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O PAPEL DO CIRURGIÃO – DENTISTA FRENTE AO DIAGNÓSTICO DE ABUSO SEXUAL INFANTIL
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Introdução: A violência contra crianças e adolescentes, é um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo, e apesar de termos avançado no que se diz respeito a violência infantil, o enfrentamento perdura, uma vez que muitos casos são omitidos e não notificados, além daqueles que acontecem no contexto intrafamiliar, que torna o diagnóstico e uma possível denúncia ainda mais difíceis.
Dentro desse contexto, o cirurgião-dentista, especialmente o odontopediatra, possui um papel importante no que se refere ao diagnóstico e notificação de abuso sexual infantil, considerando que, muitos sinais de violência podem se manifestar na face e boca, ambas áreas de trabalho direto do dentista. Para além disso, o profissional tem a oportunidade de avaliar e observar não só a condição física, mas também psicológica do menor, assim como observar as relações e interações familiares. Frisando que, cabe ao cirurgião-dentista não apenas fazer o diagnóstico e tratamento das vítimas de maus tratos, mas também de notificar aos órgãos competentes.
Objetivo: Analisar o papel do Cirurgião – Dentista frente aos casos de abuso sexual infantil, e sua conduta diante de tal situação.
Método: Trata-se de uma revisão de literatura fundamentada na pesquisa de artigos científicos nas bases de dado SciELO, BVS, PubMed e Google Scholar, com trabalhos selecionados e publicados nos últimos 5 anos, utilizando em inglês e português as palavras-chave: “traumatismo facial”, “abuso sexual na infância”, “abuso sexual infantil’, “odontologia”, ”sexual abuse” e “sexual abuse in childhood”, em conjunto aos operadores boleanos “and” e “or”. Dos 13 resumos lidos e selecionados foram encontrados 10 artigos com texto completo em suporte eletrônico e que se encaixaram nos critérios de inclusão/exclusão.
Resultados (esperados / parciais): Estudos apontam que, o Brasil apresentou 23.725 casos de abuso sexual infantis em menores de 14 anos, apenas no ano de 2020, o equivalente a 65 casos de abusos por dia. Estima-se que esse número possa ser 6,6 maior, pois muitas denúncias não são realizadas formalmente.
A maior parte das lesões consequentes de maus-tratos, localizam – se na região de cabeça e pescoço. Uma pesquisa realizada por Da Silva e colaboradores, em 2014, feita com 500 dentistas mostra que 63,2% deles (mais de 300) não sabem como agir diante de tal situação, esses números são alarmantes, pois, compete ao cirurgião-dentista não apenas o diagnóstico e tratamento das vítimas, mas também a notificação aos órgãos competentes.
Descritores: Traumatismo facial, abuso sexual na infância, abuso sexual infantil, odontologia.
Eixo temático: Ciências da Saúde
Seminario Adventista Latino-Americano de Teologia
Title: O PAPEL DO CIRURGIÃO – DENTISTA FRENTE AO DIAGNÓSTICO DE ABUSO SEXUAL INFANTIL
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Introdução: A violência contra crianças e adolescentes, é um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo, e apesar de termos avançado no que se diz respeito a violência infantil, o enfrentamento perdura, uma vez que muitos casos são omitidos e não notificados, além daqueles que acontecem no contexto intrafamiliar, que torna o diagnóstico e uma possível denúncia ainda mais difíceis.
Dentro desse contexto, o cirurgião-dentista, especialmente o odontopediatra, possui um papel importante no que se refere ao diagnóstico e notificação de abuso sexual infantil, considerando que, muitos sinais de violência podem se manifestar na face e boca, ambas áreas de trabalho direto do dentista.
Para além disso, o profissional tem a oportunidade de avaliar e observar não só a condição física, mas também psicológica do menor, assim como observar as relações e interações familiares.
Frisando que, cabe ao cirurgião-dentista não apenas fazer o diagnóstico e tratamento das vítimas de maus tratos, mas também de notificar aos órgãos competentes.
Objetivo: Analisar o papel do Cirurgião – Dentista frente aos casos de abuso sexual infantil, e sua conduta diante de tal situação.
Método: Trata-se de uma revisão de literatura fundamentada na pesquisa de artigos científicos nas bases de dado SciELO, BVS, PubMed e Google Scholar, com trabalhos selecionados e publicados nos últimos 5 anos, utilizando em inglês e português as palavras-chave: “traumatismo facial”, “abuso sexual na infância”, “abuso sexual infantil’, “odontologia”, ”sexual abuse” e “sexual abuse in childhood”, em conjunto aos operadores boleanos “and” e “or”.
Dos 13 resumos lidos e selecionados foram encontrados 10 artigos com texto completo em suporte eletrônico e que se encaixaram nos critérios de inclusão/exclusão.
Resultados (esperados / parciais): Estudos apontam que, o Brasil apresentou 23.
725 casos de abuso sexual infantis em menores de 14 anos, apenas no ano de 2020, o equivalente a 65 casos de abusos por dia.
Estima-se que esse número possa ser 6,6 maior, pois muitas denúncias não são realizadas formalmente.
A maior parte das lesões consequentes de maus-tratos, localizam – se na região de cabeça e pescoço.
Uma pesquisa realizada por Da Silva e colaboradores, em 2014, feita com 500 dentistas mostra que 63,2% deles (mais de 300) não sabem como agir diante de tal situação, esses números são alarmantes, pois, compete ao cirurgião-dentista não apenas o diagnóstico e tratamento das vítimas, mas também a notificação aos órgãos competentes.
Descritores: Traumatismo facial, abuso sexual na infância, abuso sexual infantil, odontologia.
Eixo temático: Ciências da Saúde.
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