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PERSPECTIVAS MULTICULTURAIS EXPRESSAS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO MULHERES KARAJÁ-XAMBIOÁ EM MULTITERRITORIALIDADE

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O presente texto objetiva listar aspectos idealizados a partir de experiências que tivemos na leitura da construção da identidade de gênero da mulher Karajá-Xambioá em estudos cultuais e socioterritoriais das diásporas das mesmas que se localizam no norte do Tocantins, na Terra Indígena Karajá-Xambioá, aldeia Wari-lyty, município de Santa Fé do Araguaia. Logo, pensamos numa identidade de gênero emergente na infinita re-a-firmação do “poder e tradição” transmitidos pelas “guardiãs da cultura” de seu povo (GRUBITS; DARRAULT-HARRIS; PEDROSO, 2005), pois as mulheres indígenas aqui apresentadas (KARAJÁ, 2016; KARAJÁ, 2017) lutam e resistem dia-a-dia para manter, material e simbolicamente, seu elo cultural ancestral, não apresentando uma identidade cultural una e inflexível, mas fluída e adaptativa aos empasses de sua organização social, nos ensinando que ser “pura” ou “não-pura” é uma questão de contexto e que está presente na desterritorialização à multiterritorialidade identidária, não se apagando com a violência e criminalização, até mesmo quanto a posse de seu território, que elas sofrem no decorrer de suas territorialidades socioespaciais de vivências cotidianas. Por isso apontamos que a representatividade dessas mulheres indígenas se re-afirma na tomada de poder que elas exercem perante os desafios encarados em seu contexto socioepacial na construção de sua identidade de gênero, uma vez que, a mulher não toma lugar, ela constrói o seu lugar no território.  
Title: PERSPECTIVAS MULTICULTURAIS EXPRESSAS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO MULHERES KARAJÁ-XAMBIOÁ EM MULTITERRITORIALIDADE
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O presente texto objetiva listar aspectos idealizados a partir de experiências que tivemos na leitura da construção da identidade de gênero da mulher Karajá-Xambioá em estudos cultuais e socioterritoriais das diásporas das mesmas que se localizam no norte do Tocantins, na Terra Indígena Karajá-Xambioá, aldeia Wari-lyty, município de Santa Fé do Araguaia.
Logo, pensamos numa identidade de gênero emergente na infinita re-a-firmação do “poder e tradição” transmitidos pelas “guardiãs da cultura” de seu povo (GRUBITS; DARRAULT-HARRIS; PEDROSO, 2005), pois as mulheres indígenas aqui apresentadas (KARAJÁ, 2016; KARAJÁ, 2017) lutam e resistem dia-a-dia para manter, material e simbolicamente, seu elo cultural ancestral, não apresentando uma identidade cultural una e inflexível, mas fluída e adaptativa aos empasses de sua organização social, nos ensinando que ser “pura” ou “não-pura” é uma questão de contexto e que está presente na desterritorialização à multiterritorialidade identidária, não se apagando com a violência e criminalização, até mesmo quanto a posse de seu território, que elas sofrem no decorrer de suas territorialidades socioespaciais de vivências cotidianas.
Por isso apontamos que a representatividade dessas mulheres indígenas se re-afirma na tomada de poder que elas exercem perante os desafios encarados em seu contexto socioepacial na construção de sua identidade de gênero, uma vez que, a mulher não toma lugar, ela constrói o seu lugar no território.
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