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Melanoma amelanótico em cavidade oral de uma canina

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Background: Os melanomas, tumores melanocíticos malignos, são frequentes em cães. Acometem junções muco cutâneas e cavidade oral, especialmente gengiva. Tem predisposição por animais idosos, por algumas raças e por mucosas mais escuras. A principal característica dos melanomas é a pigmentação, que pode variar em diversos graus, mas, nos melanomas amelanóticos, há ausência de pigmento, o que pode induzir um diagnóstico errôneo. A histopatologia, preferencialmente junto à imuno-histoquímica, levam ao diagnóstico definitivo. O tratamento é cirúrgico e pode ser associado a quimioterapias, mas o prognóstico é desfavorável. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de melanoma amelanótico em um canino.   Case: Uma canina, fêmea, sem raça definida, com aproximadamente 11 anos de idade, castrada, foi atendida com queixa principal de mau cheiro e sangramento em cavidade oral por cerca de dois meses. Havia uma massa, de aproximadamente cinco cm no seu maior eixo e de coloração rosada, na face dorsal da língua. Foi indicado procedimento de nodulectomia e diversos exames pré-operatórios. Não foram observadas opacificações em radiografia torácica. A nodulectomia foi realizada e o material coletado foi acondicionado em formalina a 10%. A histopatologia evidenciou células poligonais com limites citoplasmáticos moderadamente distintos, citoplasma eosinofílico e moderado, caracterizando uma neoplasia indiferenciada. Os núcleos eram redondos a ovais com cromatina finamente arranjada e nucléolos conspícuos, únicos a duplos e magenta. O pleomorfismo celular e nuclear era moderado a acentuado. A contagem mitótica foi de 22. Haviam ínfimas células multinucleadas. Observaram-se algumas áreas de necrose no centro dos ninhos, além de ulceração do epitélio superficial. O resultado foi sugestivo de melanoma amelanótico ou carcinoma pouco diferenciado, sendo assim necessário outro exame para diferenciação. Foi realizado o exame de imuno-histoquímica com o anticorpo Melan-A, com marcação positiva de 65% das células neoplásicas, estabelecendo o diagnóstico definitivo de melanoma amelanótico em cavidade oral. A paciente passou por consulta com um especialista oncológico, que estabeleceu o prognóstico como reservado e prescreveu terapia metronômica. Passado um mês, foram observadas opacificações nodulares em campos pulmonares, sugestivas de metástase pulmonar, em radiografia de tórax. Foi relatada dificuldade respiratória e de alimentação, com diminuição na qualidade de vida, então optou-se pela eutanásia da paciente.   Discussion: O diagnóstico de melanoma amelanótico foi estabelecido com base nos sinais clínicos, lesões macroscópicas e histopatológicas e ensaio imuno-histoquímico. Em cães, neoplasias melanocíticas são frequentes em cavidade oral. No presente relato, a neoplasia estava localizada na base da língua, local menos comum quando comparado a gengiva. A faixa etária de 11 anos corrobora com a de maior predisposição e os sinais clínicos apresentados, halitose e sangramento oral, são descritos na literatura. O diagnóstico de melanoma amelanótico pode ser desafiador e, segundo a literatura, é mais preciso quando associadas a histopatologia com a imuno-histoquímica. O melanoma apresenta prognóstico reservado a desfavorável, sendo necessário efetuar o estadiamento do paciente. No presente caso, a paciente apresentou indicativo de metástase pulmonar após um mês, tendo piora do quadro e demostrando o quanto o melanoma amelanótico é agressivo, levando a baixa sobrevida após remoção e a alta taxa de mortalidade relatada na literatura. A idade avançada dos pacientes e as mucosas mais escuras são fatores que influenciam na aparência dos melanomas em cães. O melanoma é uma neoplasia muito agressiva quando localizada na cavidade oral nesta espécie, geralmente causando metástase e afetando assim a qualidade de vida dos pacientes, um fator importante para a escolha da eutanásia.
