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A colonização na tessitura do Antropoceno: as ponderações de Ailton Krenak.
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Esta pesquisa objetiva relacionar a colonização na perspectiva do Antropoceno. Como ferramenta metodológica, utilizaremos o conceito proposto por Crutzen (2000) em seus estudos sobre essa nova era geológica. A fim de propor uma nova visão sobre o tema, propomos evidenciar a dimensão sócio-histórica da teoria. Tomamos como referências primordiais nessa análise relacional, as ponderações de Bispo (2019) acerca da colonização. Almeja-se concluir, ao final, como as catástrofes históricas perpetradas, no período denominado Antropoceno, foram acentuadas em decorrência dos anseios coloniais. Nesse ponto, discutir-se-á, a noção de que tais catástrofes sociais foram também em razão da colonização do corpo, enquanto território, menosprezado fenotipicamente nas narrativas brancocentradas. Esse ponto de vista encontra-se alicerçado na cosmovisão defendida por Krenak (2022), na qual não se pode dissociar corpo e terra, pois as consequências afetam a ambos. Ao dialogar com as reflexões de Ailton Krenak, reforçar-se-á como as transformações, forjadas na colonização antropocênica, são sentidas até os dias atuais, pois foram intensamente perpassadas a grupos étnicos explorados durante a colonização.
Title: A colonização na tessitura do Antropoceno: as ponderações de Ailton Krenak.
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Esta pesquisa objetiva relacionar a colonização na perspectiva do Antropoceno.
Como ferramenta metodológica, utilizaremos o conceito proposto por Crutzen (2000) em seus estudos sobre essa nova era geológica.
A fim de propor uma nova visão sobre o tema, propomos evidenciar a dimensão sócio-histórica da teoria.
Tomamos como referências primordiais nessa análise relacional, as ponderações de Bispo (2019) acerca da colonização.
Almeja-se concluir, ao final, como as catástrofes históricas perpetradas, no período denominado Antropoceno, foram acentuadas em decorrência dos anseios coloniais.
Nesse ponto, discutir-se-á, a noção de que tais catástrofes sociais foram também em razão da colonização do corpo, enquanto território, menosprezado fenotipicamente nas narrativas brancocentradas.
Esse ponto de vista encontra-se alicerçado na cosmovisão defendida por Krenak (2022), na qual não se pode dissociar corpo e terra, pois as consequências afetam a ambos.
Ao dialogar com as reflexões de Ailton Krenak, reforçar-se-á como as transformações, forjadas na colonização antropocênica, são sentidas até os dias atuais, pois foram intensamente perpassadas a grupos étnicos explorados durante a colonização.
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