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A IDENTIDADE DA NAÇÃO NOS CONTOS DE LUÍS BERNARDO HONWANA, UNGULANI BA KA KHOSA E MIA COUTO

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O objetivo deste artigo é verificar, a partir da análise de contos de escritores moçambicanos, em que medida a diegese é representativa da identidade da nação. Para tanto, selecionamos textos de Luís Bernardo Honwana, Ungulani Ba Ka Khosa e Mia e Couto e analisamos as categorias da narrativa, salientando o espaço e as relações entre as personagens. Foram de grande valia, em nosso percurso analítico, os postulados de Stuart Hall acerca da identidade. Os resultados indicam que, no conto Dina, a identidade do jovem do grupo do curral – símbolo da aquisição de consciência política – se constrói em oposição à do colonizador e à do moçambicano conformado com a dominação. Em Orgia dos loucos, o protagonista, após encontrar o filho, diz que eles estão mortos, expressando o sentimento de que viver naquela situação, durante a Guerra Civil, equivalia à morte em vida, de que a vida era terrível, um verdadeiro martírio. Já no conto Chuva, a abensonhada, de Mia Couto, o retorno da chuva e a saída do jovem com o velho indicam que, com o fim da guerra, era possível ter esperança na reconstrução. Entretanto, a edificação do futuro dependeria do sentido atribuído ao passado.    
Title: A IDENTIDADE DA NAÇÃO NOS CONTOS DE LUÍS BERNARDO HONWANA, UNGULANI BA KA KHOSA E MIA COUTO
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O objetivo deste artigo é verificar, a partir da análise de contos de escritores moçambicanos, em que medida a diegese é representativa da identidade da nação.
Para tanto, selecionamos textos de Luís Bernardo Honwana, Ungulani Ba Ka Khosa e Mia e Couto e analisamos as categorias da narrativa, salientando o espaço e as relações entre as personagens.
Foram de grande valia, em nosso percurso analítico, os postulados de Stuart Hall acerca da identidade.
Os resultados indicam que, no conto Dina, a identidade do jovem do grupo do curral – símbolo da aquisição de consciência política – se constrói em oposição à do colonizador e à do moçambicano conformado com a dominação.
Em Orgia dos loucos, o protagonista, após encontrar o filho, diz que eles estão mortos, expressando o sentimento de que viver naquela situação, durante a Guerra Civil, equivalia à morte em vida, de que a vida era terrível, um verdadeiro martírio.
Já no conto Chuva, a abensonhada, de Mia Couto, o retorno da chuva e a saída do jovem com o velho indicam que, com o fim da guerra, era possível ter esperança na reconstrução.
Entretanto, a edificação do futuro dependeria do sentido atribuído ao passado.
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