Title: Melanoma amelanótico em cavidade oral de uma canina
Description:
Background: Os melanomas, tumores melanocíticos malignos, são frequentes em cães.
Acometem junções muco cutâneas e cavidade oral, especialmente gengiva.
Tem predisposição por animais idosos, por algumas raças e por mucosas mais escuras.
A principal característica dos melanomas é a pigmentação, que pode variar em diversos graus, mas, nos melanomas amelanóticos, há ausência de pigmento, o que pode induzir um diagnóstico errôneo.
A histopatologia, preferencialmente junto à imuno-histoquímica, levam ao diagnóstico definitivo.
O tratamento é cirúrgico e pode ser associado a quimioterapias, mas o prognóstico é desfavorável.
Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de melanoma amelanótico em um canino.
  Case: Uma canina, fêmea, sem raça definida, com aproximadamente 11 anos de idade, castrada, foi atendida com queixa principal de mau cheiro e sangramento em cavidade oral por cerca de dois meses.
Havia uma massa, de aproximadamente cinco cm no seu maior eixo e de coloração rosada, na face dorsal da língua.
Foi indicado procedimento de nodulectomia e diversos exames pré-operatórios.
Não foram observadas opacificações em radiografia torácica.
A nodulectomia foi realizada e o material coletado foi acondicionado em formalina a 10%.
A histopatologia evidenciou células poligonais com limites citoplasmáticos moderadamente distintos, citoplasma eosinofílico e moderado, caracterizando uma neoplasia indiferenciada.
Os núcleos eram redondos a ovais com cromatina finamente arranjada e nucléolos conspícuos, únicos a duplos e magenta.
O pleomorfismo celular e nuclear era moderado a acentuado.
A contagem mitótica foi de 22.
Haviam ínfimas células multinucleadas.
Observaram-se algumas áreas de necrose no centro dos ninhos, além de ulceração do epitélio superficial.
O resultado foi sugestivo de melanoma amelanótico ou carcinoma pouco diferenciado, sendo assim necessário outro exame para diferenciação.
Foi realizado o exame de imuno-histoquímica com o anticorpo Melan-A, com marcação positiva de 65% das células neoplásicas, estabelecendo o diagnóstico definitivo de melanoma amelanótico em cavidade oral.
A paciente passou por consulta com um especialista oncológico, que estabeleceu o prognóstico como reservado e prescreveu terapia metronômica.
Passado um mês, foram observadas opacificações nodulares em campos pulmonares, sugestivas de metástase pulmonar, em radiografia de tórax.
Foi relatada dificuldade respiratória e de alimentação, com diminuição na qualidade de vida, então optou-se pela eutanásia da paciente.
  Discussion: O diagnóstico de melanoma amelanótico foi estabelecido com base nos sinais clínicos, lesões macroscópicas e histopatológicas e ensaio imuno-histoquímico.
Em cães, neoplasias melanocíticas são frequentes em cavidade oral.
No presente relato, a neoplasia estava localizada na base da língua, local menos comum quando comparado a gengiva.
A faixa etária de 11 anos corrobora com a de maior predisposição e os sinais clínicos apresentados, halitose e sangramento oral, são descritos na literatura.
O diagnóstico de melanoma amelanótico pode ser desafiador e, segundo a literatura, é mais preciso quando associadas a histopatologia com a imuno-histoquímica.
O melanoma apresenta prognóstico reservado a desfavorável, sendo necessário efetuar o estadiamento do paciente.
No presente caso, a paciente apresentou indicativo de metástase pulmonar após um mês, tendo piora do quadro e demostrando o quanto o melanoma amelanótico é agressivo, levando a baixa sobrevida após remoção e a alta taxa de mortalidade relatada na literatura.
A idade avançada dos pacientes e as mucosas mais escuras são fatores que influenciam na aparência dos melanomas em cães.
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