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Avaliação de RAP1 como biomarcador da neoplasia intraepitelial cervical

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Introdução: Mundialmente, o carcinoma de colo uterino associado ao papilomavírus humano está entre as maiores causas de morte relacionadas ao câncer na população feminina. Nos últimos anos, a detecção de lesões pré-neoplásicas mediante a ação de programas consolidados de rastreamento, prevenção e acompanhamento clínico permitiram a redução das taxas de câncer de colo em diversos países. Entretanto, essa neoplasia ainda é muito frequente. Esse problema tem fortalecido a procura por biomarcadores que possam aumentar a eficiência do rastreamento. Entre esses biomarcadores está RAP1, pequena GTPase com atuação em múltiplas vias de sinalização celular e em processos neoplásicos. Objetivo: Avaliar, em biópsias de colo uterino diagnosticadas por histopatologia em cervicites, lesões pré-neoplásicas e neoplásicas, (i) a expressão de RAP1 por imuno-histoquímica nas áreas lesionadas do epitélio, (ii) a prevalência da infecção por papilomavírus humano por meio da Nested Polymerase Chain Reaction e a genotipagem dos papilomavírus humano por sequenciamento automático de ácido desoxirribonucleico. Resultados: A presença do ácido desozirribonucleico do vírus da imunodeficiência humana foi observada em 74% das amostras, e o genótipo do vírus da imunodeficiência humana 16 foi o mais prevalente, especialmente em neoplasia intraepitelial cervical grau III e câncer. Em relação a RAP1 em tecidos cervicais, observou-se a expressão da proteína em amostras de todos os grupos analisados. A marcação esteve predominantemente no núcleo e no citoplasma de células epiteliais, representando 69% das amostras cervicais. Em relação ao parâmetro intensidade da marcação, verificou-se que amostras de neoplasia intraepitelial cervical grau III exibiram maior intensidade de RAP1 do que lesões de menor gravidade (Cervicites + neoplasia intraepitelial cervical grau I). Nas amostras de carcinoma de células escamosas também se observou a imunomarcação para RAP1 predominantemente intensa, com forte marcação nuclear. Percebe-se que nas lesões mais graves, neoplasia intraepitelial cervical grau III e carcinoma de células escamosas a quantidade de núcleos marcados é mais elevada se comparado a lesões mais leves. Conclusão: Uso potencial da marcação tecidual de RAP1 como biomarcador de lesões cervicais de maior gravidade, como neoplasia intraepitelial cervical grau III e carcinoma de células escamosas.
Title: Avaliação de RAP1 como biomarcador da neoplasia intraepitelial cervical
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Introdução: Mundialmente, o carcinoma de colo uterino associado ao papilomavírus humano está entre as maiores causas de morte relacionadas ao câncer na população feminina.
Nos últimos anos, a detecção de lesões pré-neoplásicas mediante a ação de programas consolidados de rastreamento, prevenção e acompanhamento clínico permitiram a redução das taxas de câncer de colo em diversos países.
Entretanto, essa neoplasia ainda é muito frequente.
Esse problema tem fortalecido a procura por biomarcadores que possam aumentar a eficiência do rastreamento.
Entre esses biomarcadores está RAP1, pequena GTPase com atuação em múltiplas vias de sinalização celular e em processos neoplásicos.
Objetivo: Avaliar, em biópsias de colo uterino diagnosticadas por histopatologia em cervicites, lesões pré-neoplásicas e neoplásicas, (i) a expressão de RAP1 por imuno-histoquímica nas áreas lesionadas do epitélio, (ii) a prevalência da infecção por papilomavírus humano por meio da Nested Polymerase Chain Reaction e a genotipagem dos papilomavírus humano por sequenciamento automático de ácido desoxirribonucleico.
Resultados: A presença do ácido desozirribonucleico do vírus da imunodeficiência humana foi observada em 74% das amostras, e o genótipo do vírus da imunodeficiência humana 16 foi o mais prevalente, especialmente em neoplasia intraepitelial cervical grau III e câncer.
Em relação a RAP1 em tecidos cervicais, observou-se a expressão da proteína em amostras de todos os grupos analisados.
A marcação esteve predominantemente no núcleo e no citoplasma de células epiteliais, representando 69% das amostras cervicais.
Em relação ao parâmetro intensidade da marcação, verificou-se que amostras de neoplasia intraepitelial cervical grau III exibiram maior intensidade de RAP1 do que lesões de menor gravidade (Cervicites + neoplasia intraepitelial cervical grau I).
Nas amostras de carcinoma de células escamosas também se observou a imunomarcação para RAP1 predominantemente intensa, com forte marcação nuclear.
Percebe-se que nas lesões mais graves, neoplasia intraepitelial cervical grau III e carcinoma de células escamosas a quantidade de núcleos marcados é mais elevada se comparado a lesões mais leves.
Conclusão: Uso potencial da marcação tecidual de RAP1 como biomarcador de lesões cervicais de maior gravidade, como neoplasia intraepitelial cervical grau III e carcinoma de células escamosas.

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