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Relato de caso
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Introdução: Será apresentado um relato de caso de uma paciente, apresentando prolapso retal, tendo como tratamento proposto para essa afecção a correção do prolapso através de cirurgia. O prolapso retal é uma condição que acomete todas as faixas etárias, sendo mais frequente em idosos do sexo feminino, com pico acima dos 60 anos de idade. É um transtorno da estática do reto e se manifesta pela invaginação oculta ou visível quando há saída de segmento variável do reto pelo ânus. Trata-se de uma anomalia relativamente incomum, incapacitante e de etiologia pouco conhecida, com uma multiplicidade de fatores de diferentes patogenias. Objetivos: Este relato de caso descreve a correção cirúrgica de prolapso retal através da técnica de retopexia. Relato de Experiência: Mulher, 77 anos, branca, natural de Volta Redonda, do lar. Apresentava como queixa principal uma “coisa pra fora atrás”. Ao exame físico, a paciente apresentava exteriorização transanal de todas as camadas do reto, que se iniciou há aproximadamente 1 ano, muito proeminente e que não se mantém internalizada, após realização de manobras manuais; além de sofrer piora com a manobra de Valsalva. Na inspeção vaginal, era visualizada presença de retocele e prolapso uterino. Apresentava história patológica pregressa de hipertensão arterial sistêmica, osteoporose e anemia. Já realizou cirurgias de perineoplastia, herniorrafia inguinal e para correção de fratura de fêmur. Foi tabagista por 60 anos. No ato operatório, foi realizada histerectomia total sem anexectomia e com fechamento de fundo de saco de Douglas; perfuração da bexiga que estava aderida à parede uterina com posterior rafia da lesão; e promontoriofixação do reto. Foi utilizada terapia antimicrobiana com Gentamicina, associada ao Metronidazol, no peroperatório, e encaminhada a paciente ao CTI, após o término da cirurgia. A evolução pós-operatória foi satisfatória. Resultados: As causas do prolapso retal não são completamente compreendidas, sendo que fatores congênitos e adquiridos podem estar envolvidos. São considerados fatores de risco no adulto: sexo feminino, constipação, doenças neurológicas, nuliparidade, redundância de intestino grosso, ânus dilatado, cirurgias anais e intestinais e alterações anatômicas. Apesar de ser conhecida há muito tempo, ainda existem controvérsias sobre o tratamento. O grande número de técnicas cirúrgicas é o reflexo da falta de eficácia das opções terapêuticas existentes. O caso relatado apresenta-se como protótipo dos fatores de risco para o acometimento dessa afecção, e foi conduzido com a correção, através da técnica de retopexia, apresentando resultado satisfatório. Conclusões: A cirurgia é o tratamento ideal para correção do prolapso retal. O procedimento ideal deveria restaurar a anatomia, ter baixa morbi-mortalidade, corrigir o distúrbio funcional, não apresentar recidiva e não cursar com incontinência no pós-operatório. As opções de tratamento podem ser classificadas em dois grandes grupos: o primeiro, as técnicas de acesso abdominal (dentre elas, a retopexia tem sido a mais popular e foi a utilizada no caso relatado); e no segundo grupo, as técnicas de acesso perineal (que são reservadas apenas para doentes idosos e de alto risco cirúrgico).
Title: Relato de caso
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Introdução: Será apresentado um relato de caso de uma paciente, apresentando prolapso retal, tendo como tratamento proposto para essa afecção a correção do prolapso através de cirurgia.
O prolapso retal é uma condição que acomete todas as faixas etárias, sendo mais frequente em idosos do sexo feminino, com pico acima dos 60 anos de idade.
É um transtorno da estática do reto e se manifesta pela invaginação oculta ou visível quando há saída de segmento variável do reto pelo ânus.
Trata-se de uma anomalia relativamente incomum, incapacitante e de etiologia pouco conhecida, com uma multiplicidade de fatores de diferentes patogenias.
Objetivos: Este relato de caso descreve a correção cirúrgica de prolapso retal através da técnica de retopexia.
Relato de Experiência: Mulher, 77 anos, branca, natural de Volta Redonda, do lar.
Apresentava como queixa principal uma “coisa pra fora atrás”.
Ao exame físico, a paciente apresentava exteriorização transanal de todas as camadas do reto, que se iniciou há aproximadamente 1 ano, muito proeminente e que não se mantém internalizada, após realização de manobras manuais; além de sofrer piora com a manobra de Valsalva.
Na inspeção vaginal, era visualizada presença de retocele e prolapso uterino.
Apresentava história patológica pregressa de hipertensão arterial sistêmica, osteoporose e anemia.
Já realizou cirurgias de perineoplastia, herniorrafia inguinal e para correção de fratura de fêmur.
Foi tabagista por 60 anos.
No ato operatório, foi realizada histerectomia total sem anexectomia e com fechamento de fundo de saco de Douglas; perfuração da bexiga que estava aderida à parede uterina com posterior rafia da lesão; e promontoriofixação do reto.
Foi utilizada terapia antimicrobiana com Gentamicina, associada ao Metronidazol, no peroperatório, e encaminhada a paciente ao CTI, após o término da cirurgia.
A evolução pós-operatória foi satisfatória.
Resultados: As causas do prolapso retal não são completamente compreendidas, sendo que fatores congênitos e adquiridos podem estar envolvidos.
São considerados fatores de risco no adulto: sexo feminino, constipação, doenças neurológicas, nuliparidade, redundância de intestino grosso, ânus dilatado, cirurgias anais e intestinais e alterações anatômicas.
Apesar de ser conhecida há muito tempo, ainda existem controvérsias sobre o tratamento.
O grande número de técnicas cirúrgicas é o reflexo da falta de eficácia das opções terapêuticas existentes.
O caso relatado apresenta-se como protótipo dos fatores de risco para o acometimento dessa afecção, e foi conduzido com a correção, através da técnica de retopexia, apresentando resultado satisfatório.
Conclusões: A cirurgia é o tratamento ideal para correção do prolapso retal.
O procedimento ideal deveria restaurar a anatomia, ter baixa morbi-mortalidade, corrigir o distúrbio funcional, não apresentar recidiva e não cursar com incontinência no pós-operatório.
As opções de tratamento podem ser classificadas em dois grandes grupos: o primeiro, as técnicas de acesso abdominal (dentre elas, a retopexia tem sido a mais popular e foi a utilizada no caso relatado); e no segundo grupo, as técnicas de acesso perineal (que são reservadas apenas para doentes idosos e de alto risco cirúrgico).
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