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A CARTOGRAFIA DO PÁTHOS

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A pesquisa parte de uma concepção ampliada de saúde; por conseguinte, procurou fazer um “diagnóstico de saúde” também ampliado. A ampliação é de tal ordem que preferimos denominar esse “diagnóstico de saúde” uma cartografia do páthos, pois se trata de fazer um mapeamento abrangente dos padecimentos durante a pandemia, das paixões ou afecções inevitavelmente sofridas por força dos acontecimentos que se impuseram a todos, seja como problemas de saúde física e/ou mental, seja como afetos tristes ou outras emoções e sentimentos negativos (ou não), seja como impactos na vida prática (cotidiana e financeira), seja como impactos na vida social (nos relacionamentos). Cumpre esclarecer que a expressão “diagnóstico de saúde” não se aplica a indivíduos, mas costuma ser utilizada em referência à saúde coletiva. Em outras palavras, trata-se de um diagnóstico do estado de saúde de uma população, o que significa que essa “saúde” diagnosticada sempre contém determinados níveis de “doenças”. Assim, quando falamos em “diagnóstico de saúde” ampliado, vê-se que essa ampliação não é tanto do conceito de saúde, mas do próprio conceito de páthos ou, melhor dizendo, é a própria ampliação representada pelo conceito de páthos, que não se restringe ao patológico, porque justamente entende que o patológico não recobre todo o espectro dos padecimentos e outras experiências sensíveis de um dado acontecimento. Nosso “diagnóstico de saúde” ampliado caracteriza-se, então, como essa espécie de cartografia do páthos pandêmico, esse mapa sensível de todo o espectro das afecções experimentadas.
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo : USP - Universidade de São Paulo
Title: A CARTOGRAFIA DO PÁTHOS
Description:
A pesquisa parte de uma concepção ampliada de saúde; por conseguinte, procurou fazer um “diagnóstico de saúde” também ampliado.
A ampliação é de tal ordem que preferimos denominar esse “diagnóstico de saúde” uma cartografia do páthos, pois se trata de fazer um mapeamento abrangente dos padecimentos durante a pandemia, das paixões ou afecções inevitavelmente sofridas por força dos acontecimentos que se impuseram a todos, seja como problemas de saúde física e/ou mental, seja como afetos tristes ou outras emoções e sentimentos negativos (ou não), seja como impactos na vida prática (cotidiana e financeira), seja como impactos na vida social (nos relacionamentos).
Cumpre esclarecer que a expressão “diagnóstico de saúde” não se aplica a indivíduos, mas costuma ser utilizada em referência à saúde coletiva.
Em outras palavras, trata-se de um diagnóstico do estado de saúde de uma população, o que significa que essa “saúde” diagnosticada sempre contém determinados níveis de “doenças”.
Assim, quando falamos em “diagnóstico de saúde” ampliado, vê-se que essa ampliação não é tanto do conceito de saúde, mas do próprio conceito de páthos ou, melhor dizendo, é a própria ampliação representada pelo conceito de páthos, que não se restringe ao patológico, porque justamente entende que o patológico não recobre todo o espectro dos padecimentos e outras experiências sensíveis de um dado acontecimento.
Nosso “diagnóstico de saúde” ampliado caracteriza-se, então, como essa espécie de cartografia do páthos pandêmico, esse mapa sensível de todo o espectro das afecções experimentadas.

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