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Prevalência e teste de susceptibilidades a antibacterianos em gestantes atendidas em um município do Sertão Central do Ceará
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A infecção do trato urinário (ITU) caracteriza-se pela presença de microrganismos na urina. Estas bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, a uretra causando uretrite, até o rim, causando pielonefrite. A infecção urinária pode se manifestar de diversas maneiras, ou ser assintomática. Entre os principais agentes envolvidos na infecção do trato urinário estão Escherichia coli, Proteus sp., Staphylococcus saprophyticus, Klebsiella sp., Enterobacter sp. e Enterococcus sp., sendo E. coli, o microrganismo mais comumente isolado. A cultura de urina deve ser usada como um procedimento de rotina na primeira visita pré-natal. O tratamento da bacteriúria assintomática previne complicações na gestação como pielonefrite aguda. O objetivo do estudo é verificar a prevalência de infecção urinária e a realização do teste de susceptibilidade em gestantes atendidas no Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do município de Banabuiú-CE, assim como determinar a incidência de sensibilidade e resistência aos antibacterianos no grupo em estudo, visto que no município 100% das mulheres são tratadas empiricamente. O estudo foi analítico e prospectivo com abordagem do tipo quali-quantitativo. Foi aplicado um questionário para as gestantes no LAC, onde as urinas foram coletadas. Os dados foram coletados de abril a maio de 2014. Nos resultados obtidos do estudo, das 30 gestantes entrevistadas, 4 (13,33%) tinham entre 15-18 anos, 12 (40%) tinham entre 19-25 anos e 14 (46,66%) tinham entre 26-35 anos de idade. Quanto à escolaridade das entrevistadas, foi possível observar uma maioria de 16 (53,33%) gestantes com Ensino Fundamental Incompleto (EFI). Em relação à renda familiar, 24 (80%) possuem uma renda mensal, inferior a um salário mínimo; e apenas 6 (20%) recebem mais de um salário mínimo. Foi realizado o sumário de urina com todas as 30 participantes do estudo, as alterações no exame qualitativo de urina, tais como: presença de leucócitos, bactérias e nitrito positivo ou negativo, características de ITU, foi observada em 6 (20%) gestantes e em 24 (80%) não apresentaram tais alterações. O uropatógeno isolado nas 6 urinas foi a E. coli, mostrando sensibilidade a Ácido nalixidico, Cefalexina, Gentamicina, Nitrofurantoína, Sulfametoxazol/Trimetropim; e resistência a Amoxicilina e Ampicilina. A partir dos resultados obtidos com os antibiogramas realizados foi possível estabelecer esquemas de tratamento para as bacteriúrias encontradas, conclui-se que o diagnóstico correto das ITU se torna importante, pois permite a aplicação de um tratamento adequado, evitando o uso indiscriminado de antimicrobianos, pois o aumento da resistência bacteriana acarreta dificuldades no controle da infecção e contribui para o aumento do custo do tratamento.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Cinara Pessoa Vidal
Karla Bruna Nogueira Torres Barros
Liene Ribeiro De Lima
Maria Luisa De Macedo Arraes
Deive Ribeiro Brito
Carla Patricia De Almeida Oliveira
Leina Mercia De Oliveira Vasconcelos
Donato Mileno Barreira Filho
Victoria De Almeida Costa
Carla Alves Dos Santos
Telina Alzira Ribeiro Costa
Terezinha Pessoa Lima
Sylas Rhuan Pereira Soares Da Silva Portácio
Edmir Geraldo Siqueira Fraga
Karisa Vieira Rodrigues
Title: Prevalência e teste de susceptibilidades a antibacterianos em gestantes atendidas em um município do Sertão Central do Ceará
Description:
A infecção do trato urinário (ITU) caracteriza-se pela presença de microrganismos na urina.
Estas bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, a uretra causando uretrite, até o rim, causando pielonefrite.
A infecção urinária pode se manifestar de diversas maneiras, ou ser assintomática.
Entre os principais agentes envolvidos na infecção do trato urinário estão Escherichia coli, Proteus sp.
, Staphylococcus saprophyticus, Klebsiella sp.
, Enterobacter sp.
e Enterococcus sp.
, sendo E.
coli, o microrganismo mais comumente isolado.
A cultura de urina deve ser usada como um procedimento de rotina na primeira visita pré-natal.
O tratamento da bacteriúria assintomática previne complicações na gestação como pielonefrite aguda.
O objetivo do estudo é verificar a prevalência de infecção urinária e a realização do teste de susceptibilidade em gestantes atendidas no Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do município de Banabuiú-CE, assim como determinar a incidência de sensibilidade e resistência aos antibacterianos no grupo em estudo, visto que no município 100% das mulheres são tratadas empiricamente.
O estudo foi analítico e prospectivo com abordagem do tipo quali-quantitativo.
Foi aplicado um questionário para as gestantes no LAC, onde as urinas foram coletadas.
Os dados foram coletados de abril a maio de 2014.
Nos resultados obtidos do estudo, das 30 gestantes entrevistadas, 4 (13,33%) tinham entre 15-18 anos, 12 (40%) tinham entre 19-25 anos e 14 (46,66%) tinham entre 26-35 anos de idade.
Quanto à escolaridade das entrevistadas, foi possível observar uma maioria de 16 (53,33%) gestantes com Ensino Fundamental Incompleto (EFI).
Em relação à renda familiar, 24 (80%) possuem uma renda mensal, inferior a um salário mínimo; e apenas 6 (20%) recebem mais de um salário mínimo.
Foi realizado o sumário de urina com todas as 30 participantes do estudo, as alterações no exame qualitativo de urina, tais como: presença de leucócitos, bactérias e nitrito positivo ou negativo, características de ITU, foi observada em 6 (20%) gestantes e em 24 (80%) não apresentaram tais alterações.
O uropatógeno isolado nas 6 urinas foi a E.
coli, mostrando sensibilidade a Ácido nalixidico, Cefalexina, Gentamicina, Nitrofurantoína, Sulfametoxazol/Trimetropim; e resistência a Amoxicilina e Ampicilina.
A partir dos resultados obtidos com os antibiogramas realizados foi possível estabelecer esquemas de tratamento para as bacteriúrias encontradas, conclui-se que o diagnóstico correto das ITU se torna importante, pois permite a aplicação de um tratamento adequado, evitando o uso indiscriminado de antimicrobianos, pois o aumento da resistência bacteriana acarreta dificuldades no controle da infecção e contribui para o aumento do custo do tratamento.
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