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Qualidade da dieta e composição corporal em mulheres com câncer de mama em quimioterapia

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Este trabalho teve como objetivo avaliar os fatores associados ao Índice de Alimentação Saudável Revisado para a população brasileira (IAS-R), bem como o consumo alimentar segundo o grau de processamento e sua relação com a adiposidade corporal em mulheres com câncer de mama (CM) em quimioterapia. As participantes forneceram: dados sociodemográficos, histórico clínico e hábitos de vida. A avaliação antropométrica incluiu medidas diversas, destacando-se o índice de massa corporal (IMC), índice de conicidade (IC), perímetro da cintura (PC), razão cintura-quadril (RCQ), razão cintura-estatura (RCE). Para verificar a qualidade da dieta, utilizou-se recordatório de 24 horas, e foram avaliados o IAS-R e o grau de processamento dos alimentos através da classificação NOVA. Para análises estatísticas, o teste de Shapiro-Wilk avaliou a simetria na distribuição dos dados. As variáveis foram expressas como mediana e amplitude interquartílica, média e desvio padrão ou valores absolutos e frequências. Foram aplicados testes de hipótese paramétricos ou não, conforme distribuição das variáveis. Os fatores associados ao IAS-R foram avaliados por meio de regressão linear hierarquizada por níveis e as associações entre o grau de processamento dos alimentos e a adiposidade corporal foram testadas através de regressão de Poisson. Os resultados são apresentados em dois artigos originais. Evidenciou-se baixa qualidade da dieta, com média no IAS-R de 66,8 pontos (DP = 10,4) e apenas 20 (9,2%) das pacientes tiveram pontuação > 80. A análise de fatores associados mostrou associação negativa entre a presença de efeitos adversos, provenientes da quimioterapia, de impacto no consumo alimentar e tempo de diagnóstico com o IAS-R. Apresentar efeito adverso de impacto na ingestão alimentar está associado à diminuição de 2,81 pontos no escore do IAS-R comparado a quem não apresenta, independente do tempo de diagnóstico, estadiamento do CM e estado civil. Ter de dois a três anos de tempo de diagnóstico está associado a uma diminuição de 4,23 pontos no escore do IAS-R comparado a quem tem até um ano de diagnóstico, independente de presença de efeito adverso de impacto na ingestão alimentar, estadiamento do CM e estado civil. O consumo de alimentos processados e ultraprocessados (APUP) representou 28,4% das calorias na alimentação. O aumento de 1% na contribuição calórica de alimentos in natura/ingredientes culinários (AINIC) se associou a uma redução de 1% na prevalência de excesso de peso e de obesidade abdominal, enquanto o aumento de 1% na contribuição calórica de APUP se associou a um aumento de 1% na prevalência desses desfechos. Conclui-se que as pacientes apresentam baixa qualidade da dieta. Além disso, a presença de efeitos adversos da quimioterapia e o maior tempo de diagnóstico estão associados a menor qualidade da dieta. Esses fatores podem impactar na piora do estado nutricional, pior prognóstico e recidiva da doença. Além disso, o consumo de AINIC foi inversamente associado ao excesso de peso e obesidade abdominal, enquanto os APUP associaram-se positivamente a esses desfechos, representando quase 1/3 do valor calórico total. Esses resultados impactam na criticidade da doença, que por si só, já causa grande impacto metabólico. Palavras-chave: Câncer de mama. Classificação NOVA. Composição corporal. Consumo alimentar. Qualidade da dieta.
Pro-Reitoria de Pesquisa e Pos-Graduacai - UFV
Title: Qualidade da dieta e composição corporal em mulheres com câncer de mama em quimioterapia
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Este trabalho teve como objetivo avaliar os fatores associados ao Índice de Alimentação Saudável Revisado para a população brasileira (IAS-R), bem como o consumo alimentar segundo o grau de processamento e sua relação com a adiposidade corporal em mulheres com câncer de mama (CM) em quimioterapia.
As participantes forneceram: dados sociodemográficos, histórico clínico e hábitos de vida.
A avaliação antropométrica incluiu medidas diversas, destacando-se o índice de massa corporal (IMC), índice de conicidade (IC), perímetro da cintura (PC), razão cintura-quadril (RCQ), razão cintura-estatura (RCE).
Para verificar a qualidade da dieta, utilizou-se recordatório de 24 horas, e foram avaliados o IAS-R e o grau de processamento dos alimentos através da classificação NOVA.
Para análises estatísticas, o teste de Shapiro-Wilk avaliou a simetria na distribuição dos dados.
As variáveis foram expressas como mediana e amplitude interquartílica, média e desvio padrão ou valores absolutos e frequências.
Foram aplicados testes de hipótese paramétricos ou não, conforme distribuição das variáveis.
Os fatores associados ao IAS-R foram avaliados por meio de regressão linear hierarquizada por níveis e as associações entre o grau de processamento dos alimentos e a adiposidade corporal foram testadas através de regressão de Poisson.
Os resultados são apresentados em dois artigos originais.
Evidenciou-se baixa qualidade da dieta, com média no IAS-R de 66,8 pontos (DP = 10,4) e apenas 20 (9,2%) das pacientes tiveram pontuação > 80.
A análise de fatores associados mostrou associação negativa entre a presença de efeitos adversos, provenientes da quimioterapia, de impacto no consumo alimentar e tempo de diagnóstico com o IAS-R.
Apresentar efeito adverso de impacto na ingestão alimentar está associado à diminuição de 2,81 pontos no escore do IAS-R comparado a quem não apresenta, independente do tempo de diagnóstico, estadiamento do CM e estado civil.
Ter de dois a três anos de tempo de diagnóstico está associado a uma diminuição de 4,23 pontos no escore do IAS-R comparado a quem tem até um ano de diagnóstico, independente de presença de efeito adverso de impacto na ingestão alimentar, estadiamento do CM e estado civil.
O consumo de alimentos processados e ultraprocessados (APUP) representou 28,4% das calorias na alimentação.
O aumento de 1% na contribuição calórica de alimentos in natura/ingredientes culinários (AINIC) se associou a uma redução de 1% na prevalência de excesso de peso e de obesidade abdominal, enquanto o aumento de 1% na contribuição calórica de APUP se associou a um aumento de 1% na prevalência desses desfechos.
Conclui-se que as pacientes apresentam baixa qualidade da dieta.
Além disso, a presença de efeitos adversos da quimioterapia e o maior tempo de diagnóstico estão associados a menor qualidade da dieta.
Esses fatores podem impactar na piora do estado nutricional, pior prognóstico e recidiva da doença.
Além disso, o consumo de AINIC foi inversamente associado ao excesso de peso e obesidade abdominal, enquanto os APUP associaram-se positivamente a esses desfechos, representando quase 1/3 do valor calórico total.
Esses resultados impactam na criticidade da doença, que por si só, já causa grande impacto metabólico.
Palavras-chave: Câncer de mama.
Classificação NOVA.
Composição corporal.
Consumo alimentar.
Qualidade da dieta.

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