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Fatores determinantes na recusa à doação de sangue em um centro de hemoterapia na região dos lagos, Rio de Janeiro

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Introdução: O Brasil possui 1,6% da população registrada como doadora, segundo o Ministério da Saúde em 2023, sendo referência entre os países sul-americanos por estar dentro do valor indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O voluntário à doação de sangue deve ser submetido ao processo de triagem clínica, hematológica e sorológica, a fim de reduzir o risco de transmissão de doenças por meio da transfusão da bolsa de sangue ao receptor, conforme preconiza a legislação brasileira, normatizada pela Portaria nº 158, de 4 de fevereiro de 2016, que redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos, incluindo orientações sobre triagem, coleta, armazenamento e testagens laboratoriais. Objetivo: Avaliar os motivos de recusa dos candidatos a doadores no Hemocentro da Região dos Lagos. Métodos: Estudo transversal com avaliação de 5.579 pacientes consecutivos no banco de dados desse hemocentro, para doação voluntária de sangue, no período de outubro de 2023 a setembro de 2024. Resultados: Do total de 5.579 voluntários, 2.924 eram do sexo masculino e 2.655 do sexo feminino. A faixa etária mais prevalente foi de 18 a 29 anos, com 1.882 voluntários, seguida pela faixa de 30 a 39 anos, com 1.312 voluntários. Houve 920 inaptidões na triagem, sendo a maior incidência por motivos “outros” (533 casos), seguida por histórico de anemia (203), risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs; 78), hipertensão (73), hipotensão (17), histórico de alcoolismo (8), uso de drogas (6) e hepatite (2, após 11 anos de idade). Ocorreram 132 interrupções na coleta, sendo 107 por dificuldade na punção, 23 por desistência e 2 por reação vagal. Foram enviadas 4.374 amostras de sangue dos doadores aptos na triagem para análise laboratorial no Hemorio, obtendo-se os seguintes resultados reagentes: maior incidência de sífilis (78 pacientes), seguida por hepatite B (37 pacientes), hepatite C (13), Doença de Chagas e HTLV I e II (4 casos cada), e HIV (1 caso). Não foram obtidos reagentes para malária nem alterações em transaminases hepáticas durante o período. Foram detectadas 128 amostras reagente para hemoglobina S das 4.374 amostras analisadas. Conclusão: Observou-se uma incidência expressiva de sífilis (1,78%), hepatite B (0,84%) e hepatite C (0,3%), além de HTLV I e II e HIV, indicando a necessidade de rigoroso controle de qualidade do sangue doado antes da disponibilização para uso nas unidades de saúde, tanto para ISTs quanto para doenças infecto-parasitárias (DIPs), mesmo após anamnese com triagem minuciosa no hemocentro. Ademais, estratégias de prevenção de ISTs e DIPs devem ser aplicadas à população pela Vigilância Epidemiológica, a fim de reduzir a incidência dessas patologias e, consequentemente, a taxa de recusa de doadores de sangue.
Title: Fatores determinantes na recusa à doação de sangue em um centro de hemoterapia na região dos lagos, Rio de Janeiro
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Introdução: O Brasil possui 1,6% da população registrada como doadora, segundo o Ministério da Saúde em 2023, sendo referência entre os países sul-americanos por estar dentro do valor indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O voluntário à doação de sangue deve ser submetido ao processo de triagem clínica, hematológica e sorológica, a fim de reduzir o risco de transmissão de doenças por meio da transfusão da bolsa de sangue ao receptor, conforme preconiza a legislação brasileira, normatizada pela Portaria nº 158, de 4 de fevereiro de 2016, que redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos, incluindo orientações sobre triagem, coleta, armazenamento e testagens laboratoriais.
Objetivo: Avaliar os motivos de recusa dos candidatos a doadores no Hemocentro da Região dos Lagos.
Métodos: Estudo transversal com avaliação de 5.
579 pacientes consecutivos no banco de dados desse hemocentro, para doação voluntária de sangue, no período de outubro de 2023 a setembro de 2024.
Resultados: Do total de 5.
579 voluntários, 2.
924 eram do sexo masculino e 2.
655 do sexo feminino.
A faixa etária mais prevalente foi de 18 a 29 anos, com 1.
882 voluntários, seguida pela faixa de 30 a 39 anos, com 1.
312 voluntários.
Houve 920 inaptidões na triagem, sendo a maior incidência por motivos “outros” (533 casos), seguida por histórico de anemia (203), risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs; 78), hipertensão (73), hipotensão (17), histórico de alcoolismo (8), uso de drogas (6) e hepatite (2, após 11 anos de idade).
Ocorreram 132 interrupções na coleta, sendo 107 por dificuldade na punção, 23 por desistência e 2 por reação vagal.
Foram enviadas 4.
374 amostras de sangue dos doadores aptos na triagem para análise laboratorial no Hemorio, obtendo-se os seguintes resultados reagentes: maior incidência de sífilis (78 pacientes), seguida por hepatite B (37 pacientes), hepatite C (13), Doença de Chagas e HTLV I e II (4 casos cada), e HIV (1 caso).
Não foram obtidos reagentes para malária nem alterações em transaminases hepáticas durante o período.
Foram detectadas 128 amostras reagente para hemoglobina S das 4.
374 amostras analisadas.
Conclusão: Observou-se uma incidência expressiva de sífilis (1,78%), hepatite B (0,84%) e hepatite C (0,3%), além de HTLV I e II e HIV, indicando a necessidade de rigoroso controle de qualidade do sangue doado antes da disponibilização para uso nas unidades de saúde, tanto para ISTs quanto para doenças infecto-parasitárias (DIPs), mesmo após anamnese com triagem minuciosa no hemocentro.
Ademais, estratégias de prevenção de ISTs e DIPs devem ser aplicadas à população pela Vigilância Epidemiológica, a fim de reduzir a incidência dessas patologias e, consequentemente, a taxa de recusa de doadores de sangue.

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