Javascript must be enabled to continue!
MULHERES QUILOMBOLAS DA PAMPA: RESISTÊNCIA, DEFESA DA VIDA E DO TERRITÓRIO
View through CrossRef
Nesse artigo estudamos trajetórias de vida e de luta de mulheres quilombolas na pampa brasileira, especialmente em relação à saúde e à defesa do território. Para tanto, utilizamos falas de dez mulheres quilombolas, de seis municípios da pampa, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Bagé, Piratini, São Lourenço do Sul e Restinga Seca. Utilizamos o conceito de feminismo negro, como feminismo subalterno que atenta para as opressões sofridas pelas mulheres negras e trabalhadoras, para interpretar as lutas dessas mulheres. Em comum, elas têm trajetórias de vida marcadas pelas desigualdades, pelo preconceito e pela resistência. Encontramos, entre elas, mulheres que desenvolvem ou desenvolveram por muito tempo práticas voltadas à saúde em suas comunidades, como parteiras, benzedeiras e jujeiras. Os saberes tradicionais são repassados de geração à geração, marcados pela ancestralidade e realizados de forma gratuita e comprometida com o bem estar das pessoas, em harmonia com a natureza. Suas práticas e lutas são contra o preconceito racial, contra o patriarcado e contra a exploração de quem trabalha. Também fica claro nas falas dessas mulheres o cuidado com as pessoas e a defesa do território contra projetos de morte, como a expansão da soja. Entendemos que essas lutas constroem o feminismo negro a partir dessa realidade, um feminismo negro quilombola protagonizado por mulheres que são historicamente invisibilizadas e que lutam por equidade, pela vida e pelo modo de vida de seu povo.
South Florida Publishing LLC
Title: MULHERES QUILOMBOLAS DA PAMPA: RESISTÊNCIA, DEFESA DA VIDA E DO TERRITÓRIO
Description:
Nesse artigo estudamos trajetórias de vida e de luta de mulheres quilombolas na pampa brasileira, especialmente em relação à saúde e à defesa do território.
Para tanto, utilizamos falas de dez mulheres quilombolas, de seis municípios da pampa, Santana do Livramento, Rosário do Sul, Bagé, Piratini, São Lourenço do Sul e Restinga Seca.
Utilizamos o conceito de feminismo negro, como feminismo subalterno que atenta para as opressões sofridas pelas mulheres negras e trabalhadoras, para interpretar as lutas dessas mulheres.
Em comum, elas têm trajetórias de vida marcadas pelas desigualdades, pelo preconceito e pela resistência.
Encontramos, entre elas, mulheres que desenvolvem ou desenvolveram por muito tempo práticas voltadas à saúde em suas comunidades, como parteiras, benzedeiras e jujeiras.
Os saberes tradicionais são repassados de geração à geração, marcados pela ancestralidade e realizados de forma gratuita e comprometida com o bem estar das pessoas, em harmonia com a natureza.
Suas práticas e lutas são contra o preconceito racial, contra o patriarcado e contra a exploração de quem trabalha.
Também fica claro nas falas dessas mulheres o cuidado com as pessoas e a defesa do território contra projetos de morte, como a expansão da soja.
Entendemos que essas lutas constroem o feminismo negro a partir dessa realidade, um feminismo negro quilombola protagonizado por mulheres que são historicamente invisibilizadas e que lutam por equidade, pela vida e pelo modo de vida de seu povo.
Related Results
Análise das condições de vida de comunidades quilombolas do Tocantins, Brasil
Análise das condições de vida de comunidades quilombolas do Tocantins, Brasil
O presente estudo realizou uma abordagem descritiva sobre as condições de vida das famílias de algumas comunidades quilombolas do estado do Tocantins. Mediante a aplicação de quest...
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
PREVENÇÃO DA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA NA GRAVIDEZ PELA ENFERMAGEM NA APS
Danilo Hudson Vieira de Souza1
Priscilla Bárbara Campos
Daniel dos Santos Fernandes
RESUMO
A gravidez ...
Meu barro é de Lagoinha: Trajetórias de vida e experiências cotidianas das mulheres quilombolas.
Meu barro é de Lagoinha: Trajetórias de vida e experiências cotidianas das mulheres quilombolas.
Essa monografia é uma etnografia realizada na Comunidade Quilombola de Lagoinha, localizada na área rural do município de Serra Branca, no estado da Paraíba. Visando analisar no em...
Procesamiento mediante extrusión de material del termoplástico híbrido PLA/PHB: caracterización mecánica
Procesamiento mediante extrusión de material del termoplástico híbrido PLA/PHB: caracterización mecánica
(English) In this thesis, the mechanical behavior of parts manufactured by Material Extrusion Modeling (MEX) has been evaluated, using a copolimer of polylactic acid (PLA) and poly...
O CAMINHO FEMININO PARA A REFORMA AGRÁRIA
O CAMINHO FEMININO PARA A REFORMA AGRÁRIA
Esta reflexão é parte de uma dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de História da PUC-SP, em abril de 19982. O estudo apresenta a analisa as experiências vividas por mulh...
Editorial: Educação do Campo: Culturas e Territórios
Editorial: Educação do Campo: Culturas e Territórios
O dossiê Educação do Campo: culturas e territórios reúne reflexões, pesquisas e experiências que problematizam as múltiplas dimensões da vida e da formação nos espaços camponeses, ...
Condições de vida de mulheres quilombolas e o alcance da autonomia reprodutiva
Condições de vida de mulheres quilombolas e o alcance da autonomia reprodutiva
Resumo Objetivo explicar a interferência das condições de vida de mulheres quilombolas na autonomia reprodutiva. Método trata-se de um estudo qualitativo com 10 mulheres quilombo...
Presentación de este número especial
Presentación de este número especial
“No tratar de encontrar demasiado deprisa una definición de la ciudad; es un asunto demasiado vasto y hay muchas posibilidades de equivocarse.” (Perec, 2003: 97)
Lo que Georg...

