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Fernand Braudel e Vidal de La Blache : Geohistória e História da Geografia
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“Observe a história geográfica que nós ensaiamos de promover e de batizar como Geohistória” (Braudel, 1951,p.486). De acordo com a data da citação, 1951, a obra que marca a história geográfica de Fernand Braudel, na qual ele julga lançar sua contribuição à Geohistória, é a primeira edição de O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico na Época de Felipe II (1949). Reconhecido pelos historiadores, é neste livro que o autor desenvolve uma nova concepção de tempo, uma “dialética da duração” (Braudel, 1972, p. 10 e insere seu conceito que revoluciona a epistemologia da História do século XX: a “longa duração”. A “longa duração”, a “dialética da duração”, no estudo da História, que até então se atentava quase exclusivamente ao “tempo breve”, surge em O Mediterrâneo com um significado preciso: trata-se do “tempo geográfico” (Braudel, 1983, p. 26). Mesmo assim, pouca atenção se tem dado à concepção de espaço de Fernand Braudel, bem como às suas relações com os geógrafos fundadores da disciplina.Este artigo visa recuperar um debate que por tanto tempo se deu no interior da Geografia: o do determinismo. Visa ainda restabelecer e ajudar a esclarecer as relações entre Fernand Braudel, Vidal de La Blache e Lucien Febvre, bem como a concepção de espaço do primeiro. Trata-se de uma comparação bibliográfica, bem como o histórico de suas produções, de três obras dos autores de referência: O Mediterrâneo, de Braudel ; Princípios de Geografia Humana, de Paul Vidal de La Blache ; e A Terra e a Evolução Humana, de Lucien Febvre. Além disso, produziu-se um gráfico com a sistematização das principais referências teóricas de Fernand Braudel, perseguidas em todas as notas da primeira parte de O Mediterrâneo. O resultado é a influência incontestável de Vidal de La Blache na obra capital do grande historiador do século XX.
Title: Fernand Braudel e Vidal de La Blache : Geohistória e História da Geografia
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“Observe a história geográfica que nós ensaiamos de promover e de batizar como Geohistória” (Braudel, 1951,p.
486).
De acordo com a data da citação, 1951, a obra que marca a história geográfica de Fernand Braudel, na qual ele julga lançar sua contribuição à Geohistória, é a primeira edição de O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico na Época de Felipe II (1949).
Reconhecido pelos historiadores, é neste livro que o autor desenvolve uma nova concepção de tempo, uma “dialética da duração” (Braudel, 1972, p.
10 e insere seu conceito que revoluciona a epistemologia da História do século XX: a “longa duração”.
A “longa duração”, a “dialética da duração”, no estudo da História, que até então se atentava quase exclusivamente ao “tempo breve”, surge em O Mediterrâneo com um significado preciso: trata-se do “tempo geográfico” (Braudel, 1983, p.
26).
Mesmo assim, pouca atenção se tem dado à concepção de espaço de Fernand Braudel, bem como às suas relações com os geógrafos fundadores da disciplina.
Este artigo visa recuperar um debate que por tanto tempo se deu no interior da Geografia: o do determinismo.
Visa ainda restabelecer e ajudar a esclarecer as relações entre Fernand Braudel, Vidal de La Blache e Lucien Febvre, bem como a concepção de espaço do primeiro.
Trata-se de uma comparação bibliográfica, bem como o histórico de suas produções, de três obras dos autores de referência: O Mediterrâneo, de Braudel ; Princípios de Geografia Humana, de Paul Vidal de La Blache ; e A Terra e a Evolução Humana, de Lucien Febvre.
Além disso, produziu-se um gráfico com a sistematização das principais referências teóricas de Fernand Braudel, perseguidas em todas as notas da primeira parte de O Mediterrâneo.
O resultado é a influência incontestável de Vidal de La Blache na obra capital do grande historiador do século XX.
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