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Editorial Eccos 60
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Como de praxe, esta sexagésima edição da EccoS, revista científica do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (PPGE-UNINOVE) conta com um dossiê e com artigos e resenhas resultantes de submissões a edital do periódico. O dossiê, composto por artigos encomendados a especialistas, trata de uma das temáticas que, felizmente, têm sido das mais recorrentes nas formulações dos projetos de pesquisa das ciências sociais brasileiras e, mais especificamente, das ciências da educação: questões étnico-raciais. Os artigos, ainda que de “demanda espontânea” que, em geral, apresentam temática muito variada, neste número, coincidentemente apresentaram uma relativa unidade temático-referencial. O dossiê deste número contou com a colaboração de uma das mais reconhecidas e prestigiadas pensadoras e militantes em defesa dos movimentos negros: Nilma Lino Gomes. Como se sabe, como pesquisadora, a antropóloga e educadora Nilma é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, no Programa de Ações afirmativas, tendo desenvolvido várias investigações científicas de que resultaram prolífera obra, na qual se destacam O negro no Brasil de hoje (Global, 2004), em parceria com Kabegele Munanga, e O movimento negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação (Vozes, 2017). Já na sua vertente militante, Nilma atingiu o auge de sua carreira como Reitora da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - Unilab (2013-2014) e como Ministra da Secretaria de Políticas da Igualdade Racial (2015) e como Ministra do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos (2015-2016), no Governo da Presidenta Dilma Rousseff. Os trabalhos que constituem o atual dossiê e cuja apresentação explicativa está na abertura do próprio dossiê, certamente tornar-se-ão leitura e referência obrigatórias tanto para estudiosos/as e pesquisadores/as que se debruçam sobre as questões étnico-raciais, quanto para aqueles e aquelas que têm compromisso com o engajamento nos movimentos de emancipação das e dos afrodescendentes, no Brasil e fora dele. Além dos seis artigos que compõem o referido dossiê, este número da revista EccoS conta com mais artigos da chamada “demanda espontânea”, ou seja, de uma seleção de trabalhos cujos autores os submeteram a edital do periódico. Este é um dos primeiros números da revista que obedece às novas orientações do Colegiado do Programa e dos Editores, no sentido de que os artigos que compõem o dossiê são encomendados a especialistas na temática em tela e os demais trabalhos são colhidos por meio de edital e selecionados com base em, no mínimo, dois pareceres que sejam “pela publicação”. Ademais, os editores têm procurado contemplar autores de todas as regiões do País, evidentemente, sem abrir mão dos rigorosos pareceres emitidos por especialistas na temática central dos trabalhos submetidos. Assim, além dos 6 (seis) artigos do dossiê, este número da EccoS pôde contar com 4 (quatro) artigos escritos por pesquisadores/autores da Região Sul; 4 (quatro) da Região Sudeste; 3 (três) da Nordeste; 1 (um) da Região Norte e 1 (um) da Região Centro-Oeste. No esforço de internacionalização do veículo, os editores contaram com um artigo resultante da pesquisa de dois brasileiros (de IES da Região SUL, da URI e UNIJUÍ) e de um colombiano. No mesmo sentido, o dossiê também incorporou, o trabalho “No puedo respirar: enseñanza de la respiración celular en una perspectiva antirracista”, mantendo-o em castelhano, sobre uma das agressões mais impactantes do mundo contemporâneo, de que resultou, infelizmente, a morte de George Floyd. Coincidentemente, dos 14 (quatorze) artigos submetidos e aprovados para este número da revista na demanda espontânea, 8 (oito) tratam da educação para a infância – temática que tem sido recorrente nos projetos de mestrado e doutorado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (PPGE-UNINOVE). Os demais são constituídos por: 3 (três) estudos que confrontam o pensamento de Paulo Freire e o neoconservadorismo em voga na educação contemporânea; 1 (um) estudo crítico sobre a chamada “Escola sem Partido”; 1 (um) sobre o uso do rádio no ensino obrigatório; 1 (um) trabalho sobre alfabetização, colonização e política e 1 (um) sobre o bullying nos eventos específicos de “gordofilia” entre pré-adolescentes. No entanto, o que se percebe é que o conjunto de trabalhos deste número 60 da EccoS apresentam um mesmo substrato, um mesmo denominador comum referenciado na Pedagogia Crítica, sem que isso tivesse orientado a seleção dos artigos submetidos, o que revela o reconhecimento nacional dos fundamentos do PPGE-UNINOVE, responsável por esse já reconhecido periódico científico no universo da comunidade educacional brasileira.
