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COMPREENDENDO A PERITONITE INFECCIOSA FELINA
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Introdução: A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença imunomediada causada pelo Coronavírus felino (FCoV) que possuí tropismo principalmente pelos enterócitos, no entanto durante a replicação o vírus pode sofrer uma mutação adquirindo a capacidade de infectar macrófagos e monócitos possibilitando a disseminação sistêmica. Há também a teoria que FCoV pode levar ao desenvolvimento da PIF, independente da cepa, por conta de predisposições genéticas e resposta imunológica deficiente do indivíduo como ocorre em doenças imunossupressoras. Objetivo: Contribuir com a disseminação de informações sobre a PIF no meio acadêmico. Material e métodos: Revisão de literatura realizada em 2022 com base nas informações obtidas no PubMed; Revista PUBVET e livros. Resultados: Os animais predispostos possuem entre três meses a três anos, são geralmente machos inteiros, que possuem diversos contactantes como animais de abrigos e gatis, já que o vírus é liberado através das fezes existe maior possibilidade de contágio nesses ambientes, além do estresse ter sido considerado fator de risco. Os sinais clínicos variam de acordo com a forma desenvolvida da doença. A forma efusiva ou úmida, que corresponde a 80% dos casos, é caracterizada por polisserosites fibrinosas: peritonite, pleurite e pericardite levando a efusões, perda de peso, letargia, anorexia e distrição respiratória. Já a forma não efusiva ou seca é mais inespecífica pois os sinais ocorrem devido a lesões piogranulomatosas nos diversos órgãos: febre, icterícias, anorexia e alterações neurológicas podem estar presentes. O diagnóstico definitivo é post mortem através da histopatologia, no entanto a avaliação de sinais clínicos e achados laboratoriais podem auxiliar o diagnóstico. Análise da efusão com relação albumina-globulina < 0,8 é sugestivo de PIF. O tratamento consiste na administração de corticosteróides, antibioticoterapia para evitar infecções secundárias e abdominocentese quando necessário. Um análogo de nucleosídio (GS-441524) que atua inibindo a RNA polimerase tem obtido resultados surpreendentes em pesquisas in vitro e in vivo, com tratamentos bem sucedidos em diferentes formas da PIF. A prevenção consiste na higienização adequada do ambiente. Conclusão: A PIF é uma doença de difícil diagnóstico, com evolução rápida e até então considerada fatal, no entanto uma nova molécula desenvolvida tem trazido esperança e novas perspectivas no tratamento.
Revista Multidisciplinar em Saúde
Title: COMPREENDENDO A PERITONITE INFECCIOSA FELINA
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Introdução: A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é uma doença imunomediada causada pelo Coronavírus felino (FCoV) que possuí tropismo principalmente pelos enterócitos, no entanto durante a replicação o vírus pode sofrer uma mutação adquirindo a capacidade de infectar macrófagos e monócitos possibilitando a disseminação sistêmica.
Há também a teoria que FCoV pode levar ao desenvolvimento da PIF, independente da cepa, por conta de predisposições genéticas e resposta imunológica deficiente do indivíduo como ocorre em doenças imunossupressoras.
Objetivo: Contribuir com a disseminação de informações sobre a PIF no meio acadêmico.
Material e métodos: Revisão de literatura realizada em 2022 com base nas informações obtidas no PubMed; Revista PUBVET e livros.
Resultados: Os animais predispostos possuem entre três meses a três anos, são geralmente machos inteiros, que possuem diversos contactantes como animais de abrigos e gatis, já que o vírus é liberado através das fezes existe maior possibilidade de contágio nesses ambientes, além do estresse ter sido considerado fator de risco.
Os sinais clínicos variam de acordo com a forma desenvolvida da doença.
A forma efusiva ou úmida, que corresponde a 80% dos casos, é caracterizada por polisserosites fibrinosas: peritonite, pleurite e pericardite levando a efusões, perda de peso, letargia, anorexia e distrição respiratória.
Já a forma não efusiva ou seca é mais inespecífica pois os sinais ocorrem devido a lesões piogranulomatosas nos diversos órgãos: febre, icterícias, anorexia e alterações neurológicas podem estar presentes.
O diagnóstico definitivo é post mortem através da histopatologia, no entanto a avaliação de sinais clínicos e achados laboratoriais podem auxiliar o diagnóstico.
Análise da efusão com relação albumina-globulina < 0,8 é sugestivo de PIF.
O tratamento consiste na administração de corticosteróides, antibioticoterapia para evitar infecções secundárias e abdominocentese quando necessário.
Um análogo de nucleosídio (GS-441524) que atua inibindo a RNA polimerase tem obtido resultados surpreendentes em pesquisas in vitro e in vivo, com tratamentos bem sucedidos em diferentes formas da PIF.
A prevenção consiste na higienização adequada do ambiente.
Conclusão: A PIF é uma doença de difícil diagnóstico, com evolução rápida e até então considerada fatal, no entanto uma nova molécula desenvolvida tem trazido esperança e novas perspectivas no tratamento.
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