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Análise do perfil epidemiológico de mulheres atendidas pelo programa de atenção a vítimas de violência no Distrito Federal
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A violência sexual gera diversas consequências no âmbito físico, psíquico, social e sexual, podendo comprometer seriamente a vida das vítimas. Este estudo objetivou traçar o perfil epidemiológico de mulheres vítimas de violência sexual, acolhidas em um Programa de atendimento às vítimas de violência (PAV), em um hospital da rede pública do DF, permitindo-se conhecer essa população e identificar possíveis medidas para a prevenção da violência, melhora da adesão e maior acesso ao serviço. O presente trabalho é um estudo transversal e retrospectivo de característica descritiva, realizado com informações extraídas de prontuários de mulheres vítimas de violência, atendidas pelo Programa de Atenção às Vítimas de Violência (PAV) na região central de Brasília desde o ano de sua implantação. As variáveis analisadas foram organizadas e categorizadas da maneira a seguir: Variáveis sociodemográficas; Informações sobre a violência sofrida; Informações sobre o agressor; Informações sobre o acompanhamento psiquiátrico, sofrimento psíquico e rede de apoio; uso de substâncias e Tempo de acompanhamento no PAV e adesão ao tratamento. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todas as participantes foram esclarecidas sobre e concordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sabendo que as informações são sensíveis, sigilosas, apenas divulgadas de modo agrupado e anônimo. Foram revisados 159 prontuários, e destes, 69 pertenciam a vítimas de violência sexual. O perfil encontrado revelou uma maioria de vítimas pardas, de 20 a 39 anos, mulher cis, heterossexuais, solteiras, com ensino médio completo e renda familiar de até 3 salários mínimos. A violência sexual mais praticada foi o estupro, com alta recorrência e associada a outras formas de violência. A maioria das violências foi perpetrada por amigos/conhecidos, do sexo masculino, na faixa etária de 25 a 59 anos, na residência da vítima. Quanto às repercussões, o Transtorno de Estresse Pós-traumático e o Depressivo Maior ocorreram com maior frequência. A presença de comportamento violento apareceu na maioria das mulheres, além de um alto índice de comportamento suicida. A maioria das vítimas relatou possuir rede apoio e adesão ao tratamento. Os resultados corroboram estudos anteriores, demonstrando altas taxas de recorrência de violência, transtornos mentais e de comportamento suicida, enfatizando a necessidade de estabelecer uma rede de proteção, medidas de prevenção, além de oferta de assistência de qualidade às vítimas, minimizando a sua ocorrência e seus efeitos. Este é um estudo pioneiro em trazer o perfil de mulheres atendidas no PAV, revelando informações de extrema importância a serem utilizadas no enfrentamento desse grave problema. É necessário que haja uma continuidade de pesquisas nesta temática, pois a violência ainda é pouco compreendida e muito prevalente em nossa população.
Title: Análise do perfil epidemiológico de mulheres atendidas pelo programa de atenção a vítimas de violência no Distrito Federal
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A violência sexual gera diversas consequências no âmbito físico, psíquico, social e sexual, podendo comprometer seriamente a vida das vítimas.
Este estudo objetivou traçar o perfil epidemiológico de mulheres vítimas de violência sexual, acolhidas em um Programa de atendimento às vítimas de violência (PAV), em um hospital da rede pública do DF, permitindo-se conhecer essa população e identificar possíveis medidas para a prevenção da violência, melhora da adesão e maior acesso ao serviço.
O presente trabalho é um estudo transversal e retrospectivo de característica descritiva, realizado com informações extraídas de prontuários de mulheres vítimas de violência, atendidas pelo Programa de Atenção às Vítimas de Violência (PAV) na região central de Brasília desde o ano de sua implantação.
As variáveis analisadas foram organizadas e categorizadas da maneira a seguir: Variáveis sociodemográficas; Informações sobre a violência sofrida; Informações sobre o agressor; Informações sobre o acompanhamento psiquiátrico, sofrimento psíquico e rede de apoio; uso de substâncias e Tempo de acompanhamento no PAV e adesão ao tratamento.
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e todas as participantes foram esclarecidas sobre e concordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sabendo que as informações são sensíveis, sigilosas, apenas divulgadas de modo agrupado e anônimo.
Foram revisados 159 prontuários, e destes, 69 pertenciam a vítimas de violência sexual.
O perfil encontrado revelou uma maioria de vítimas pardas, de 20 a 39 anos, mulher cis, heterossexuais, solteiras, com ensino médio completo e renda familiar de até 3 salários mínimos.
A violência sexual mais praticada foi o estupro, com alta recorrência e associada a outras formas de violência.
A maioria das violências foi perpetrada por amigos/conhecidos, do sexo masculino, na faixa etária de 25 a 59 anos, na residência da vítima.
Quanto às repercussões, o Transtorno de Estresse Pós-traumático e o Depressivo Maior ocorreram com maior frequência.
A presença de comportamento violento apareceu na maioria das mulheres, além de um alto índice de comportamento suicida.
A maioria das vítimas relatou possuir rede apoio e adesão ao tratamento.
Os resultados corroboram estudos anteriores, demonstrando altas taxas de recorrência de violência, transtornos mentais e de comportamento suicida, enfatizando a necessidade de estabelecer uma rede de proteção, medidas de prevenção, além de oferta de assistência de qualidade às vítimas, minimizando a sua ocorrência e seus efeitos.
Este é um estudo pioneiro em trazer o perfil de mulheres atendidas no PAV, revelando informações de extrema importância a serem utilizadas no enfrentamento desse grave problema.
É necessário que haja uma continuidade de pesquisas nesta temática, pois a violência ainda é pouco compreendida e muito prevalente em nossa população.
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