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TERRITÓRIO, SUBJETIVIDADE E TRABALHO: CHAVES PARA UMA LEITURA GEOGRÁFICA SOBRE O COMUM
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No contexto das lutas indígenas e camponesas e disputas territoriais em diversas regiões da América Latina, a imagem de “bens comuns” ou “territórios de uso comum” aparece como elemento marcante da retórica de mobilização e fator de diferenciação e caracterização de identidades territoriais. Nos processos de luta pela defesa ou retomada de territórios, onde as disputas se expressam, na reapropriação coletiva da riqueza material expropriada ou ameaçada, e na regeneração de formas políticas não convencionais, o comum passa a ser reivindicado como aspecto central da reprodução da vida. Nesse sentido, a ideia de “comum” não é algo previamente instituído, porém processo instituinte; situar a centralidade da ação do “fazer-comum”, como verbo, auxilia na compreensão do fenômeno a partir das práticas que o constroem. Entender os processos que envolvem multiplicidade e coexistência das formas sociais comunitárias como processos/sujeitos instituintes, nos leva à ruptura com a noção de comum como objeto estático, coisificado, como vem sendo tratado a partir da ideia de “bem comum”. A partir da análise sobre a produção cotidiana do trabalho não-capitalista em comunidades indígenas no México, especialmente na região da Serra Nororiental de Puebla, este trabalho busca contribuir para uma leitura geográfica que ultrapasse o sentido metafórico do comum nos processos territoriais para uma compreensão destes em termos histórico-geográficos, a fim de contribuir uma postura radical ante a crise estrutural que atravessamos.
Title: TERRITÓRIO, SUBJETIVIDADE E TRABALHO: CHAVES PARA UMA LEITURA GEOGRÁFICA SOBRE O COMUM
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No contexto das lutas indígenas e camponesas e disputas territoriais em diversas regiões da América Latina, a imagem de “bens comuns” ou “territórios de uso comum” aparece como elemento marcante da retórica de mobilização e fator de diferenciação e caracterização de identidades territoriais.
Nos processos de luta pela defesa ou retomada de territórios, onde as disputas se expressam, na reapropriação coletiva da riqueza material expropriada ou ameaçada, e na regeneração de formas políticas não convencionais, o comum passa a ser reivindicado como aspecto central da reprodução da vida.
Nesse sentido, a ideia de “comum” não é algo previamente instituído, porém processo instituinte; situar a centralidade da ação do “fazer-comum”, como verbo, auxilia na compreensão do fenômeno a partir das práticas que o constroem.
Entender os processos que envolvem multiplicidade e coexistência das formas sociais comunitárias como processos/sujeitos instituintes, nos leva à ruptura com a noção de comum como objeto estático, coisificado, como vem sendo tratado a partir da ideia de “bem comum”.
A partir da análise sobre a produção cotidiana do trabalho não-capitalista em comunidades indígenas no México, especialmente na região da Serra Nororiental de Puebla, este trabalho busca contribuir para uma leitura geográfica que ultrapasse o sentido metafórico do comum nos processos territoriais para uma compreensão destes em termos histórico-geográficos, a fim de contribuir uma postura radical ante a crise estrutural que atravessamos.
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