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AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO DE BEZERRAS DESMAMADAS EM SISTEMA MISTO INTENSIVO COM MANEJO COLETIVO
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Introdução: Existem vários fatores na criação de bezerras no pós-desmame que contribuem para o
sucesso dos resultados futuros do animal e que devem ser implementados. Entre esses fatores, os
mais importantes podem ser destacados: protocolos de colostragem, regimes nutricionais, protocolos
sanitários e de vacinação, manejo do desmame e conforto térmico. Objetivo: O presente trabalho
propôs a avaliação do conforto térmico de bezerras da raça Holandesa mantidas coletivamente em
sistema misto intensivo. Material e Métodos: Os procedimentos executados neste estudo foram
aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Universidade Brasil (CEUA-UB
2300024). Para o estudo foram utilizadas 20 bezerras, divididas em dois grupos: (G1) grupo de 10
bezerras mantidas em piquete do lado norte do setor de recria (controle); (G2) grupo de 10 bezerras
mantidas em piquete do lado sul do setor de recria (sombra+). Foram realizadas imagens
termográficas por infravermelho e medidas de variáveis fisiológicas (temperatura retal, frequência
cardíaca e respiratória). No interior das instalações foram obtidas as variáveis climatológicas para
cálculo dos índices de temperatura e umidade (THI) e índice de temperatura do globo negro e
umidade (BGHI) para a estimativa do índice de conforto ou estresse térmico. A hipótese do presente
estudo foi que a locação do setor de recria de bezerras pode influenciar o conforto térmico.
Resultados: A análise dos índices THI e BGHI revelou que as condições ambientais externas a
ambos os piquetes favoreceram o desenvolvimento de estresse térmico nos animais. Os animais do
grupo sem sombra (G1) apresentaram respostas fisiológicas mais intensas ao calor, com maior
frequência respiratória e temperaturas corporais mais elevadas. Esses resultados indicam que a
sombra proporcionada ao grupo com sombra (G2) não foi suficiente para mitigar os efeitos
combinados de altas temperaturas, alta radiação solar e baixa velocidade do ar, que contribuíram
para o aumento do estresse por calor. Conclusão: Conclui-se que os animais estavam expostos a
estresse térmico, indicando que os mecanismos de dissipação de calor das bezerras foram
insuficientes para lidar com as altas temperaturas e umidade.
Title: AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO DE BEZERRAS DESMAMADAS EM SISTEMA MISTO INTENSIVO COM MANEJO COLETIVO
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Introdução: Existem vários fatores na criação de bezerras no pós-desmame que contribuem para o
sucesso dos resultados futuros do animal e que devem ser implementados.
Entre esses fatores, os
mais importantes podem ser destacados: protocolos de colostragem, regimes nutricionais, protocolos
sanitários e de vacinação, manejo do desmame e conforto térmico.
Objetivo: O presente trabalho
propôs a avaliação do conforto térmico de bezerras da raça Holandesa mantidas coletivamente em
sistema misto intensivo.
Material e Métodos: Os procedimentos executados neste estudo foram
aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Universidade Brasil (CEUA-UB
2300024).
Para o estudo foram utilizadas 20 bezerras, divididas em dois grupos: (G1) grupo de 10
bezerras mantidas em piquete do lado norte do setor de recria (controle); (G2) grupo de 10 bezerras
mantidas em piquete do lado sul do setor de recria (sombra+).
Foram realizadas imagens
termográficas por infravermelho e medidas de variáveis fisiológicas (temperatura retal, frequência
cardíaca e respiratória).
No interior das instalações foram obtidas as variáveis climatológicas para
cálculo dos índices de temperatura e umidade (THI) e índice de temperatura do globo negro e
umidade (BGHI) para a estimativa do índice de conforto ou estresse térmico.
A hipótese do presente
estudo foi que a locação do setor de recria de bezerras pode influenciar o conforto térmico.
Resultados: A análise dos índices THI e BGHI revelou que as condições ambientais externas a
ambos os piquetes favoreceram o desenvolvimento de estresse térmico nos animais.
Os animais do
grupo sem sombra (G1) apresentaram respostas fisiológicas mais intensas ao calor, com maior
frequência respiratória e temperaturas corporais mais elevadas.
Esses resultados indicam que a
sombra proporcionada ao grupo com sombra (G2) não foi suficiente para mitigar os efeitos
combinados de altas temperaturas, alta radiação solar e baixa velocidade do ar, que contribuíram
para o aumento do estresse por calor.
Conclusão: Conclui-se que os animais estavam expostos a
estresse térmico, indicando que os mecanismos de dissipação de calor das bezerras foram
insuficientes para lidar com as altas temperaturas e umidade.
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