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VARIABILIDADE DE RpoS ENTRE GENÓTIPOS DE Escherichia coli PRODUTORA DE TOXINAS SHIGA (STEC)
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Objetivos: RpoS contribui para a virulência através do esforço de sobrevivência contra os sistemas de defesa do hospedeiro, ou diretamente através da regulação de fatores de virulência em certos patógenos. A capacidade dos agentes patogênicos causadores de doenças alimentares sobreviver em certos alimentos depende, principalmente, de seus mecanismos de resposta ao estresse. Neste sentido foi objetivo deste estudo avaliar a variabilidade da produção de RpoS em isolados STEC de diferentes perfis stx+. Material e Métodos: Foi avaliada a produção de RpoS em 31 cepas, 8 cepas stx2, 16 cepas stx1+stx2 e 7 cepas stx1. O lisado de células foi resolvido em gel de acrilamida, e após a eletroforese, as proteínas foram transferidas a uma membrana de nitrocelulose submetida a ensaio de imuno-detecção com o soro anti-RpoS e soro anti-IgG conjugado. Para detecção do complexo, foi utilizado kit de detecção e a membrana exposta a filmes de raios-X. Resultados: Não observamos diferenças significativas no nível de produção de RpoS entre os perfis stx1 e stx2. O perfil stx1+ stx2 produziu, em geral, níveis menores de RpoS do que os dois perfis anteriores, mas nenhuma era rpoS-negativa. Avaliar o nível de produção de RpoS nos isolados STEC é fundamental pois já foi demonstrada sua importância para a E. coli O157:H7 sobreviver sob alta pressão hidrostática, em solo adubado com esterco, em água filtrada de lago , bem como em ambientes ácidos e na excreção pelos bezerros. Contudo, a perda da função de RpoS em E. coli O157:H7 é conhecida por desreprimir a expressão de alguns genes de virulência e de aumentar a formação de biofilme e colonização do intestino do hospedeiro devido ao aumento da capacidade metabólica em mutantes. Conclusão: A produção de RpoS foi expressa heterogeneamente na população das STEC avaliadas, isto provavelmente reflete um esforço de adaptação ambiental.
PALAVRAS-CHAVE: SIGMA S. ESTRESSE. VIRULÊNCIA.
AGRADECIMENTOS: FAPESP
ÁREA TEMÁTICA: Doenças Infecciosas
Title: VARIABILIDADE DE RpoS ENTRE GENÓTIPOS DE Escherichia coli PRODUTORA DE TOXINAS SHIGA (STEC)
Description:
Objetivos: RpoS contribui para a virulência através do esforço de sobrevivência contra os sistemas de defesa do hospedeiro, ou diretamente através da regulação de fatores de virulência em certos patógenos.
A capacidade dos agentes patogênicos causadores de doenças alimentares sobreviver em certos alimentos depende, principalmente, de seus mecanismos de resposta ao estresse.
Neste sentido foi objetivo deste estudo avaliar a variabilidade da produção de RpoS em isolados STEC de diferentes perfis stx+.
Material e Métodos: Foi avaliada a produção de RpoS em 31 cepas, 8 cepas stx2, 16 cepas stx1+stx2 e 7 cepas stx1.
O lisado de células foi resolvido em gel de acrilamida, e após a eletroforese, as proteínas foram transferidas a uma membrana de nitrocelulose submetida a ensaio de imuno-detecção com o soro anti-RpoS e soro anti-IgG conjugado.
Para detecção do complexo, foi utilizado kit de detecção e a membrana exposta a filmes de raios-X.
Resultados: Não observamos diferenças significativas no nível de produção de RpoS entre os perfis stx1 e stx2.
O perfil stx1+ stx2 produziu, em geral, níveis menores de RpoS do que os dois perfis anteriores, mas nenhuma era rpoS-negativa.
Avaliar o nível de produção de RpoS nos isolados STEC é fundamental pois já foi demonstrada sua importância para a E.
coli O157:H7 sobreviver sob alta pressão hidrostática, em solo adubado com esterco, em água filtrada de lago , bem como em ambientes ácidos e na excreção pelos bezerros.
Contudo, a perda da função de RpoS em E.
coli O157:H7 é conhecida por desreprimir a expressão de alguns genes de virulência e de aumentar a formação de biofilme e colonização do intestino do hospedeiro devido ao aumento da capacidade metabólica em mutantes.
Conclusão: A produção de RpoS foi expressa heterogeneamente na população das STEC avaliadas, isto provavelmente reflete um esforço de adaptação ambiental.
PALAVRAS-CHAVE: SIGMA S.
ESTRESSE.
VIRULÊNCIA.
AGRADECIMENTOS: FAPESP
ÁREA TEMÁTICA: Doenças Infecciosas.
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