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Exposição a “Tempo de Ecrã” e Psicopatologia na Infância

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Introdução: A disponibilidade de ecrãs tem sido associada a efeitos negativos. Pretendemos caracterizar e comparar o “tempo de ecrã” em crianças e adolescentes da área de Vila Nova de Gaia, com e sem psicopatologia.  Material e Métodos: Estudo observacional, com amostra de conveniência e aplicação de questionários entre 1 de outubro de 2018 e 31 de junho de 2019 a crianças e adolescentes seguidos em Cuidados Saúdes Primários e em consulta de Psiquiatria da Infância e Adolescência.  Resultados: Amostra de 223 participantes, 184 com psicopatologia (82,5%) e 39 sem (17,5%). A maioria apresentava “tempo de ecrã” superior ao recomendado (71,4%), com superioridade naqueles com psicopatologia (p=0,006). Verificámos o mesmo relativamente à utilização de dispositivos ao adormecer ou background TV (p=0,024 e 0,008, respetivamente). A covisualização foi mais frequente nos participantes sem psicopatologia (p=0,045). O “tempo de ecrã” superior ao recomendado, background TV e covisualização mantiveram‑se significativos após regressão logística (p=0,029, p=0,024 e p=0,013, e OR = 3,741 [IC 1,148‑12,194]; OR=3,494 [IC 1,175‑10,392] e OR = 0,249 [IC 0,083‑0,750] respetivamente).  Discussão: Os resultados coadunam com o que éapontado na literatura sobre uma possível associação entre “tempo de ecrã” e psicopatologia. Será importante avaliar o efeito de causalidade desta associação.  Conclusão: O “tempo de ecrã” éexcessivo e mais frequente nos participantes com psicopatologia. A uniformização de recomendações e adaptação à realidade portuguesa são de relevância crescente na atualidade. 
Title: Exposição a “Tempo de Ecrã” e Psicopatologia na Infância
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Introdução: A disponibilidade de ecrãs tem sido associada a efeitos negativos.
Pretendemos caracterizar e comparar o “tempo de ecrã” em crianças e adolescentes da área de Vila Nova de Gaia, com e sem psicopatologia.
  Material e Métodos: Estudo observacional, com amostra de conveniência e aplicação de questionários entre 1 de outubro de 2018 e 31 de junho de 2019 a crianças e adolescentes seguidos em Cuidados Saúdes Primários e em consulta de Psiquiatria da Infância e Adolescência.
  Resultados: Amostra de 223 participantes, 184 com psicopatologia (82,5%) e 39 sem (17,5%).
A maioria apresentava “tempo de ecrã” superior ao recomendado (71,4%), com superioridade naqueles com psicopatologia (p=0,006).
Verificámos o mesmo relativamente à utilização de dispositivos ao adormecer ou background TV (p=0,024 e 0,008, respetivamente).
A covisualização foi mais frequente nos participantes sem psicopatologia (p=0,045).
O “tempo de ecrã” superior ao recomendado, background TV e covisualização mantiveram‑se significativos após regressão logística (p=0,029, p=0,024 e p=0,013, e OR = 3,741 [IC 1,148‑12,194]; OR=3,494 [IC 1,175‑10,392] e OR = 0,249 [IC 0,083‑0,750] respetivamente).
  Discussão: Os resultados coadunam com o que éapontado na literatura sobre uma possível associação entre “tempo de ecrã” e psicopatologia.
Será importante avaliar o efeito de causalidade desta associação.
  Conclusão: O “tempo de ecrã” éexcessivo e mais frequente nos participantes com psicopatologia.
A uniformização de recomendações e adaptação à realidade portuguesa são de relevância crescente na atualidade.
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