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ESPOROTRICOSE CONJUNTIVAL EM UM FELINO DOMÉSTICO
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Introdução Esporotricose é uma micose causada por fungos pertencentes ao complexo Sporothrix schenckii. A infecção pode acontecer pela Inoculação do fungo na pele ou inalação de conídios (menos frequente). Os sinais clínicos variam desde lesão única ou lesões múltiplas até a forma sistêmica. A forma mais frequente é apresentada por múltiplas lesões cutâneas com envolvimento da mucosa nasal, as mucosas conjuntival, oral e genital também podem ser afetadas. Achados oftalmológicos como uveíte granulomatosa, retinite granulomatosa, coroidite e endoftalmite foram relatados em pacientes humanos. Objetivos O objetivo do estudo é relatar um caso de lesão única conjuntival provocada por fungos do complexo Sporothrix schenckii em um gato no recife. Métodos Um gato SRD, macho de aproximadamente 2 anos, não orquiectomizado, semi-domiciliado foi atendido na zona sul de Recife-PE por apresentar uma lesão ulcerativa na conjuntiva palpebral do olho direito. O animal apresentava hiperemia conjuntival, quemose e descarga sanguinolenta na conjuntiva do olho direito. Foi realizado o exame citopatológico pela esfoliação com escova microaplicadora da conjuntiva palpebral, onde foram observadas estruturas leveduriformes compatíveis com fungos do complexo Sporothrix schenckii. O tratamento foi realizado com Itraconazol (100 mg/gato) por via oral/ SID por 50 dias e Tobramicina pomada oftálmica QID por 14 dias. Resultados e discussão A Manifestação clínica clássica da esporotricose é a forma cutânea, com ou sem sinais extracutâneos. Poucos relatos foram encontrados de gatos com esporotricose conjuntival e a maioria tem acometimento cutâneo associado. A esporotricose ocular em humanos pode provocar conjuntivite, dacriocistite, uveíte, coroidite e lesões retrobulbares, nas quais as lesões conjuntivais são relacionadas a inoculação direta (por trauma ou autoinoculação) e as lesões posteriores ocorrem por disseminação hematogênica. Em gatos essa diferenciação é pouco clara, no entanto há a sugestão de inoculação do fungo nos olhos devido os seus hábitos de higiene e a sua disseminação provavelmente é hematogênica. O uso do Itraconazol como monoterapia apresentou eficácia como descrito na literatura. O animal do presente estudo mostrou boa evolução clínica com remissão total após 20 dias de tratamento. O tratamento com Itraconazol foi mantido por mais 4 semanas após a remissão clínica, como se indica nos estudos mais recentes O método de diagnóstico utilizado foi o citopatológico, que é um exame rápido, econômico e neste caso foi o suficiente para chegar ao diagnóstico final. Para esse método, o resultado negativo não exclui a presença de fungos na lesão, sendo necessário o uso de outros métodos de diagnóstico como cultura fúngica (padrão-ouro), histopatológico, PCR, imunohistoquímica, sorológi co. Neoplasias, dermatose eosinofílica, micobacteriose, criptococose, histoplasmose, leishmaniose e outras coinfeccões não são incomuns, por isso o diagnóstico diferencial deve ser realizado. Conclusão A esporotricose é uma doença relevante na medicina veterinária que requer testes específicos para o seu diagnóstico e tratamento precoces. Os poucos registros encontrados para a esporotricose conjuntival como lesão única pode ser consequência de subdiagnóstico, visto que as alterações observadas podem ser facilmente confundidas com outras afecções conjuntivais. Resumo - sem apresentação PALAVRAS-CHAVE: Esporotricose felina, Sporothrix schenckii, Lesão única
Title: ESPOROTRICOSE CONJUNTIVAL EM UM FELINO DOMÉSTICO
Description:
Introdução Esporotricose é uma micose causada por fungos pertencentes ao complexo Sporothrix schenckii.
A infecção pode acontecer pela Inoculação do fungo na pele ou inalação de conídios (menos frequente).
Os sinais clínicos variam desde lesão única ou lesões múltiplas até a forma sistêmica.
A forma mais frequente é apresentada por múltiplas lesões cutâneas com envolvimento da mucosa nasal, as mucosas conjuntival, oral e genital também podem ser afetadas.
Achados oftalmológicos como uveíte granulomatosa, retinite granulomatosa, coroidite e endoftalmite foram relatados em pacientes humanos.
Objetivos O objetivo do estudo é relatar um caso de lesão única conjuntival provocada por fungos do complexo Sporothrix schenckii em um gato no recife.
Métodos Um gato SRD, macho de aproximadamente 2 anos, não orquiectomizado, semi-domiciliado foi atendido na zona sul de Recife-PE por apresentar uma lesão ulcerativa na conjuntiva palpebral do olho direito.
O animal apresentava hiperemia conjuntival, quemose e descarga sanguinolenta na conjuntiva do olho direito.
Foi realizado o exame citopatológico pela esfoliação com escova microaplicadora da conjuntiva palpebral, onde foram observadas estruturas leveduriformes compatíveis com fungos do complexo Sporothrix schenckii.
O tratamento foi realizado com Itraconazol (100 mg/gato) por via oral/ SID por 50 dias e Tobramicina pomada oftálmica QID por 14 dias.
Resultados e discussão A Manifestação clínica clássica da esporotricose é a forma cutânea, com ou sem sinais extracutâneos.
Poucos relatos foram encontrados de gatos com esporotricose conjuntival e a maioria tem acometimento cutâneo associado.
A esporotricose ocular em humanos pode provocar conjuntivite, dacriocistite, uveíte, coroidite e lesões retrobulbares, nas quais as lesões conjuntivais são relacionadas a inoculação direta (por trauma ou autoinoculação) e as lesões posteriores ocorrem por disseminação hematogênica.
Em gatos essa diferenciação é pouco clara, no entanto há a sugestão de inoculação do fungo nos olhos devido os seus hábitos de higiene e a sua disseminação provavelmente é hematogênica.
O uso do Itraconazol como monoterapia apresentou eficácia como descrito na literatura.
O animal do presente estudo mostrou boa evolução clínica com remissão total após 20 dias de tratamento.
O tratamento com Itraconazol foi mantido por mais 4 semanas após a remissão clínica, como se indica nos estudos mais recentes O método de diagnóstico utilizado foi o citopatológico, que é um exame rápido, econômico e neste caso foi o suficiente para chegar ao diagnóstico final.
Para esse método, o resultado negativo não exclui a presença de fungos na lesão, sendo necessário o uso de outros métodos de diagnóstico como cultura fúngica (padrão-ouro), histopatológico, PCR, imunohistoquímica, sorológi co.
Neoplasias, dermatose eosinofílica, micobacteriose, criptococose, histoplasmose, leishmaniose e outras coinfeccões não são incomuns, por isso o diagnóstico diferencial deve ser realizado.
Conclusão A esporotricose é uma doença relevante na medicina veterinária que requer testes específicos para o seu diagnóstico e tratamento precoces.
Os poucos registros encontrados para a esporotricose conjuntival como lesão única pode ser consequência de subdiagnóstico, visto que as alterações observadas podem ser facilmente confundidas com outras afecções conjuntivais.
Resumo - sem apresentação PALAVRAS-CHAVE: Esporotricose felina, Sporothrix schenckii, Lesão única.
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