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Escrevendo pinturas e pintando palavras: a interarte poética de Raquel Naveira

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Os textos de Raquel Naveira não se fazem sobre uma folha em branco. O olhar para duas artes que se cruzam e se predispõem ao diálogo exige reflexão. Na caligrafia da poeta, encontramos resquícios de quadros dos quais foi leitora, fazendo questão de resgatar essa leitura sensível no traço de sua escrita. Muitas vezes, vozes do passado e do presente se fundem. O diálogo intertextual manifesta a importância do visual e a importância da palavra. Naveira se prevalece do encontro entre as artes para executar uma poesia que almeja integrar concretude e sentimento, algo feito e algo refeito, o mostrado e o sentido. Relaciona a busca de uma linguagem que não reconsiderasse o passado, mas o reinventasse. Ao observar uma arte visual e demonstrar no papel o que sentiu e viu, Naveira se torna ponte entre a arte experimentada e o mundo e, também, com o receptor, que pode ir além de uma leitura superficial do todo. Naveira é leitora dos quadros e também uma artista inspirada pela sua força. Seu olhar específico para as artes é uma das fontes da grande força de sua produção artística.
Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV
Title: Escrevendo pinturas e pintando palavras: a interarte poética de Raquel Naveira
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Os textos de Raquel Naveira não se fazem sobre uma folha em branco.
O olhar para duas artes que se cruzam e se predispõem ao diálogo exige reflexão.
Na caligrafia da poeta, encontramos resquícios de quadros dos quais foi leitora, fazendo questão de resgatar essa leitura sensível no traço de sua escrita.
Muitas vezes, vozes do passado e do presente se fundem.
O diálogo intertextual manifesta a importância do visual e a importância da palavra.
Naveira se prevalece do encontro entre as artes para executar uma poesia que almeja integrar concretude e sentimento, algo feito e algo refeito, o mostrado e o sentido.
Relaciona a busca de uma linguagem que não reconsiderasse o passado, mas o reinventasse.
Ao observar uma arte visual e demonstrar no papel o que sentiu e viu, Naveira se torna ponte entre a arte experimentada e o mundo e, também, com o receptor, que pode ir além de uma leitura superficial do todo.
Naveira é leitora dos quadros e também uma artista inspirada pela sua força.
Seu olhar específico para as artes é uma das fontes da grande força de sua produção artística.

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