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Uso de benzodiazepínicos por idosos atendidos em unidades de atenção primária

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Introdução: Os idosos apresentam mudanças em suas funções fisiológicas como alterações na composição corporal e nas funções renal e hepática que podem levar a uma farmacocinética diferenciada e maior sensibilidade aos efeitos adversos dos medicamentos, portanto, alguns medicamentos são considerados potencialmente inapropriados para o idoso. Nesta população, os benzodiazepínicos têm sua meia-vida aumentada. Com isso, o efeito de sedação é ampliado, podendo causar confusão mental, delirium (que podem ser confundidos com demência primária), sonolência, tonturas e risco de quedas e fraturas. Objetivo: Avaliar a prevalência e fatores associados ao uso de benzodiazepínicos por idosos atendidos na atenção primária do município de Vitória da Conquista/BA. Métodos: Estudo transversal, realizado em 11 Unidades de Atenção Primária com amostra de 202 idosos selecionados por conveniência. Foram utilizadas medidas de tendências central e dispersão pertinentes, a prevalência de uso de benzodiazepínicos foi a medida de ocorrência e a Odds Ratio (OR) utilizada como medida de associação (IC 95%). Resultados: A maior parte da amostra tinha entre 66 e 79 anos (61,4%), do sexo feminino (66,8%), viviam acompanhados (88,1%), são alfabetizados (63,4%), não tinham plano de saúde (96,5%), apresentaram comprometimento cognitivo (66,83%) e eram independentes no cotidiano (91,09%). A prevalência de uso ou prescrição de benzodiazepínico foi de 6,9%, porém nenhuma associação foi estatisticamente significativa. Discussão: A prevalência do uso ou prescrição de benzodiazepínicos encontrada é inferior se comparada a estudos brasileiros, canadenses e norte-americanos. Apesar de tão ter sido estatisticamente significativo, o comprometimento cognitivo encontrado foi compatível a outros estudos, que mostravam que o uso de benzodiazepínicos causa diminuição dos eventos cognitivos e atividade psicomotora. Segundo alguns estudos, o risco de quedas parece estar mais associado ao uso em longo prazo e benzodiazepínicos com meia-vida mais prolongada. Conclusão: Embora a prevalência de uso ou prescrição de benzodiazepínicos encontrada seja discrepante da literatura, é evidente que ainda há uso destes medicamentos na atenção primária e reforça a preocupação referente a seu uso.
Title: Uso de benzodiazepínicos por idosos atendidos em unidades de atenção primária
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Introdução: Os idosos apresentam mudanças em suas funções fisiológicas como alterações na composição corporal e nas funções renal e hepática que podem levar a uma farmacocinética diferenciada e maior sensibilidade aos efeitos adversos dos medicamentos, portanto, alguns medicamentos são considerados potencialmente inapropriados para o idoso.
Nesta população, os benzodiazepínicos têm sua meia-vida aumentada.
Com isso, o efeito de sedação é ampliado, podendo causar confusão mental, delirium (que podem ser confundidos com demência primária), sonolência, tonturas e risco de quedas e fraturas.
Objetivo: Avaliar a prevalência e fatores associados ao uso de benzodiazepínicos por idosos atendidos na atenção primária do município de Vitória da Conquista/BA.
Métodos: Estudo transversal, realizado em 11 Unidades de Atenção Primária com amostra de 202 idosos selecionados por conveniência.
Foram utilizadas medidas de tendências central e dispersão pertinentes, a prevalência de uso de benzodiazepínicos foi a medida de ocorrência e a Odds Ratio (OR) utilizada como medida de associação (IC 95%).
Resultados: A maior parte da amostra tinha entre 66 e 79 anos (61,4%), do sexo feminino (66,8%), viviam acompanhados (88,1%), são alfabetizados (63,4%), não tinham plano de saúde (96,5%), apresentaram comprometimento cognitivo (66,83%) e eram independentes no cotidiano (91,09%).
A prevalência de uso ou prescrição de benzodiazepínico foi de 6,9%, porém nenhuma associação foi estatisticamente significativa.
Discussão: A prevalência do uso ou prescrição de benzodiazepínicos encontrada é inferior se comparada a estudos brasileiros, canadenses e norte-americanos.
Apesar de tão ter sido estatisticamente significativo, o comprometimento cognitivo encontrado foi compatível a outros estudos, que mostravam que o uso de benzodiazepínicos causa diminuição dos eventos cognitivos e atividade psicomotora.
Segundo alguns estudos, o risco de quedas parece estar mais associado ao uso em longo prazo e benzodiazepínicos com meia-vida mais prolongada.
Conclusão: Embora a prevalência de uso ou prescrição de benzodiazepínicos encontrada seja discrepante da literatura, é evidente que ainda há uso destes medicamentos na atenção primária e reforça a preocupação referente a seu uso.

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