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JOÃO GILBERTO NOLL: UM CONTEMPORÂNEO DE NOSSA VERTIGEM ESPECULAR

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Propõe-se indicar João Gilberto Noll como escritor fundamental para pensar a literatura do século XXI, especificamente no romance Lorde (2004). Usando uma linguagem indissociável entre prosa e poesia, o escritor é um contemporâneo ao criar narrativas à margem da exigência do espetáculo editorial e narrar “com o olhar fixo no seu tempo, para perceber não as luzes, mas o escuro” (AGAMBEN, 2009). A hipótese de contemporaneidade literária é a de que, com Lorde, é possível estabelecer uma aproximação com o desterramento, o desenlace, a provisoriedade, a melancolia que marca o nosso tempo – nosso e o da literatura. Longe do consumo, da submissão ao ‘vale-tudo’ da felicidade como meta, o protagonista é frágil, inseguro e só. A contemporaneidade em João Gilberto Noll está numa literatura que não facilita, não é ‘produtiva’, mas é potente ao confrontar, ameaçar e mostrar ‘identidades’ em deterioração, nas imagens que o espelho que essa literatura retrata. AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Trad. Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó (SC): Argos, 2009.DELEUZE, G. Post-scriptum. Sobre as sociedades de controle. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 1992. Disponível em: http://www.somaterapia.com.br/wp/wp-content/uploads/2013/05/Deleuze-Post-scriptum-sobre-sociedades-de-controle.pdf Acessado em 02/02/2019GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos. Sobre a inespecificidade na estética contemporânea. Trad. Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014a._______. Formas do não pertencimento na estética contemporânea. Curso intensivo ministrado na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), em abril de 2014, 2014b.HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Trad. Enio Paulo Gianchini. Petrópolis (RJ): Vozes, 2015.NOLL, João Gilberto. Lorde. São Paulo: Francis, 2004._______. O avesso do conhecimento. Instituto Moreira Salles. s/d. Disponível em: https://ims.com.br/titular-colecao/joao-gilberto-noll/ Acessado em: 02/07/2018.PELBART, Peter Pall. A vertigem por um fio. Políticas da subjetividade contemporânea. São Paulo: Iluminuras, 2000._______. O avesso do niilismo. Cartografias do esgotamento. São Paulo: n-1 Edições, 2013.PERRONE-MOISÉS, Leyla. Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.SÜSSEKIND, Flora.  A voz e a série. Rio de Janeiro: Sette Letras; Belo Horizonte: UFMG, 1998.
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB
Title: JOÃO GILBERTO NOLL: UM CONTEMPORÂNEO DE NOSSA VERTIGEM ESPECULAR
Description:
Propõe-se indicar João Gilberto Noll como escritor fundamental para pensar a literatura do século XXI, especificamente no romance Lorde (2004).
Usando uma linguagem indissociável entre prosa e poesia, o escritor é um contemporâneo ao criar narrativas à margem da exigência do espetáculo editorial e narrar “com o olhar fixo no seu tempo, para perceber não as luzes, mas o escuro” (AGAMBEN, 2009).
A hipótese de contemporaneidade literária é a de que, com Lorde, é possível estabelecer uma aproximação com o desterramento, o desenlace, a provisoriedade, a melancolia que marca o nosso tempo – nosso e o da literatura.
Longe do consumo, da submissão ao ‘vale-tudo’ da felicidade como meta, o protagonista é frágil, inseguro e só.
A contemporaneidade em João Gilberto Noll está numa literatura que não facilita, não é ‘produtiva’, mas é potente ao confrontar, ameaçar e mostrar ‘identidades’ em deterioração, nas imagens que o espelho que essa literatura retrata.
AGAMBEN, Giorgio.
O que é o contemporâneo? e outros ensaios.
Trad.
Vinícius Nicastro Honesko.
Chapecó (SC): Argos, 2009.
DELEUZE, G.
Post-scriptum.
Sobre as sociedades de controle.
Trad.
Peter Pál Pelbart.
São Paulo: Editora 34, 1992.
Disponível em: http://www.
somaterapia.
com.
br/wp/wp-content/uploads/2013/05/Deleuze-Post-scriptum-sobre-sociedades-de-controle.
pdf Acessado em 02/02/2019GARRAMUÑO, Florencia.
Frutos estranhos.
Sobre a inespecificidade na estética contemporânea.
Trad.
Carlos Nougué.
Rio de Janeiro: Rocco, 2014a.
_______.
Formas do não pertencimento na estética contemporânea.
Curso intensivo ministrado na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), em abril de 2014, 2014b.
HAN, Byung-Chul.
Sociedade do cansaço.
Trad.
Enio Paulo Gianchini.
Petrópolis (RJ): Vozes, 2015.
NOLL, João Gilberto.
Lorde.
São Paulo: Francis, 2004.
_______.
O avesso do conhecimento.
Instituto Moreira Salles.
s/d.
Disponível em: https://ims.
com.
br/titular-colecao/joao-gilberto-noll/ Acessado em: 02/07/2018.
PELBART, Peter Pall.
A vertigem por um fio.
Políticas da subjetividade contemporânea.
São Paulo: Iluminuras, 2000.
_______.
O avesso do niilismo.
Cartografias do esgotamento.
São Paulo: n-1 Edições, 2013.
PERRONE-MOISÉS, Leyla.
Mutações da literatura no século XXI.
São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
SÜSSEKIND, Flora.
  A voz e a série.
Rio de Janeiro: Sette Letras; Belo Horizonte: UFMG, 1998.

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