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UMA (AUTO)ETNOGRAFIA INTERSECTIONAL SOBRE O PRIVILÉGIO DA BRANQUITUDE NA ACADEMIA CONTÁBIL

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Objetivo: Compreender, a partir de uma (auto)etnografia, as experiências, ausências, presenças e permanências, silenciamentos e vozes no ambiente acadêmico, pelo estudo de atravessamentos de raça, gênero e classe social, adotando uma perspectiva interseccional e refletindo sobre o privilégio da branquitude na academia contábil. Método/abordagem: Com abordagem qualitativa, o estudo reflete o contexto do ambiente da educação contábil no Brasil. Considera os atravessamentos de raça, gênero e classe social da primeira autora, em uma interlocução com a segunda autora. A partir da teoria interseccional, os relatos são entrelaçados pela classe social, pois esse é o marcador social em comum entre a primeira autora e as demais pessoas que tiveram suas trajetórias representadas. Vale ressaltar que os relatos foram realizados partindo do ponto de vista da primeira autora. Principais Resultados: Os principais achados estão relacionados com a compreensão de como atravessamentos e a reflexão sobre o privilégio da branquitude podem colaborar com a permanência e com o ecoar das vozes de pessoas negras no ambiente acadêmico em contabilidade. Contribuições teóricas/práticas/sociais: Uma das contribuições é o registro de como o privilégio da branquitude possibilitou que a primeira autora desta (auto)etnografia ocupasse algumas posições que naturalmente pessoas negras teriam maior dificuldade para alcançar, quando conseguem. Assim, houve uma reflexão sobre como esse privilégio pode ser acionado para quebrar, talvez, o pacto narcísico da branquitude e contribuir para a possibilidade de permanência das pessoas negras no ambiente acadêmico. Originalidade/relevância: A originalidade desta pesquisa está em questionar os privilégios da branquitude e em refletir como pessoas brancas, de grupos hegemônicos, podem colaborar para a permanência e para que mais vozes possam ecoar no ambiente acadêmico contábil. A relevância se relaciona ao fato de não encontrarmos estudos em contabilidade no Brasil que tratem da questão de classe social, questão-chave em um país que está entre os mais desiguais do mundo, alinhada com reflexões sobre a branquitude.
Title: UMA (AUTO)ETNOGRAFIA INTERSECTIONAL SOBRE O PRIVILÉGIO DA BRANQUITUDE NA ACADEMIA CONTÁBIL
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Objetivo: Compreender, a partir de uma (auto)etnografia, as experiências, ausências, presenças e permanências, silenciamentos e vozes no ambiente acadêmico, pelo estudo de atravessamentos de raça, gênero e classe social, adotando uma perspectiva interseccional e refletindo sobre o privilégio da branquitude na academia contábil.
Método/abordagem: Com abordagem qualitativa, o estudo reflete o contexto do ambiente da educação contábil no Brasil.
Considera os atravessamentos de raça, gênero e classe social da primeira autora, em uma interlocução com a segunda autora.
A partir da teoria interseccional, os relatos são entrelaçados pela classe social, pois esse é o marcador social em comum entre a primeira autora e as demais pessoas que tiveram suas trajetórias representadas.
Vale ressaltar que os relatos foram realizados partindo do ponto de vista da primeira autora.
Principais Resultados: Os principais achados estão relacionados com a compreensão de como atravessamentos e a reflexão sobre o privilégio da branquitude podem colaborar com a permanência e com o ecoar das vozes de pessoas negras no ambiente acadêmico em contabilidade.
Contribuições teóricas/práticas/sociais: Uma das contribuições é o registro de como o privilégio da branquitude possibilitou que a primeira autora desta (auto)etnografia ocupasse algumas posições que naturalmente pessoas negras teriam maior dificuldade para alcançar, quando conseguem.
Assim, houve uma reflexão sobre como esse privilégio pode ser acionado para quebrar, talvez, o pacto narcísico da branquitude e contribuir para a possibilidade de permanência das pessoas negras no ambiente acadêmico.
Originalidade/relevância: A originalidade desta pesquisa está em questionar os privilégios da branquitude e em refletir como pessoas brancas, de grupos hegemônicos, podem colaborar para a permanência e para que mais vozes possam ecoar no ambiente acadêmico contábil.
A relevância se relaciona ao fato de não encontrarmos estudos em contabilidade no Brasil que tratem da questão de classe social, questão-chave em um país que está entre os mais desiguais do mundo, alinhada com reflexões sobre a branquitude.

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