Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

TRATAMENTO COM METFORMINA EM CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA E SUA INFLUÊNCIA NA VIA GLICOLÍTICA

View through CrossRef
O câncer é considerado o mal do século, segundo a OMS, sendo o de mama o mais letal entre as mulheres. Baixos níveis de oxigênio e nutrientes são fatores limitantes do microambiente tumoral. Porém, a proliferação celular maligna é garantida pela sobrevivência e adaptação de células tumorais que apresentam perfil metabólico glicolítico anaeróbio e aeróbio. Nesse contexto, alterações metabólicas influenciam altamente a biologia dessas células. Assim, a metformina tem sido considerada uma possível droga adjuvante no tratamento de câncer, pois, apesar da incerteza sobre o principal fator antitumoral, a droga é capaz de promover a diminuição da concentração de insulina circulante e ativação da AMPK. Dessa forma, compreender melhor o comportamento desse fenômeno em células cancerígenas sob tratamento pode contribuir para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, o que possibilita melhorar o tratamento e prognóstico dos pacientes. Para realização do projeto, as células da linhagem MDA-MB-231 (adenocarcinoma mamário humano) foram cultivadas em meio L-15 (Leibovitz Medium) suplementado com solução antibiótica e Soro Fetal Bovino. No teste de viabilidade foram semeadas cerca de 7x 10^3 células, em triplicata, para o tratamento de 5 concentrações com metformina e para o controle do experimento. A placa contendo as células foi incubada a 37°C, overnight. Após a adesão celular, foram adicionados ao meio metformina (100 mM, em água). A citotoxidade da droga nas células MDA_MB-231 foram determinadas pelo ensaio padrão por brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazolium (MTT), cuja a concentração seguiu as recomendações do fabricante. As placas foram lidas a 595 nm no espectofotômetro Spectramax M5 (Molecular Devices – USA). A porcentagem de inibição do crescimento celular foi determinada através da comparação da densidade celular das células tratadas com as células controle. Cerca de 750x10^3 células foram plaqueadas por poço para análise da expressão gênica. Após 24 h de incubação, entre 4 poços, três receberam tratamento com metiformina, e um formou o grupo controle. Após o tempo de exposição de 24h, as células foram submetidas a extração de RNA utilizando o kit Power SYBR® Green Cells-to-CT™ (Thermo Fisher Scientific), seguindo as recomendações do fabricante. A fim de analisar a expressão de três genes da via glicolítica, serão desenhados iniciadores para os genes que codificam as enzimas hexocinase, fosfofrutocinase e piruvato cinase, bem como para os genes do controle endógeno (tubulina e miosina), para utilização na técnica de qPCR em tempo real. O teste de viabilidade, no qual foram testadas 5 concentrações de metformina, indicou uma sobrevida de aproximadamente 84,4% das células MDA-MB-231 tratadas com 1,25mM, cerca de 82,4% com 2,5mM de metformina, 66,2% sobreviveram na concentração de 5mM, 47,45% na presença de 10mM e, por fim, 22% de sobrevida com a utilização de 20mM. Os experimentos de qPCR em tempo real estão em processo de finalização. Dessa forma, a conclusão do projeto será melhor elucidado após o termino do experimento de qPCR em tempo real
Title: TRATAMENTO COM METFORMINA EM CÉLULAS DE CÂNCER DE MAMA E SUA INFLUÊNCIA NA VIA GLICOLÍTICA
Description:
O câncer é considerado o mal do século, segundo a OMS, sendo o de mama o mais letal entre as mulheres.
Baixos níveis de oxigênio e nutrientes são fatores limitantes do microambiente tumoral.
Porém, a proliferação celular maligna é garantida pela sobrevivência e adaptação de células tumorais que apresentam perfil metabólico glicolítico anaeróbio e aeróbio.
Nesse contexto, alterações metabólicas influenciam altamente a biologia dessas células.
Assim, a metformina tem sido considerada uma possível droga adjuvante no tratamento de câncer, pois, apesar da incerteza sobre o principal fator antitumoral, a droga é capaz de promover a diminuição da concentração de insulina circulante e ativação da AMPK.
Dessa forma, compreender melhor o comportamento desse fenômeno em células cancerígenas sob tratamento pode contribuir para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, o que possibilita melhorar o tratamento e prognóstico dos pacientes.
Para realização do projeto, as células da linhagem MDA-MB-231 (adenocarcinoma mamário humano) foram cultivadas em meio L-15 (Leibovitz Medium) suplementado com solução antibiótica e Soro Fetal Bovino.
No teste de viabilidade foram semeadas cerca de 7x 10^3 células, em triplicata, para o tratamento de 5 concentrações com metformina e para o controle do experimento.
A placa contendo as células foi incubada a 37°C, overnight.
Após a adesão celular, foram adicionados ao meio metformina (100 mM, em água).
A citotoxidade da droga nas células MDA_MB-231 foram determinadas pelo ensaio padrão por brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazolium (MTT), cuja a concentração seguiu as recomendações do fabricante.
As placas foram lidas a 595 nm no espectofotômetro Spectramax M5 (Molecular Devices – USA).
A porcentagem de inibição do crescimento celular foi determinada através da comparação da densidade celular das células tratadas com as células controle.
Cerca de 750x10^3 células foram plaqueadas por poço para análise da expressão gênica.
Após 24 h de incubação, entre 4 poços, três receberam tratamento com metiformina, e um formou o grupo controle.
Após o tempo de exposição de 24h, as células foram submetidas a extração de RNA utilizando o kit Power SYBR® Green Cells-to-CT™ (Thermo Fisher Scientific), seguindo as recomendações do fabricante.
A fim de analisar a expressão de três genes da via glicolítica, serão desenhados iniciadores para os genes que codificam as enzimas hexocinase, fosfofrutocinase e piruvato cinase, bem como para os genes do controle endógeno (tubulina e miosina), para utilização na técnica de qPCR em tempo real.
O teste de viabilidade, no qual foram testadas 5 concentrações de metformina, indicou uma sobrevida de aproximadamente 84,4% das células MDA-MB-231 tratadas com 1,25mM, cerca de 82,4% com 2,5mM de metformina, 66,2% sobreviveram na concentração de 5mM, 47,45% na presença de 10mM e, por fim, 22% de sobrevida com a utilização de 20mM.
Os experimentos de qPCR em tempo real estão em processo de finalização.
Dessa forma, a conclusão do projeto será melhor elucidado após o termino do experimento de qPCR em tempo real.