University Nove de Julho
Title: Editorial Eccos 60
Description:
Como de praxe, esta sexagésima edição da EccoS, revista científica do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (PPGE-UNINOVE) conta com um dossiê e com artigos e resenhas resultantes de submissões a edital do periódico.
O dossiê, composto por artigos encomendados a especialistas, trata de uma das temáticas que, felizmente, têm sido das mais recorrentes nas formulações dos projetos de pesquisa das ciências sociais brasileiras e, mais especificamente, das ciências da educação: questões étnico-raciais.
Os artigos, ainda que de “demanda espontânea” que, em geral, apresentam temática muito variada, neste número, coincidentemente apresentaram uma relativa unidade temático-referencial.
O dossiê deste número contou com a colaboração de uma das mais reconhecidas e prestigiadas pensadoras e militantes em defesa dos movimentos negros: Nilma Lino Gomes.
Como se sabe, como pesquisadora, a antropóloga e educadora Nilma é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, no Programa de Ações afirmativas, tendo desenvolvido várias investigações científicas de que resultaram prolífera obra, na qual se destacam O negro no Brasil de hoje (Global, 2004), em parceria com Kabegele Munanga, e O movimento negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação (Vozes, 2017).
Já na sua vertente militante, Nilma atingiu o auge de sua carreira como Reitora da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - Unilab (2013-2014) e como Ministra da Secretaria de Políticas da Igualdade Racial (2015) e como Ministra do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos (2015-2016), no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.
Os trabalhos que constituem o atual dossiê e cuja apresentação explicativa está na abertura do próprio dossiê, certamente tornar-se-ão leitura e referência obrigatórias tanto para estudiosos/as e pesquisadores/as que se debruçam sobre as questões étnico-raciais, quanto para aqueles e aquelas que têm compromisso com o engajamento nos movimentos de emancipação das e dos afrodescendentes, no Brasil e fora dele.
Além dos seis artigos que compõem o referido dossiê, este número da revista EccoS conta com mais artigos da chamada “demanda espontânea”, ou seja, de uma seleção de trabalhos cujos autores os submeteram a edital do periódico.
Este é um dos primeiros números da revista que obedece às novas orientações do Colegiado do Programa e dos Editores, no sentido de que os artigos que compõem o dossiê são encomendados a especialistas na temática em tela e os demais trabalhos são colhidos por meio de edital e selecionados com base em, no mínimo, dois pareceres que sejam “pela publicação”.
Ademais, os editores têm procurado contemplar autores de todas as regiões do País, evidentemente, sem abrir mão dos rigorosos pareceres emitidos por especialistas na temática central dos trabalhos submetidos.
Assim, além dos 6 (seis) artigos do dossiê, este número da EccoS pôde contar com 4 (quatro) artigos escritos por pesquisadores/autores da Região Sul; 4 (quatro) da Região Sudeste; 3 (três) da Nordeste; 1 (um) da Região Norte e 1 (um) da Região Centro-Oeste.
No esforço de internacionalização do veículo, os editores contaram com um artigo resultante da pesquisa de dois brasileiros (de IES da Região SUL, da URI e UNIJUÍ) e de um colombiano.
No mesmo sentido, o dossiê também incorporou, o trabalho “No puedo respirar: enseñanza de la respiración celular en una perspectiva antirracista”, mantendo-o em castelhano, sobre uma das agressões mais impactantes do mundo contemporâneo, de que resultou, infelizmente, a morte de George Floyd.
Coincidentemente, dos 14 (quatorze) artigos submetidos e aprovados para este número da revista na demanda espontânea, 8 (oito) tratam da educação para a infância – temática que tem sido recorrente nos projetos de mestrado e doutorado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (PPGE-UNINOVE).
Os demais são constituídos por: 3 (três) estudos que confrontam o pensamento de Paulo Freire e o neoconservadorismo em voga na educação contemporânea; 1 (um) estudo crítico sobre a chamada “Escola sem Partido”; 1 (um) sobre o uso do rádio no ensino obrigatório; 1 (um) trabalho sobre alfabetização, colonização e política e 1 (um) sobre o bullying nos eventos específicos de “gordofilia” entre pré-adolescentes.
No entanto, o que se percebe é que o conjunto de trabalhos deste número 60 da EccoS apresentam um mesmo substrato, um mesmo denominador comum referenciado na Pedagogia Crítica, sem que isso tivesse orientado a seleção dos artigos submetidos, o que revela o reconhecimento nacional dos fundamentos do PPGE-UNINOVE, responsável por esse já reconhecido periódico científico no universo da comunidade educacional brasileira.
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