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A presença/ausência da bruxa nos contos de fadas de Marina Colasanti
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Os contos de fadas de Marina Colasanti representam princesas, príncipes, reis, entre outras/os personagens-tipo do contexto medieval, com exceção da controversa bruxa. Há apenas a construção de uma feiticeira, no conto “Quem me deu foi a manhã” (2009), a qual é condenada à morte na fogueira por acusação de praticar bruxaria. Em “Entre as folhas do verde O” (1979), “Debaixo da pele, a lua” (1997), “Vermelho, entre os troncos” (2009) e “São os cabelos das mulheres” (2009), as protagonistas se metamorfoseiam em lua e loba. Nos contos, essas personagens se conectam à natureza mais-que-humana e a uma natureza instintual ou selvagem, isto é, ao feminino arquetípico, e é por intermédio dessas inter-relações que elas resistem às violências patriarcais. Tais produções são lidas a partir de uma perspectiva ecofeminista, com base nas contribuições teóricas de Mies e Shiva (1993), Starhawk (1989), entre outras. Argumento que essas protagonistas, ao serem mimetizadas como mulheres conhecedoras e conectadas a elementos da natureza, são, na realidade, representações da bruxa, mas não conforme o estereótipo dos contos clássicos. Elas se vinculam às mulheres que foram consideradas bruxas e queimadas pela Inquisição. Colasanti, portanto, ainda que não categorize as personagens como bruxas, promove uma revisão da representação da bruxa nos seus contos de fadas contemporâneos e revisionistas.
Title: A presença/ausência da bruxa nos contos de fadas de Marina Colasanti
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Os contos de fadas de Marina Colasanti representam princesas, príncipes, reis, entre outras/os personagens-tipo do contexto medieval, com exceção da controversa bruxa.
Há apenas a construção de uma feiticeira, no conto “Quem me deu foi a manhã” (2009), a qual é condenada à morte na fogueira por acusação de praticar bruxaria.
Em “Entre as folhas do verde O” (1979), “Debaixo da pele, a lua” (1997), “Vermelho, entre os troncos” (2009) e “São os cabelos das mulheres” (2009), as protagonistas se metamorfoseiam em lua e loba.
Nos contos, essas personagens se conectam à natureza mais-que-humana e a uma natureza instintual ou selvagem, isto é, ao feminino arquetípico, e é por intermédio dessas inter-relações que elas resistem às violências patriarcais.
Tais produções são lidas a partir de uma perspectiva ecofeminista, com base nas contribuições teóricas de Mies e Shiva (1993), Starhawk (1989), entre outras.
Argumento que essas protagonistas, ao serem mimetizadas como mulheres conhecedoras e conectadas a elementos da natureza, são, na realidade, representações da bruxa, mas não conforme o estereótipo dos contos clássicos.
Elas se vinculam às mulheres que foram consideradas bruxas e queimadas pela Inquisição.
Colasanti, portanto, ainda que não categorize as personagens como bruxas, promove uma revisão da representação da bruxa nos seus contos de fadas contemporâneos e revisionistas.
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