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EFEITO DO TAMANHO DO GRUPO E DA COMUNICAÇÃO NÃO VOCAL NA VIGILÂNCIA DA ROLINHA-CASCAVEL (Columbina squammata)
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Na comunicação animal, sinais produzidos por um emissor carregam informações sobre o ambiente e têm potencial de alterar o comportamento de um ou mais receptores. Em aves, sinais acústicos e visuais prevalecem como as principais vias de comunicação. Entretanto, sinais acústicos mecânicos ou não-vocais são incomuns e ainda pouco explorados e discutidos na literatura. O objetivo desse estudo foi testar hipóteses sobre ao papel do som mecânico produzido em voo de partida pela espécie Columbina squammata. 1) a produção do som não-vocal está associado aos deslocamentos de voo; 2) o som não-vocal será produzido mais frequentemente em situações de perigo potencial (e.g. aproximação de um predador); 3) sendo um sinal de comunicação intraespecífica, espera-se que sua produção seja mais frequente em grupos do que em indivíduos solitários; e 4) o sinal não-vocal gerará uma rápida resposta de fuga nos demais integrantes de grupos socais. O estudo foi realizado no campus da Universidade de Brasília - UnB nos anos de 2015-2016. Após localizar e quantificar o número de indivíduos, os mesmos foram observados com binóculos e câmera digital até se deslocarem em voo de partida, quando foram registradas informações referentes à produção ou não de sinal não-vocal, associação com risco potencial, comportamento dos participantes do grupo (e.g. vigilância), tempo de resposta dos integrantes do grupo e a sequência de deslocamento de voo do grupo. Os resultados demonstraram que em 75% das vezes, o voo de partida está associado à produção de sinal não-vocal, sendo esta fortemente influenciada pela presença de risco potencial. Observou-se também que, em grupo, o tempo de resposta dos demais é menor quando o deslocamento do primeiro indivíduo do grupo é acompanhado pela produção do sinal. Benefícios relacionados à comunicação sobre riscos potenciais fortalecem a manutenção do comportamento gregário da espécie, uma vez que a sinalização da chegada de um potencial predador favorece a sobrevivência do grupo. O sinal não-vocal produzido pela espécie aparenta ter um papel importante na comunicação intraespecífica, tornando esse canal de comunicação um atributo passível de seleção natural
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: EFEITO DO TAMANHO DO GRUPO E DA COMUNICAÇÃO NÃO VOCAL NA VIGILÂNCIA DA ROLINHA-CASCAVEL (Columbina squammata)
Description:
Na comunicação animal, sinais produzidos por um emissor carregam informações sobre o ambiente e têm potencial de alterar o comportamento de um ou mais receptores.
Em aves, sinais acústicos e visuais prevalecem como as principais vias de comunicação.
Entretanto, sinais acústicos mecânicos ou não-vocais são incomuns e ainda pouco explorados e discutidos na literatura.
O objetivo desse estudo foi testar hipóteses sobre ao papel do som mecânico produzido em voo de partida pela espécie Columbina squammata.
1) a produção do som não-vocal está associado aos deslocamentos de voo; 2) o som não-vocal será produzido mais frequentemente em situações de perigo potencial (e.
g.
aproximação de um predador); 3) sendo um sinal de comunicação intraespecífica, espera-se que sua produção seja mais frequente em grupos do que em indivíduos solitários; e 4) o sinal não-vocal gerará uma rápida resposta de fuga nos demais integrantes de grupos socais.
O estudo foi realizado no campus da Universidade de Brasília - UnB nos anos de 2015-2016.
Após localizar e quantificar o número de indivíduos, os mesmos foram observados com binóculos e câmera digital até se deslocarem em voo de partida, quando foram registradas informações referentes à produção ou não de sinal não-vocal, associação com risco potencial, comportamento dos participantes do grupo (e.
g.
vigilância), tempo de resposta dos integrantes do grupo e a sequência de deslocamento de voo do grupo.
Os resultados demonstraram que em 75% das vezes, o voo de partida está associado à produção de sinal não-vocal, sendo esta fortemente influenciada pela presença de risco potencial.
Observou-se também que, em grupo, o tempo de resposta dos demais é menor quando o deslocamento do primeiro indivíduo do grupo é acompanhado pela produção do sinal.
Benefícios relacionados à comunicação sobre riscos potenciais fortalecem a manutenção do comportamento gregário da espécie, uma vez que a sinalização da chegada de um potencial predador favorece a sobrevivência do grupo.
O sinal não-vocal produzido pela espécie aparenta ter um papel importante na comunicação intraespecífica, tornando esse canal de comunicação um atributo passível de seleção natural.
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