Related Results

Tratamento com metformina em células de câncer de mama e sua influência na produção de espécies reativas de oxigênio (EROS)
Tratamento com metformina em células de câncer de mama e sua influência na produção de espécies reativas de oxigênio (EROS)
O câncer é considerado o mal do século, segundo a OMS, sendo o de mama omais letal entre as mulheres. Diferenças metabólicas, em comparação com as célulassaudáveis, favorecem o des...
Défice de vitamina B12 em diabéticos sob metformina: um estudo transversal
Défice de vitamina B12 em diabéticos sob metformina: um estudo transversal
Introdução: A diabetes mellitus tipo 2 afeta cerca de 13,3% dos portugueses. A metformina foi durante muitos anos considerada a primeira linha farmacológica na diabetes, continuand...
Capítulo 6 – HIV-AIDS, como tratar, o que fazer e o que não fazer durante o tratamento?
Capítulo 6 – HIV-AIDS, como tratar, o que fazer e o que não fazer durante o tratamento?
A infecção pelo vírus do HIV pode ocorrer de diversas maneiras, tendo sua principal forma a via sexual por meio do sexo desprotegido. O vírus do HIV fica em um período de incubação...
Visão geral da redução de mama
Visão geral da redução de mama
Introdução: A extensão em que seios extremamente grandes podem impactar negativamente a vida de uma mulher é frequentemente subestimada. Para aquelas que vivem com macromastia inde...

Back to Top