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Tratamento da Endometriose Pélvica e Fertilidade

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Introdução: A endometriose é uma patologia estrogênio dependente (Bulun., 2009). É definida como a presença de glândulas e estroma endometriais funcionantes fora da cavidade uterina, tendo sido descrita pela primeira vez em 1927, por Sampson, com a teoria da menstruação retrógrada (Freitas et al., 2011). A fisiopatologia da endometriose é muito controversa, existindo diferentes teorias para descrevê-la. A mais aceita é a teoria da menstruação retrógrada, que explica o motivo da presença de tecido endometrial na cavidade peritoneal, associada com fatores genéticos, hormonais e imunológicos. (Kennedy et al., 2005). De acordo com Parazzini, 2008, a endometriose é uma das doenças ginecológicas benignas mais comuns, estimando-se sua prevalência em 10%. No Brasil, a doença é o principal achado laparoscópico em pacientes com dor pélvica e o segundo diagnóstico entre mulheres com infertilidade (Palmadias , R., 1995) A American Fertility Society classifica a endometriose levando em consideração o número, tamanho e localização das lesões e a existência de aderências para peritônio, trompas e ovários. Existem os estadios I, II, III e IV. O estadio I é superficial, com poucos implantes. O estadio II tem maior número de implantes e eles são mais profundos. O estadio III é a endometriose moderada, com implantes profundos, endometriomas e algumas aderências. O estadio IV é grave, tem muitos implantes profundos, grandes endometriomas e aderências firmes. Até o momento, poucos estudos consistentes foram feitos com o intuito de se caracterizar as pacientes portadoras de endometriose. Sabe-se que o diagnóstico de endometriose é feito em 2% a 18% das pacientes assintomáticas submetidas à ligadura tubária. Porém, muito se pode aprender com a caracterização de pacientes portadoras de endometriose, pois, provavelmente, antecedentes familiares, pessoais, hábitos e estilo de vida podem influenciar no desenvolvimento da doença (Bellelis P. et al., 2011).
Title: Tratamento da Endometriose Pélvica e Fertilidade
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Introdução: A endometriose é uma patologia estrogênio dependente (Bulun.
, 2009).
É definida como a presença de glândulas e estroma endometriais funcionantes fora da cavidade uterina, tendo sido descrita pela primeira vez em 1927, por Sampson, com a teoria da menstruação retrógrada (Freitas et al.
, 2011).
A fisiopatologia da endometriose é muito controversa, existindo diferentes teorias para descrevê-la.
A mais aceita é a teoria da menstruação retrógrada, que explica o motivo da presença de tecido endometrial na cavidade peritoneal, associada com fatores genéticos, hormonais e imunológicos.
(Kennedy et al.
, 2005).
De acordo com Parazzini, 2008, a endometriose é uma das doenças ginecológicas benignas mais comuns, estimando-se sua prevalência em 10%.
No Brasil, a doença é o principal achado laparoscópico em pacientes com dor pélvica e o segundo diagnóstico entre mulheres com infertilidade (Palmadias , R.
, 1995) A American Fertility Society classifica a endometriose levando em consideração o número, tamanho e localização das lesões e a existência de aderências para peritônio, trompas e ovários.
Existem os estadios I, II, III e IV.
O estadio I é superficial, com poucos implantes.
O estadio II tem maior número de implantes e eles são mais profundos.
O estadio III é a endometriose moderada, com implantes profundos, endometriomas e algumas aderências.
O estadio IV é grave, tem muitos implantes profundos, grandes endometriomas e aderências firmes.
Até o momento, poucos estudos consistentes foram feitos com o intuito de se caracterizar as pacientes portadoras de endometriose.
Sabe-se que o diagnóstico de endometriose é feito em 2% a 18% das pacientes assintomáticas submetidas à ligadura tubária.
Porém, muito se pode aprender com a caracterização de pacientes portadoras de endometriose, pois, provavelmente, antecedentes familiares, pessoais, hábitos e estilo de vida podem influenciar no desenvolvimento da doença (Bellelis P.
et al.
, 2011).

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