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Diverticulite Aguda

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A diverticulite aguda é uma inflamação ou infecção de divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do cólon, geralmente no sigmoide. A condição é causada pela obstrução do lúmen do divertículo, levando à proliferação bacteriana e inflamação. Fatores de risco incluem dietas pobres em fibras, ricas em gorduras e carne vermelha, obesidade, tabagismo e uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), corticosteroides e opioides. Alterações na motilidade intestinal e na microbiota também contribuem para o desenvolvimento da doença. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intraluminal no cólon, que leva à herniação da mucosa através de áreas de fraqueza na parede intestinal. A obstrução por fezes ou partículas alimentares causa estase, proliferação bacteriana e inflamação focal, que pode evoluir para microperfurações, edema, necrose, abscessos, fístulas, perfurações maiores, peritonite ou sepse em casos graves. O quadro clínico inclui dor no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos, mudanças nos hábitos intestinais, diarreia e constipação. Em alguns casos, pode haver disúria e polaciúria devido à inflamação próxima à bexiga. O exame físico pode revelar descompressão brusca positiva, resistência à palpação, massas e rigidez abdominal. O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) do abdome e da pelve, que possui alta sensibilidade e especificidade, e ultrassonografia (US), que também é útil. A endoscopia e o enema baritado são evitados devido ao risco de perfuração. O tratamento ambulatorial inclui repouso intestinal, aumento da ingestão de líquidos e antibioticoterapia oral para cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbicas. Pacientes que não toleram a ingestão oral, estão vomitando excessivamente, apresentam sinais de peritonite, são imunocomprometidos ou idosos devem ser hospitalizados e receber antibióticos intravenosos. O prognóstico varia conforme o perfil do paciente, com maior morbidade em jovens que procuram atendimento tardiamente e em indivíduos imunocomprometidos. Complicações incluem abscesso pélvico, perfuração intestinal, peritonite, fístula intestinal, obstrução intestinal, sepse e sangramento retal. O texto oferece uma visão clara e prática sobre o manejo da diverticulite aguda, sendo um recurso valioso para estudantes e profissionais da saúde.
Title: Diverticulite Aguda
Description:
A diverticulite aguda é uma inflamação ou infecção de divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do cólon, geralmente no sigmoide.
A condição é causada pela obstrução do lúmen do divertículo, levando à proliferação bacteriana e inflamação.
Fatores de risco incluem dietas pobres em fibras, ricas em gorduras e carne vermelha, obesidade, tabagismo e uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), corticosteroides e opioides.
Alterações na motilidade intestinal e na microbiota também contribuem para o desenvolvimento da doença.
A fisiopatologia envolve o aumento da pressão intraluminal no cólon, que leva à herniação da mucosa através de áreas de fraqueza na parede intestinal.
A obstrução por fezes ou partículas alimentares causa estase, proliferação bacteriana e inflamação focal, que pode evoluir para microperfurações, edema, necrose, abscessos, fístulas, perfurações maiores, peritonite ou sepse em casos graves.
O quadro clínico inclui dor no quadrante inferior esquerdo, febre, náuseas, vômitos, mudanças nos hábitos intestinais, diarreia e constipação.
Em alguns casos, pode haver disúria e polaciúria devido à inflamação próxima à bexiga.
O exame físico pode revelar descompressão brusca positiva, resistência à palpação, massas e rigidez abdominal.
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico e exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) do abdome e da pelve, que possui alta sensibilidade e especificidade, e ultrassonografia (US), que também é útil.
A endoscopia e o enema baritado são evitados devido ao risco de perfuração.
O tratamento ambulatorial inclui repouso intestinal, aumento da ingestão de líquidos e antibioticoterapia oral para cobrir bactérias gram-negativas e anaeróbicas.
Pacientes que não toleram a ingestão oral, estão vomitando excessivamente, apresentam sinais de peritonite, são imunocomprometidos ou idosos devem ser hospitalizados e receber antibióticos intravenosos.
O prognóstico varia conforme o perfil do paciente, com maior morbidade em jovens que procuram atendimento tardiamente e em indivíduos imunocomprometidos.
Complicações incluem abscesso pélvico, perfuração intestinal, peritonite, fístula intestinal, obstrução intestinal, sepse e sangramento retal.
O texto oferece uma visão clara e prática sobre o manejo da diverticulite aguda, sendo um recurso valioso para estudantes e profissionais da saúde.

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