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Implementação do Procedimento Sistêmico de Higiene Bucal nos pacientes internados no Hospital Risoleta Tolentino Neves - HRTN

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Introdução/Justificativa: A saúde bucal é multifacetada e inclui a capacidade de falar, sorrir, cheirar, saborear, tocar, mastigar, engolir e transmitir uma variedade de emoções por meio de expressões faciais com confiança e sem dor, sem desconforto e doença do complexo craniofacial. A cavidade bucal é um ecossistema microbiano complexo que contém mais de 2.000 bactérias, vírus e fungos. A maioria da microbiota bucal são de microrganismos considerados comensais, mas pode abrigar microrganismos oportunistas. A hospitalização afeta negativamente a saúde bucal dos pacientes, evidenciado por um aumento do acúmulo de biofilmes, provocando a deterioração das membranas mucosas e colonização com potenciais patógenos respiratórios. O sangramento gengival é um sinal de inflamação dos tecidos periodontais e pode refletir a gengivite ou periodontite. Em ambos os casos, o acúmulo do biofilme é um fator preponderante. Há evidências de que a periodontite é um fator de risco e pode levar à progressão ou desenvolvimento de várias doenças sistêmicas, como doença cardíaca coronária e aterosclerose, Diabetes mellitus, doença de Alzheimer, nascimento prematuro, doenças respiratórias, como as pneumonias e COVID-19 entre outras. É fundamental realizar a capacitação dos profissionais de saúde nos hospitais para otimizar a higiene bucal na prevenção de agravos à saúde. Objetivos: Descrever o processo de implementação do procedimento sistêmico (PRS) de higiene bucal dos pacientes hospitalizados pelo Núcleo de Qualidade e Assistência de Odontologia Hospitalar (NQAOH) nas enfermarias das Linhas de Cuidado Clínico, Cirúrgico, Materno Infantil e Intensivo do Hospital Risoleta Tolentino Neves – HRTN – no período entre dezembro de 2022 a maio de 2023, preconizado pelas Diretrizes e Protocolos de Higiene Bucal para os pacientes internados nos hospitais / SUS-MG em cumprimento à Política Hospitalar Valora Minas do estado de MG através da DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 3.214, DE 16 DE SETEMBRO DE 2020 e da DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 3.442, DE 15 DE JUNHO DE 2021. Atividades Desenvolvidas: Elaboração (NQAOH), validação (Gerencia Geral de Enfermagem e Diretoria Técnico Assistencial), publicação (Núcleo de Gestão da Qualidade) e implementação (NQAOH) do documento institucional do PRS de Higiene bucal do paciente consciente e colaborativo (PRS-123) e o protocolo de Higiene bucal do paciente inconsciente e não colaborativo (PRS-124). O treinamento de higiene bucal foi realizado em dois formatos: presencial e educação à distância (EAD). Para avaliar a ação educativa foi aplicado um questionário ao final do treinamento. Participaram os profissionais da enfermagem (enfermeiros e técnicos de enfermagem) e equipe multiprofissional (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e a nutrição). Foi realizada análise descritiva dos dados. Resultados: Do total de 825 funcionários do HRTN, 725 funcionários realizaram o treinamento de higiene bucal, correspondendo a 87,9%. Desses 6 (100%) são acadêmicos, bolsista, estagiário, jovem aprendiz e residente; 1 (100%) Gerente de Enfermagem da Linha de Cuidado Clínico; 164 (95%) enfermeiros; 466 (85%) técnicos de enfermagem; 10 (77%) enfermeiros obstetras; 55 (87%) fisioterapeutas; 10 (100%) fonoaudiólogos; 7 (88%) nutricionistas e 7 (100%) terapeutas ocupacionais. Os 12,1% dos profissionais que não realizaram o treinamento, correspondem a profissionais em férias ou afastados no período da vigência do treinamento. Em relação ao questionário, os profissionais foram perguntados sobre a carga horária da ação educativa e, 44,1% responderam ótimo, 48,1% bom, 6,9% regular, 1% ruim e 0,3% péssimo. Sobre a qualidade do