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Herói trágico em Édipo Rei de Sófocles

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Este artigo tem como objetivo tecer uma análise apreciativa da categoria do herói trágico na tragédia Édipo Tirano, de Sófocles. Para isso, examinou-se fragmentos dessa tragédia, a partir do que Aristóteles, em sua Poética, postula como característica do herói trágico, cotejando-o com o que Frye (2014) aborda no ensaio intitulado como: crítica histórica: Teoria dos modos, em que apresenta este herói na categoria de modo mimético elevado, ressaltado em relação ao humano, mas submisso ao ambiente. Para uma visão mais profunda dessa categoria, vale salientar que a tragédia sofocleana inicia-se com uma intervenção do povo a Édipo, tendo em vista a peste que assola Tebas. Com o desenvolvimento da práxis trágica, o tirano, em sua boa intenção, encontra-se na encruzilhada de circunstâncias que apenas o ligam a feitos nefastos. Nesse momento, a obra recai na reflexão de dois atos tomados como execrável ao cidadão da Grécia clássica: o parricídio – assassinato do próprio pai, e o incesto – ato da cópula sexual com um membro da família, que, no caso de Édipo, se concretiza com o casamento do herói com sua mãe, Jocasta. São esses dois pontos que sustentam a ordenação das ações – sýstasis tón pragmáton – cujo liame, necessariamente, se fortalece na ânsia de descobrir o real motivo do mal gerado sobre a cidade. A composição dos fatos recai na figura de Édipo como mediador das relações entre homens e deuses, bem como centralidade da maldição familiar. Para obter-se êxito nesta investigação, partiu-se de um mapeamento das ações que levam o herói à derrocada; analisou-se as cenas que confrontam a posição elevada do herói com a mácula gerida pela sua existência e aliou-se a categoria do herói trágico com a teoria dos modos que sustem o caráter humano de Édipo. Os caminhos trilhados nessa pesquisa seguem uma metodologia de cunho bibliográfico e descritivo.
Title: Herói trágico em Édipo Rei de Sófocles
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Este artigo tem como objetivo tecer uma análise apreciativa da categoria do herói trágico na tragédia Édipo Tirano, de Sófocles.
Para isso, examinou-se fragmentos dessa tragédia, a partir do que Aristóteles, em sua Poética, postula como característica do herói trágico, cotejando-o com o que Frye (2014) aborda no ensaio intitulado como: crítica histórica: Teoria dos modos, em que apresenta este herói na categoria de modo mimético elevado, ressaltado em relação ao humano, mas submisso ao ambiente.
Para uma visão mais profunda dessa categoria, vale salientar que a tragédia sofocleana inicia-se com uma intervenção do povo a Édipo, tendo em vista a peste que assola Tebas.
Com o desenvolvimento da práxis trágica, o tirano, em sua boa intenção, encontra-se na encruzilhada de circunstâncias que apenas o ligam a feitos nefastos.
Nesse momento, a obra recai na reflexão de dois atos tomados como execrável ao cidadão da Grécia clássica: o parricídio – assassinato do próprio pai, e o incesto – ato da cópula sexual com um membro da família, que, no caso de Édipo, se concretiza com o casamento do herói com sua mãe, Jocasta.
São esses dois pontos que sustentam a ordenação das ações – sýstasis tón pragmáton – cujo liame, necessariamente, se fortalece na ânsia de descobrir o real motivo do mal gerado sobre a cidade.
A composição dos fatos recai na figura de Édipo como mediador das relações entre homens e deuses, bem como centralidade da maldição familiar.
Para obter-se êxito nesta investigação, partiu-se de um mapeamento das ações que levam o herói à derrocada; analisou-se as cenas que confrontam a posição elevada do herói com a mácula gerida pela sua existência e aliou-se a categoria do herói trágico com a teoria dos modos que sustem o caráter humano de Édipo.
Os caminhos trilhados nessa pesquisa seguem uma metodologia de cunho bibliográfico e descritivo.

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