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Gestão e planejamento de atividades de observação de aves : subsídios à promoção dessas atividades em áreas urbanas

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A observação de aves tem se consolidado como uma atividade de lazer e turismo no Brasil, ocorrendo desde áreas naturais preservadas a áreas verdes urbanas que resguardam uma diversidade de aves, favorecendo a prestação de serviços culturais e ecoturismo. No entanto, cada público entusiasta por aves livres poderá valorizar características distintas nas aves, o que torna o planejamento de um espaço urbano para a observação de aves bastante desafiante. Por isso, este estudo teve como objetivo: (I) identificar as preferências dos observadores de aves brasileiros em relação às características das espécies; (II) avaliar o potencial das áreas verdes urbanas para observação, considerando a composição de espécies e as preferências dos observadores. Para isso, foram selecionados quatro campi universitários no Estado de São Paulo: UNESP (Rio Claro), UNICAMP (Campinas), campus USP São Paulo e campus USP Piracicaba, sendo que a lista de espécies de cada área foi elaborada a partir de registros extraídos da plataforma de compartilhamento ornitológico eBird, considerando apenas os hotspots identificados dentro do perímetro urbano de cada campus. A pesquisa utilizou dois questionários online para identificar as preferências dos observadores, sendo que os participantes se classificaram de acordo com um dos três perfis definidos neste estudo: iniciantes (Perfil 1), intermediários (Perfil 2) e experientes (Perfil 3). O primeiro questionário continha uma questão aberta para captar as preferências dos participantes em relação às características das aves, que foram posteriormente organizadas em três categorias principais: morfológicas, ecológicas e comportamentais. Já o segundo questionário incluía uma questão fechada, na qual os participantes classificavam essas características em ordem de preferência. A partir das informações coletadas, o potencial das áreas verdes urbanas para a observação de aves foi avaliado através||de um índice desenvolvido com base na identificação e classificação dessas características presentes nas aves ocorrentes em cada área. Essa avaliação foi realizada em dois momentos: primeiro, pelo 'índice de atratividade não ajustado', baseado nos dados do primeiro questionário, e, em seguida, pelo 'índice de atratividade ajustado', recalculado com base nos dados do segundo questionário. Os resultados indicaram que o Perfil 1 mostrou maior preferência por características morfológicas, seguido pelas comportamentais e ecológicas. O Perfil 2 também priorizou as características morfológicas, mas deu preferência às ecológicas em detrimento das comportamentais. No caso do Perfil 3, as preferências também estavam inicialmente voltadas para as características morfológicas, mas o segundo questionário revelou que características ecológicas também exercem grande influência. Em relação ao potencial de observação de aves, os índices indicaram que a composição de espécies nas áreas verdes urbanas são 2x mais atraentes para os iniciantes, se comparados aos experientes. Os dados sugerem que essas áreas desempenham um papel essencial na formação de novos observadores, por serem acessíveis e oferecerem uma diversidade de espécies adequada a esse grupo. Contudo, as variações observadas entre os observadores experientes indicam que essa categoria deve ser analisada com cautela, devido à diversidade de preferências encontrada nesse público. Por fim, o estudo ressalta a importância de considerar o perfil e a experiência dos observadores ao planejar e gerenciar áreas propícias para atividades recreativas e turísticas relacionadas à observação de aves
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Gestão e planejamento de atividades de observação de aves : subsídios à promoção dessas atividades em áreas urbanas
Description:
A observação de aves tem se consolidado como uma atividade de lazer e turismo no Brasil, ocorrendo desde áreas naturais preservadas a áreas verdes urbanas que resguardam uma diversidade de aves, favorecendo a prestação de serviços culturais e ecoturismo.
No entanto, cada público entusiasta por aves livres poderá valorizar características distintas nas aves, o que torna o planejamento de um espaço urbano para a observação de aves bastante desafiante.
Por isso, este estudo teve como objetivo: (I) identificar as preferências dos observadores de aves brasileiros em relação às características das espécies; (II) avaliar o potencial das áreas verdes urbanas para observação, considerando a composição de espécies e as preferências dos observadores.
Para isso, foram selecionados quatro campi universitários no Estado de São Paulo: UNESP (Rio Claro), UNICAMP (Campinas), campus USP São Paulo e campus USP Piracicaba, sendo que a lista de espécies de cada área foi elaborada a partir de registros extraídos da plataforma de compartilhamento ornitológico eBird, considerando apenas os hotspots identificados dentro do perímetro urbano de cada campus.
A pesquisa utilizou dois questionários online para identificar as preferências dos observadores, sendo que os participantes se classificaram de acordo com um dos três perfis definidos neste estudo: iniciantes (Perfil 1), intermediários (Perfil 2) e experientes (Perfil 3).
O primeiro questionário continha uma questão aberta para captar as preferências dos participantes em relação às características das aves, que foram posteriormente organizadas em três categorias principais: morfológicas, ecológicas e comportamentais.
Já o segundo questionário incluía uma questão fechada, na qual os participantes classificavam essas características em ordem de preferência.
A partir das informações coletadas, o potencial das áreas verdes urbanas para a observação de aves foi avaliado através||de um índice desenvolvido com base na identificação e classificação dessas características presentes nas aves ocorrentes em cada área.
Essa avaliação foi realizada em dois momentos: primeiro, pelo 'índice de atratividade não ajustado', baseado nos dados do primeiro questionário, e, em seguida, pelo 'índice de atratividade ajustado', recalculado com base nos dados do segundo questionário.
Os resultados indicaram que o Perfil 1 mostrou maior preferência por características morfológicas, seguido pelas comportamentais e ecológicas.
O Perfil 2 também priorizou as características morfológicas, mas deu preferência às ecológicas em detrimento das comportamentais.
No caso do Perfil 3, as preferências também estavam inicialmente voltadas para as características morfológicas, mas o segundo questionário revelou que características ecológicas também exercem grande influência.
Em relação ao potencial de observação de aves, os índices indicaram que a composição de espécies nas áreas verdes urbanas são 2x mais atraentes para os iniciantes, se comparados aos experientes.
Os dados sugerem que essas áreas desempenham um papel essencial na formação de novos observadores, por serem acessíveis e oferecerem uma diversidade de espécies adequada a esse grupo.
Contudo, as variações observadas entre os observadores experientes indicam que essa categoria deve ser analisada com cautela, devido à diversidade de preferências encontrada nesse público.
Por fim, o estudo ressalta a importância de considerar o perfil e a experiência dos observadores ao planejar e gerenciar áreas propícias para atividades recreativas e turísticas relacionadas à observação de aves.

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