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Trombose de Veia Porta e Mesentérica Superior após Sleeve
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Introdução: A trombose da veia porta e mesentérica é raramente observada após a cirurgia bariátrica laparoscópica. Entre as operações bariátricas, a gastrectomia vertical – ou Sleeve – estásendo realizada com freqüência cada vez maior, pois consiste em uma cirurgia restritiva com menores complicações. É necessário um alto índice de suspeita para diagnosticar esta rara, mas potencialmente letal, complicação. Objetivos: Relatar o caso de uma paciente de 29 anos, submetida à gastrectomia vertical redutora, ou Sleeve, que no pós operatório evoluiu com trombose de veia porta e de veia mesentérica superior. Relato de Experiência: Mulher, 29 anos, natural do estado do Rio de Janeiro, foi submetida à gastrectomia vertical redutora indicada devido à obesidade grau II, esteatose hepática e dislipidemia. No décimo segundo dia de pós operatório, apresentou dor abdominal súbita refratária à medicação oral, associada a náuseas e diarréia, quando então procurou atendimento hospitalar. Foi feita TC de abdome devido à intensidade da dor, e foi diagnosticada com trombose de veia porta e mesentérica superior. Paciente referiu uso de anticoncepcional, negou tabagismo. Pai com história de TVP de membro inferior. No pré e pós operatório, foi feita profilaxia tromboembólica. Após diagnóstico por imagem, foi admitida no CTI, iniciado protocolo de tromboembolismo e monitorizada para pesquisa de isquemia intestinal. Segue sem dor, com introdução da dieta, e apresenta melhora da diarréia. Resultados: A trombose de veia de porta se caracteriza por uma obstrução venosa portal causada por coágulo sanguíneo. A prevalência da forma primária, não associada à cirrose ou tumor está estimada entre 1 e 9/100.000. As causas mais frequentes desta patologia são cirrose avançada e tumores malignos em adultos. Na ausência destes, pode ser causada por inflamação intra-abdominal ou ser associada com um estado pré-trombótico generalizado causado por: uma síndrome mieloproliferativa (25% dos casos), mutações G20210A no gene do fator II (protrombina) (10% dos casos), síndrome antifosfolípideos, ou por deficiências de antitrombina, proteína C, proteína S ou fator V de Leiden. A trombose venosa mesentérica é uma entidade rara, que representa cerca de 10 a 15% das isquemias mesentéricas, em 95% dos casos afeta a veia mesentérica superior.A sua apresentação é sutil e insidiosa, o que dificulta o seu diagnóstico numa fase inicial. Na maioria dos casos identifica-se um ou mais fatores etiológico subjacentes, dentre eles incluem-se os estados de hipercoagulabilidade hereditários, déficit de inibidores da coagulação ou aumento do nível e função de fatores de coagulação ou ainda adquiridos como as neoplasias, uso de contraceptivos orais, síndrome antifosfolipídico, doença inflamatória intestinal, hipertensão portal ou, ainda, após traumatismo ou cirurgia abdominal.O reconhecimento adequado e rápido destas situações permite instituir medidas terapêuticas eficazes, que resultam em diminuição da morbimortalidade do paciente. Conclusão: O caso visa alertar para uma patologia pouco frequente, que deve ser lembrada por ter sinais e sintomas comuns, de complicações pós-operatórias na cirurgia abdominal. Cabe ressaltar a importância do diagnóstico e tratamento precoce, com ênfase no followup.
Title: Trombose de Veia Porta e Mesentérica Superior após Sleeve
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Introdução: A trombose da veia porta e mesentérica é raramente observada após a cirurgia bariátrica laparoscópica.
Entre as operações bariátricas, a gastrectomia vertical – ou Sleeve – estásendo realizada com freqüência cada vez maior, pois consiste em uma cirurgia restritiva com menores complicações.
É necessário um alto índice de suspeita para diagnosticar esta rara, mas potencialmente letal, complicação.
Objetivos: Relatar o caso de uma paciente de 29 anos, submetida à gastrectomia vertical redutora, ou Sleeve, que no pós operatório evoluiu com trombose de veia porta e de veia mesentérica superior.
Relato de Experiência: Mulher, 29 anos, natural do estado do Rio de Janeiro, foi submetida à gastrectomia vertical redutora indicada devido à obesidade grau II, esteatose hepática e dislipidemia.
No décimo segundo dia de pós operatório, apresentou dor abdominal súbita refratária à medicação oral, associada a náuseas e diarréia, quando então procurou atendimento hospitalar.
Foi feita TC de abdome devido à intensidade da dor, e foi diagnosticada com trombose de veia porta e mesentérica superior.
Paciente referiu uso de anticoncepcional, negou tabagismo.
Pai com história de TVP de membro inferior.
No pré e pós operatório, foi feita profilaxia tromboembólica.
Após diagnóstico por imagem, foi admitida no CTI, iniciado protocolo de tromboembolismo e monitorizada para pesquisa de isquemia intestinal.
Segue sem dor, com introdução da dieta, e apresenta melhora da diarréia.
Resultados: A trombose de veia de porta se caracteriza por uma obstrução venosa portal causada por coágulo sanguíneo.
A prevalência da forma primária, não associada à cirrose ou tumor está estimada entre 1 e 9/100.
000.
As causas mais frequentes desta patologia são cirrose avançada e tumores malignos em adultos.
Na ausência destes, pode ser causada por inflamação intra-abdominal ou ser associada com um estado pré-trombótico generalizado causado por: uma síndrome mieloproliferativa (25% dos casos), mutações G20210A no gene do fator II (protrombina) (10% dos casos), síndrome antifosfolípideos, ou por deficiências de antitrombina, proteína C, proteína S ou fator V de Leiden.
A trombose venosa mesentérica é uma entidade rara, que representa cerca de 10 a 15% das isquemias mesentéricas, em 95% dos casos afeta a veia mesentérica superior.
A sua apresentação é sutil e insidiosa, o que dificulta o seu diagnóstico numa fase inicial.
Na maioria dos casos identifica-se um ou mais fatores etiológico subjacentes, dentre eles incluem-se os estados de hipercoagulabilidade hereditários, déficit de inibidores da coagulação ou aumento do nível e função de fatores de coagulação ou ainda adquiridos como as neoplasias, uso de contraceptivos orais, síndrome antifosfolipídico, doença inflamatória intestinal, hipertensão portal ou, ainda, após traumatismo ou cirurgia abdominal.
O reconhecimento adequado e rápido destas situações permite instituir medidas terapêuticas eficazes, que resultam em diminuição da morbimortalidade do paciente.
Conclusão: O caso visa alertar para uma patologia pouco frequente, que deve ser lembrada por ter sinais e sintomas comuns, de complicações pós-operatórias na cirurgia abdominal.
Cabe ressaltar a importância do diagnóstico e tratamento precoce, com ênfase no followup.
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