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GUERRAS POR ÁGUA: DA SEGURANÇA À SOBERANIA HÍDRICA
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Esta pesquisa buscou compreender os conflitos territoriais relacionados à água, definidos como “guerras por água”, evidenciando as contradições entre a água enquanto direito humano e sua crescente mercantilização. Como objetivo geral, buscou-se desenvolver o conceito de soberania hídrica como paradigma alternativo à segurança hídrica, integrando os saberes e práticas sociais às institucionalidades na promoção de justiça social. Especificamente, objetivou-se: analisar as dinâmicas dos conflitos por água e seus impactos nas desigualdades; investigar como os conceitos de pegada hídrica e água virtual têm sido utilizados para legitimar a mercantilização; e propor a soberania hídrica como base para a justiça socioambiental. A metodologia adotada envolveu abordagem qualitativa, fundamentada em revisão crítica da literatura e análise de dados secundários, utilizando métodos histórico e dialético, com escrita de natureza ensaística. Os resultados indicam que as narrativas de segurança hídrica frequentemente reforçam a lógica mercantilizadora da água, contribuindo para a intensificação de conflitos, sejam eles silenciosos, como os relacionados ao envase e comercialização, ou explícitos e violentos, como a expropriação de comunidades rurais para apropriação de bens hídricos. Ademais, sustentou-se que a soberania hídrica, enquanto conceito, mas sobretudo como prática, reposiciona a água como bem comum e direito inalienável, articulando o uso sustentável e a participação popular, evidenciando caminho alternativo para combater desigualdades socioambientais.
Associacao de Ensino de Ribeirao Preto
Title: GUERRAS POR ÁGUA: DA SEGURANÇA À SOBERANIA HÍDRICA
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Esta pesquisa buscou compreender os conflitos territoriais relacionados à água, definidos como “guerras por água”, evidenciando as contradições entre a água enquanto direito humano e sua crescente mercantilização.
Como objetivo geral, buscou-se desenvolver o conceito de soberania hídrica como paradigma alternativo à segurança hídrica, integrando os saberes e práticas sociais às institucionalidades na promoção de justiça social.
Especificamente, objetivou-se: analisar as dinâmicas dos conflitos por água e seus impactos nas desigualdades; investigar como os conceitos de pegada hídrica e água virtual têm sido utilizados para legitimar a mercantilização; e propor a soberania hídrica como base para a justiça socioambiental.
A metodologia adotada envolveu abordagem qualitativa, fundamentada em revisão crítica da literatura e análise de dados secundários, utilizando métodos histórico e dialético, com escrita de natureza ensaística.
Os resultados indicam que as narrativas de segurança hídrica frequentemente reforçam a lógica mercantilizadora da água, contribuindo para a intensificação de conflitos, sejam eles silenciosos, como os relacionados ao envase e comercialização, ou explícitos e violentos, como a expropriação de comunidades rurais para apropriação de bens hídricos.
Ademais, sustentou-se que a soberania hídrica, enquanto conceito, mas sobretudo como prática, reposiciona a água como bem comum e direito inalienável, articulando o uso sustentável e a participação popular, evidenciando caminho alternativo para combater desigualdades socioambientais.
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