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Imaginário, saberes e religiosidade amazônica na poesia de Bruno de Menezes

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Este trabalho busca-se analisar a literatura na perspectiva negra. Neste sentido um autor que pode ser trabalhado em sala de aula é Bruno de Menezes. Poeta modernista que consegue dar ao negro uma posição até então subestimada por outros autores. A partir da leitura de Bruno de Menezes os alunos podem ser convidados a fazer sua própria poesia. Deste modo, não somente com o poeta Bruno de Menezes, mas qualquer assunto relacionado a África pode ser uma forma de incentivar e estimular a poesia. Mas aqui destaca-se a literatura brasileira, pois ocorrem dois momentos. No primeiro, é observada a condição escravista dos negros, de modo que suas ações expressam somente a opressão vivida pelos mesmos. O domínio das letras pertencia à elite intelectual, senhores de escravos que enviavam seus filhos a Europa e quando retornavam, continuavam o processo de escravidão. A partir da influência iluminista houve certo avanço no que diz respeito à concepção de política escravista. No entanto, isto não foi suficiente para mudar o regime, uma vez que havia o interesse capitalista. O negro de escravo passa a ser operário da classe burguesa. Neste momento, poetas como Castro Alves, ainda apresentam um negro sem reação diante da opressão vivida por sua classe. Num segundo momento, especialmente no século XX, poetas da Escola Modernista apontam para as contribuições do negro, quer sejam no âmbito cultural, econômico, religioso, político e social. Um grande expoente foi o poeta Bruno de Menezes, o qual enfatiza não só a estética negra como algo belo, mas, sobretudo as contribuições dos agentes negros que a historiografia e a literatura ofuscaram. Saindo da perspectiva positivista que exaltava somente grandes heróis como a Princesa Isabel, pois mesmo ela segundo consta foi influenciada pelos milagres de Nossa Senhora Aparecida quando os elos da corrente de um negro foram quebrados por um milagre da santa.  Assim, as mães pretas, os capoeiristas dentre outros, são cidadãos que aparecem como sujeitos do processo de emancipação negra. Neste sentido, acredita-se que os negros tomam consciência de classe e inauguram um novo momento dentro da literatura recebendo influências da concepção marxista para expressar um novo contexto que é de suma importância para romper com teorias literárias burguesas as quais reduziam a literatura numa concepção estrutural passando para uma escrita engajada. Isto não significa dizer que antes os negros não escreviam, entretanto suas produções não eram consideradas interessantes para os que desejavam permanecer com seu status quo.  Negavam assim a contribuição daqueles que foram instrumentos de desenvolvimento do Brasil. Este estudo dará ênfase para o segundo momento da literatura brasileira baseando-se nos poemas de Bruno de Menezes bem como nos trabalhos publicados pelos autores Costa(2009); Luciano e Neto (2009).
Title: Imaginário, saberes e religiosidade amazônica na poesia de Bruno de Menezes
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Este trabalho busca-se analisar a literatura na perspectiva negra.
Neste sentido um autor que pode ser trabalhado em sala de aula é Bruno de Menezes.
Poeta modernista que consegue dar ao negro uma posição até então subestimada por outros autores.
A partir da leitura de Bruno de Menezes os alunos podem ser convidados a fazer sua própria poesia.
Deste modo, não somente com o poeta Bruno de Menezes, mas qualquer assunto relacionado a África pode ser uma forma de incentivar e estimular a poesia.
Mas aqui destaca-se a literatura brasileira, pois ocorrem dois momentos.
No primeiro, é observada a condição escravista dos negros, de modo que suas ações expressam somente a opressão vivida pelos mesmos.
O domínio das letras pertencia à elite intelectual, senhores de escravos que enviavam seus filhos a Europa e quando retornavam, continuavam o processo de escravidão.
A partir da influência iluminista houve certo avanço no que diz respeito à concepção de política escravista.
No entanto, isto não foi suficiente para mudar o regime, uma vez que havia o interesse capitalista.
O negro de escravo passa a ser operário da classe burguesa.
Neste momento, poetas como Castro Alves, ainda apresentam um negro sem reação diante da opressão vivida por sua classe.
Num segundo momento, especialmente no século XX, poetas da Escola Modernista apontam para as contribuições do negro, quer sejam no âmbito cultural, econômico, religioso, político e social.
Um grande expoente foi o poeta Bruno de Menezes, o qual enfatiza não só a estética negra como algo belo, mas, sobretudo as contribuições dos agentes negros que a historiografia e a literatura ofuscaram.
Saindo da perspectiva positivista que exaltava somente grandes heróis como a Princesa Isabel, pois mesmo ela segundo consta foi influenciada pelos milagres de Nossa Senhora Aparecida quando os elos da corrente de um negro foram quebrados por um milagre da santa.
  Assim, as mães pretas, os capoeiristas dentre outros, são cidadãos que aparecem como sujeitos do processo de emancipação negra.
Neste sentido, acredita-se que os negros tomam consciência de classe e inauguram um novo momento dentro da literatura recebendo influências da concepção marxista para expressar um novo contexto que é de suma importância para romper com teorias literárias burguesas as quais reduziam a literatura numa concepção estrutural passando para uma escrita engajada.
Isto não significa dizer que antes os negros não escreviam, entretanto suas produções não eram consideradas interessantes para os que desejavam permanecer com seu status quo.
  Negavam assim a contribuição daqueles que foram instrumentos de desenvolvimento do Brasil.
Este estudo dará ênfase para o segundo momento da literatura brasileira baseando-se nos poemas de Bruno de Menezes bem como nos trabalhos publicados pelos autores Costa(2009); Luciano e Neto (2009).

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