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A DESPRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: POLIFARMÁCIA, MODELOS CLÍNICOS E SEGURANÇA DO PACIENTE IDOSO - UMA REVISÃO DA LITERATURA

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Objetivo: Revisar, criticamente, a literatura científica sobre o processo de desprescrição de medicamentos em pacientes idosos com polifarmácia na Atenção Primária à Saúde (APS), analisando os modelos clínicos, os protocolos de retirada para classes de alto risco, as barreiras de implementação e o impacto na segurança do paciente. Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter exploratório nas bases PubMed, LILACS, SciELO e Cochrane Library. Foram utilizados descritores controlados (MeSH/DeCS) como Deprescribing, Polypharmacy e Primary Health Care. A seleção priorizou revisões sistemáticas, diretrizes clínicas (guidelines) e os critérios de Beers e STOPP/START atualizados (2023), com foco na relevância para o contexto geriátrico brasileiro. Resultados: A desprescrição é uma prática complexa e centrada no paciente, essencial para combater a polifarmácia (mais de 5 medicamentos) e o uso de Medicamentos Potencialmente Inapropriados (PIMs), que afeta 45,3% dos idosos na APS brasileira. A condução segura é guiada pelo protocolo sequencial de desprescrição, e pela triagem com ferramentas como STOPP/START v3. A análise aprofundada identificou estratégias específicas de desmame para benzodiazepínicos (redução gradual de 25% quinzenal), inibidores de bomba de prótons (atenção ao efeito rebote) e antipsicóticos em demência. As principais barreiras incluem a inércia prescritora e o medo de sintomas de retirada, superáveis por meio da decisão compartilhada. Conclusão: A implementação de uma rotina de desprescrição estruturada é um imperativo de segurança na APS. O sucesso depende da aplicação de algoritmos de desmame gradual, monitoramento de reações adversas de retirada e fortalecimento do cuidado interprofissional no SUS. Descritores: Desprescrição; Polifarmácia; Atenção Primária à Saúde; Idoso; Segurança do Paciente.
Title: A DESPRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: POLIFARMÁCIA, MODELOS CLÍNICOS E SEGURANÇA DO PACIENTE IDOSO - UMA REVISÃO DA LITERATURA
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Objetivo: Revisar, criticamente, a literatura científica sobre o processo de desprescrição de medicamentos em pacientes idosos com polifarmácia na Atenção Primária à Saúde (APS), analisando os modelos clínicos, os protocolos de retirada para classes de alto risco, as barreiras de implementação e o impacto na segurança do paciente.
Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter exploratório nas bases PubMed, LILACS, SciELO e Cochrane Library.
Foram utilizados descritores controlados (MeSH/DeCS) como Deprescribing, Polypharmacy e Primary Health Care.
A seleção priorizou revisões sistemáticas, diretrizes clínicas (guidelines) e os critérios de Beers e STOPP/START atualizados (2023), com foco na relevância para o contexto geriátrico brasileiro.
Resultados: A desprescrição é uma prática complexa e centrada no paciente, essencial para combater a polifarmácia (mais de 5 medicamentos) e o uso de Medicamentos Potencialmente Inapropriados (PIMs), que afeta 45,3% dos idosos na APS brasileira.
A condução segura é guiada pelo protocolo sequencial de desprescrição, e pela triagem com ferramentas como STOPP/START v3.
A análise aprofundada identificou estratégias específicas de desmame para benzodiazepínicos (redução gradual de 25% quinzenal), inibidores de bomba de prótons (atenção ao efeito rebote) e antipsicóticos em demência.
As principais barreiras incluem a inércia prescritora e o medo de sintomas de retirada, superáveis por meio da decisão compartilhada.
Conclusão: A implementação de uma rotina de desprescrição estruturada é um imperativo de segurança na APS.
O sucesso depende da aplicação de algoritmos de desmame gradual, monitoramento de reações adversas de retirada e fortalecimento do cuidado interprofissional no SUS.
Descritores: Desprescrição; Polifarmácia; Atenção Primária à Saúde; Idoso; Segurança do Paciente.

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