impactante na composição acústica, enquanto o período do dia atua como modulador secundário, influenciando principalmente índices relacionados à complexidade sonora. Esses achados reforçam a importância da bioacústica como suporte para estratégias de conservação da fauna.
Title: Avaliação bioacústica da paisagem sonora em áreas de cultivo de eucalipto: influências do uso do solo em fazendas silviculturais, Angatuba (SP)
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A bioacústica tem se consolidado como uma ferramenta inovadora para o monitoramento da biodiversidade, permitindo análises não invasivas e em larga escala.
Este estudo foi realizado nas Fazendas de Arca e Três Lagoas, em Angatuba (SP), com paisagens silviculturais composta por plantações de eucalipto, áreas de vegetação nativa e pastagens abandonadas.
Essas fazendas passaram por alterações como desmatamento, implantação de pastagens exóticas, e cultivo de eucalipto.
O objetivo foi avaliar como o uso do solo influencia as características da paisagem sonora e, consequentemente, a biodiversidade local.
Para isso, foram coletadas 4300 amostras de gravações acústicas de duração de 1 minuto com intervalos de 4 minutos entre cada amostra, da paisagem sonora das fazendas por meio de gravadores autônomos situados em pontos de coletas.
Em seguida foram calculados índices bioacústicos utilizados na literatura, como o Índice de Diversidade Acústica, Índice de Complexidade Acústica, Entropia Acústica e Índice de Diferença Normalizada por meio do software R Studio.
Esses índices foram analisados por meio de testes estatísticos paramétricos (Anova 2 fatores) e não paramétricos(Kruskal-Wallis), considerando os fatores “uso do solo” e “período do dia” (manhã e tarde).
Os resultados indicaram diferenças significativas entre os tipos de vegetação: áreas de eucalipto apresentaram menor complexidade acústica e maior homogeneidade sonora, enquanto fragmentos de vegetação nativa e pasto abandonado exibiram maior diversidade e irregularidade temporal, refletindo uma paisagem sonora mais dinâmica.
O período do dia teve influência limitada, exceto para o índice de complexidade acústica, que foi maior pela manhã, associado à maior atividade vocal da fauna.
Conclui-se que a estrutura da vegetação é o fator mais impactante na composição acústica, enquanto o período do dia atua como modulador secundário, influenciando principalmente índices relacionados à complexidade sonora.
Esses achados reforçam a importância da bioacústica como suporte para estratégias de conservação da fauna.
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