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Didática e currículo (Vol.3)

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Falar de Currículos e Didáticas sempre nos remete ao espaço-tempo escolar. Se é verdade que nas escolas se vive um movimento de massificação de informações, reafirmando a reprodução de modelos, em sua maioria caracterizados pela dita “grande mídia”, pelas meta-narrativas que invisibilizam experiências singulares e culturas locais, também é verdade que o cotidiano escolar, como espaço/tempo complexo, é lugar de produção, de criação, de indagação e de rebeldia. Se a escola, hoje, ainda sofre e padece sob os efeitos do conservadorismo, da política da mesmidade, do desejo de uniformidade e da produção de homogeneidades, se ela ainda caminha, de modo hegemônico, no sentido de apresentar respostas, solucionar problemas, equacionar a “incivilidade” do outro, do diferente, do diverso, ela também é o lugar onde a diferença pode ser desconstruída como desvio e legitimada como constitutiva das relações de alteridade. A escola também é um espaço praticado onde as homogeneidades são desfeitas, onde a esperança floresce como fruto possível de um mundo outro. Se por um lado o cotidiano escolar tem sido marcado por esse tempo de automatismo, aceleração e controle social, por outro, esse mesmo cotidiano apresenta caminhos a serem trilhados, convites a pensar nossas relações com o mundo e no mundo. Os trabalhos apresentados no X CONEDU foram sem sombra de dúvidas de alto nível quanto interligam currículos, didáticas e escolas. O que me parece ser o centro das nossas preocupações teóricas e epistemológicas são as questões que envolvem esse “trio” pedagógico brasileiro. Que reconfigurações o currículo vem sofrendo? Como compreendê-lo no interior de jogos sem saber-poder que a constituem de modos díspares? De que maneira olhar para as múltiplas didáticas presentes no chão da escola que lhe acometem? A pandemia de Covid-19 mudou nosso pensamento sobre os currículos e as didáticas? Quais os impactos dos novos dispositivos tecnológicos nessa instituição? O que as macropolíticas têm para dizer no tocante aos currículos? O que os novos sujeitos da pedagogia estão pensando sobre ela? Como os movimentos culturais e sociais estão percebendo a escola? O que nós, pesquisadores(as) em educação e professores(as), como herdeiros dessa instituição, temos a dizer? Posso dizer, que os trabalhos apresentados no x CONEDU responderam de alguma forma essas questões e abriram novas questões. Os textos produzidos a partir do campo da pesquisa em educação têm sido em torno do campo das pesquisas dos currículos e das didáticas para interrogar os modos neoconservadores e apolitícos. Assim, não falamos somente em currículos e didáticas escolares, mas das diferentes cotidianidades, com suas pluralidades de praticantespensantes, que criam outros processos políticos na didática educacional, nos currículos praticados, no planejamento e financiamento da educação e das ações governamentais de enfrentamentos às desigualdades mediadas pelas escolas. Consideramos que estudar as didáticas e os currículos em seus processos de implementação nos cotidianos nos parece fundamental para pensarmos naquilo que se produz com os usos dos sujeitos. Por fim, desejo uma boa leitura para todos
Editora Realize
Title: Didática e currículo (Vol.3)
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Falar de Currículos e Didáticas sempre nos remete ao espaço-tempo escolar.
Se é verdade que nas escolas se vive um movimento de massificação de informações, reafirmando a reprodução de modelos, em sua maioria caracterizados pela dita “grande mídia”, pelas meta-narrativas que invisibilizam experiências singulares e culturas locais, também é verdade que o cotidiano escolar, como espaço/tempo complexo, é lugar de produção, de criação, de indagação e de rebeldia.
Se a escola, hoje, ainda sofre e padece sob os efeitos do conservadorismo, da política da mesmidade, do desejo de uniformidade e da produção de homogeneidades, se ela ainda caminha, de modo hegemônico, no sentido de apresentar respostas, solucionar problemas, equacionar a “incivilidade” do outro, do diferente, do diverso, ela também é o lugar onde a diferença pode ser desconstruída como desvio e legitimada como constitutiva das relações de alteridade.
A escola também é um espaço praticado onde as homogeneidades são desfeitas, onde a esperança floresce como fruto possível de um mundo outro.
Se por um lado o cotidiano escolar tem sido marcado por esse tempo de automatismo, aceleração e controle social, por outro, esse mesmo cotidiano apresenta caminhos a serem trilhados, convites a pensar nossas relações com o mundo e no mundo.
Os trabalhos apresentados no X CONEDU foram sem sombra de dúvidas de alto nível quanto interligam currículos, didáticas e escolas.
O que me parece ser o centro das nossas preocupações teóricas e epistemológicas são as questões que envolvem esse “trio” pedagógico brasileiro.
Que reconfigurações o currículo vem sofrendo? Como compreendê-lo no interior de jogos sem saber-poder que a constituem de modos díspares? De que maneira olhar para as múltiplas didáticas presentes no chão da escola que lhe acometem? A pandemia de Covid-19 mudou nosso pensamento sobre os currículos e as didáticas? Quais os impactos dos novos dispositivos tecnológicos nessa instituição? O que as macropolíticas têm para dizer no tocante aos currículos? O que os novos sujeitos da pedagogia estão pensando sobre ela? Como os movimentos culturais e sociais estão percebendo a escola? O que nós, pesquisadores(as) em educação e professores(as), como herdeiros dessa instituição, temos a dizer? Posso dizer, que os trabalhos apresentados no x CONEDU responderam de alguma forma essas questões e abriram novas questões.
Os textos produzidos a partir do campo da pesquisa em educação têm sido em torno do campo das pesquisas dos currículos e das didáticas para interrogar os modos neoconservadores e apolitícos.
Assim, não falamos somente em currículos e didáticas escolares, mas das diferentes cotidianidades, com suas pluralidades de praticantespensantes, que criam outros processos políticos na didática educacional, nos currículos praticados, no planejamento e financiamento da educação e das ações governamentais de enfrentamentos às desigualdades mediadas pelas escolas.
Consideramos que estudar as didáticas e os currículos em seus processos de implementação nos cotidianos nos parece fundamental para pensarmos naquilo que se produz com os usos dos sujeitos.
Por fim, desejo uma boa leitura para todos.

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