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MORBIDADE HOSPITALAR POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UMA ANÁLISE NACIONAL (2018-2023)
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A Insuficiência cardíaca (IC) caracteriza-se como uma das principais causas de internações hospitalares, sua prevalência mostra-se em crescimento aumento, principalmente, devido ao envelhecimento da população, porém com o uso adequado de medicamentos, dispositivos de assistência ventricular (DAV) e aumento no número de transplantes, nota-se uma maior expectativa de vida. O presente estudo busca avaliar o perfil clínico e epidemiológico das internações hospitalares por insuficiência cardíaca, no Brasil, entre 2018 e 2023. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo que analisou internações por insuficiência cardíaca no Brasil entre janeiro de 2018 e dezembro de 2023, utilizando dados secundários do DATASUS e do Sistema de Morbidade Hospitalar (SIH). Os dados foram organizados em tabelas e gráficos, com foco em variáveis como ano de processamento, região, faixa etária, cor/raça, sexo, taxa de permanência hospitalar, regime de atendimento e óbitos. O total de internações foi de 1.142.552, com 2022 apresentando a maior frequência. A região Sudeste concentrou a maioria das internações (42,29%), enquanto o Norte teve o menor número (5,79%). A maioria dos atendimentos foi de urgência (95%). A faixa etária mais afetada foi entre 70 e 79 anos (34,97%). A amostra foi predominantemente masculina (52%) e a cor/raça mais frequente foi branca (37,94%), com grande ausência de dados sobre cor/raça. O estudo revela um padrão significativo de internações por insuficiência cardíaca, destacando a prevalência em indivíduos mais idosos e a predominância de atendimentos de urgência. A desigualdade regional nas internações e a maior frequência de internações no Sudeste indicam disparidades no acesso e na distribuição dos serviços de saúde. A ausência de dados completos sobre cor/raça limita a capacidade de análise mais detalhada sobre disparidades raciais. Essas informações podem orientar políticas de saúde pública e estratégias para melhorar a gestão e prevenção da insuficiência cardíaca no Brasil.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
CLARA VITÓRIA CAVALCANTE CARVALHO
Estefane Cavalcante Vasconcelos
Marcela Campanha Pontes
Aline Brugnera
Estela Vendrame Ramos
Maria Clara Vertelo Vale
Sabrina Regis do Nascimento
Anderson Claudio Roberto
Bryan Cedeno Garcia
Samara Venazzi Tsukada
Miguel Gonzales Costa
Artur da Rocha Coimbra
Icaro Rodrigues Mendes Pedrosa Pinto
Title: MORBIDADE HOSPITALAR POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UMA ANÁLISE NACIONAL (2018-2023)
Description:
A Insuficiência cardíaca (IC) caracteriza-se como uma das principais causas de internações hospitalares, sua prevalência mostra-se em crescimento aumento, principalmente, devido ao envelhecimento da população, porém com o uso adequado de medicamentos, dispositivos de assistência ventricular (DAV) e aumento no número de transplantes, nota-se uma maior expectativa de vida.
O presente estudo busca avaliar o perfil clínico e epidemiológico das internações hospitalares por insuficiência cardíaca, no Brasil, entre 2018 e 2023.
Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo que analisou internações por insuficiência cardíaca no Brasil entre janeiro de 2018 e dezembro de 2023, utilizando dados secundários do DATASUS e do Sistema de Morbidade Hospitalar (SIH).
Os dados foram organizados em tabelas e gráficos, com foco em variáveis como ano de processamento, região, faixa etária, cor/raça, sexo, taxa de permanência hospitalar, regime de atendimento e óbitos.
O total de internações foi de 1.
142.
552, com 2022 apresentando a maior frequência.
A região Sudeste concentrou a maioria das internações (42,29%), enquanto o Norte teve o menor número (5,79%).
A maioria dos atendimentos foi de urgência (95%).
A faixa etária mais afetada foi entre 70 e 79 anos (34,97%).
A amostra foi predominantemente masculina (52%) e a cor/raça mais frequente foi branca (37,94%), com grande ausência de dados sobre cor/raça.
O estudo revela um padrão significativo de internações por insuficiência cardíaca, destacando a prevalência em indivíduos mais idosos e a predominância de atendimentos de urgência.
A desigualdade regional nas internações e a maior frequência de internações no Sudeste indicam disparidades no acesso e na distribuição dos serviços de saúde.
A ausência de dados completos sobre cor/raça limita a capacidade de análise mais detalhada sobre disparidades raciais.
Essas informações podem orientar políticas de saúde pública e estratégias para melhorar a gestão e prevenção da insuficiência cardíaca no Brasil.
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