material apresentado (vídeo e materiais de consulta), 44,7% responderam ótimo, 48,8% bom, 5,1% regular, 1% ruim e 0,3% péssimo. Em relação a oratória do instrutor (clareza das informações apresentadas, tom de voz e objetividade na fala), 41,4% ótimo, 50,2% bom, 6,8% regular, 1% ruim e 0,7% péssimo. Sobre a capacidade de reter a atenção durante o treinamento, 43,4% foi ótimo, 48,1% bom, 6,8% regular, 1% ruim e 0,7% péssimo. Sobre a capacidade do conteúdo em estimular a mudança na sua prática cotidiana, 25,8% responderam que foi ótima, 61,7% bom, 10,5% regular, 1,7% ruim e 0,3% péssimo. Sobre avaliar o seu conhecimento sobre o assunto antes da ação educativa, 45,8% responderam que era ótimo, 48,1% bom, 5,1% regular, 0,7% ruim e 0,3% péssimo. Sobre a avaliação do seu conhecimento sobre o assunto após a ação educativa, 42,4% ótimo, 47,1% bom, 8,1% regular, 1,4% ruim e 1% péssimo. Quando questionado sobre qual formato o conteúdo deve ser apresentado, 82,7% responderam on-line e 17,3% presencial. De forma geral, quando questionado sobre a avaliação da ação educativa, considerando zero como péssima e dez como excelente, 91,2% dos entrevistados responderam a ação entre 5 a 10 pontos e 8,8% responderam de 0 a 5 pontos. Conclusão: O treinamento de higiene bucal foi considerado satisfatório. Interessante ressaltar que o treinamento foi considerado por 93,5% dos participantes de ótima/boa qualidade, 91,6% com ótima/boa clareza das informações, 91,5% com ótima/boa retenção de conteúdo e 87,5% dos participantes foram estimulados a mudança positiva na sua prática cotidiana. Considerações Finais: O treinamento de higiene bucal é um fator importante e que deve ser estimulado regularmente garantindo a atualização dos conteúdos e o aprimoramento técnico cientifico.
Title: Implementação do Procedimento Sistêmico de Higiene Bucal nos pacientes internados no Hospital Risoleta Tolentino Neves - HRTN
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Introdução/Justificativa: A saúde bucal é multifacetada e inclui a capacidade de falar, sorrir, cheirar, saborear, tocar, mastigar, engolir e transmitir uma variedade de emoções por meio de expressões faciais com confiança e sem dor, sem desconforto e doença do complexo craniofacial.
A cavidade bucal é um ecossistema microbiano complexo que contém mais de 2.
000 bactérias, vírus e fungos.
A maioria da microbiota bucal são de microrganismos considerados comensais, mas pode abrigar microrganismos oportunistas.
A hospitalização afeta negativamente a saúde bucal dos pacientes, evidenciado por um aumento do acúmulo de biofilmes, provocando a deterioração das membranas mucosas e colonização com potenciais patógenos respiratórios.
O sangramento gengival é um sinal de inflamação dos tecidos periodontais e pode refletir a gengivite ou periodontite.
Em ambos os casos, o acúmulo do biofilme é um fator preponderante.
 Há evidências de que a periodontite é um fator de risco e pode levar à progressão ou desenvolvimento de várias doenças sistêmicas, como doença cardíaca coronária e aterosclerose, Diabetes mellitus, doença de Alzheimer, nascimento prematuro, doenças respiratórias, como as pneumonias e COVID-19 entre outras.
 É fundamental realizar a capacitação dos profissionais de saúde nos hospitais para otimizar a higiene bucal na prevenção de agravos à saúde.
Objetivos: Descrever o processo de implementação do procedimento sistêmico (PRS) de higiene bucal dos pacientes hospitalizados pelo Núcleo de Qualidade e Assistência de Odontologia Hospitalar (NQAOH) nas enfermarias das Linhas de Cuidado Clínico, Cirúrgico, Materno Infantil e Intensivo do Hospital Risoleta Tolentino Neves – HRTN – no período entre dezembro de 2022 a maio de 2023, preconizado pelas Diretrizes e Protocolos de Higiene Bucal para os pacientes internados nos hospitais / SUS-MG em cumprimento à Política Hospitalar Valora Minas do estado de MG através da DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 3.
214, DE 16 DE SETEMBRO DE 2020 e da DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 3.
442, DE 15 DE JUNHO DE 2021.
 Atividades Desenvolvidas: Elaboração (NQAOH), validação (Gerencia Geral de Enfermagem e Diretoria Técnico Assistencial), publicação (Núcleo de Gestão da Qualidade) e implementação (NQAOH) do documento institucional do PRS de Higiene bucal do paciente consciente e colaborativo (PRS-123) e o protocolo de Higiene bucal do paciente inconsciente e não colaborativo (PRS-124).
O treinamento de higiene bucal foi realizado em dois formatos: presencial e educação à distância (EAD).
Para avaliar a ação educativa foi aplicado um questionário ao final do treinamento.
Participaram os profissionais da enfermagem (enfermeiros e técnicos de enfermagem) e equipe multiprofissional (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e a nutrição).
Foi realizada análise descritiva dos dados.
Resultados: Do total de 825 funcionários do HRTN, 725 funcionários realizaram o treinamento de higiene bucal, correspondendo a 87,9%.
Desses 6 (100%) são acadêmicos, bolsista, estagiário, jovem aprendiz e residente; 1 (100%) Gerente de Enfermagem da Linha de Cuidado Clínico; 164 (95%) enfermeiros; 466 (85%) técnicos de enfermagem; 10 (77%) enfermeiros obstetras; 55 (87%) fisioterapeutas; 10 (100%) fonoaudiólogos; 7 (88%) nutricionistas e 7 (100%) terapeutas ocupacionais.
Os 12,1% dos profissionais que não realizaram o treinamento, correspondem a profissionais em férias ou afastados no período da vigência do treinamento.
Em relação ao questionário, os profissionais foram perguntados sobre a carga horária da ação educativa e, 44,1% responderam ótimo, 48,1% bom, 6,9% regular, 1% ruim e 0,3% péssimo.
Sobre a qualidade do material apresentado (vídeo e materiais de consulta), 44,7% responderam ótimo, 48,8% bom, 5,1% regular, 1% ruim e 0,3% péssimo.
Em relação a oratória do instrutor (clareza das informações apresentadas, tom de voz e objetividade na fala), 41,4% ótimo, 50,2% bom, 6,8% regular, 1% ruim e 0,7% péssimo.
Sobre a capacidade de reter a atenção durante o treinamento, 43,4% foi ótimo, 48,1% bom, 6,8% regular, 1% ruim e 0,7% péssimo.
Sobre a capacidade do conteúdo em estimular a mudança na sua prática cotidiana, 25,8% responderam que foi ótima, 61,7% bom, 10,5% regular, 1,7% ruim e 0,3% péssimo.
Sobre avaliar o seu conhecimento sobre o assunto antes da ação educativa, 45,8% responderam que era ótimo, 48,1% bom, 5,1% regular, 0,7% ruim e 0,3% péssimo.
Sobre a avaliação do seu conhecimento sobre o assunto após a ação educativa, 42,4% ótimo, 47,1% bom, 8,1% regular, 1,4% ruim e 1% péssimo.
Quando questionado sobre qual formato o conteúdo deve ser apresentado, 82,7% responderam on-line e 17,3% presencial.
De forma geral, quando questionado sobre a avaliação da ação educativa, considerando zero como péssima e dez como excelente, 91,2% dos entrevistados responderam a ação entre 5 a 10 pontos e 8,8% responderam de 0 a 5 pontos.
Conclusão: O treinamento de higiene bucal foi considerado satisfatório.
Interessante ressaltar que o treinamento foi considerado por 93,5% dos participantes de ótima/boa qualidade, 91,6% com ótima/boa clareza das informações, 91,5% com ótima/boa retenção de conteúdo e 87,5% dos participantes foram estimulados a mudança positiva na sua prática cotidiana.
Considerações Finais: O treinamento de higiene bucal é um fator importante e que deve ser estimulado regularmente garantindo a atualização dos conteúdos e o aprimoramento técnico cientifico.

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