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Curso de extensão de monitores de leitura: caminhos formativos não escolares no Presídio Baldomero, Alagoas
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O acesso à educação em contextos de privação de liberdade é um direito fundamental e um instrumento de transformação humana e social. No entanto, processos formativos de monitores de leitura privados de liberdade são escassos, quase inexistem. Pensando nisso, este artigo apresenta uma extensão universitária, de educação não escolar, com evidências da sua importância para o fortalecimento de práticas educativas emancipatórias numa iniciativa do Grupo de Pesquisa e Extensão Educação em Prisões (GPEP), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em parceria com a SERIS, 16a VEP e CCM, foi realizado o Curso de Extensão de Formação de Monitores de Leitura, no Presídio Baldomero, em Maceió- AL. O referido curso é articulado ao Projeto “Livros que Libertam”, uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Alagoas, que propõe ampliação de acesso à leitura para pessoas privadas de liberdade no sistema prisional de Alagoas. Nesse contexto, o curso de extensão tem como objetivos: oportunizar a formação de monitores para a mediação da leitura junto às demais pessoas privadas de liberdade, com diferentes níveis de letramento; refletir criticamente o papel pedagógico, social e político da leitura no contexto prisional; desenvolver práticas e estratégias de leitura, organização, registro, conservação e circulação de acervos literários nas unidades prisionais, com atenção à acessibilidade e à inclusão de pessoas com deficiência; fortalecer os princípios de co-responsabilidade, respeito e cooperação entre os participantes do projeto; estimular a produção e o registro de experiências leitoras como forma de documentação, memória e valorização da ação educativa. Com carga horária de 60 horas, o curso combinou oficinas, rodas de leitura, estudos orientados, produção de relatos e elaboração de planos de ação, privilegiando metodologias dialógicas, participativas e problematizadoras. O curso revelou que a formação vai além do aspecto técnico, pois fortalece o protagonismo dos monitores, amplia o acesso à leitura e contribui para práticas educativas emancipatórias no contexto prisional. Nesse sentido, conclui-se que a extensão universitária, em parceria com instituições e órgãos públicos, reconhece os privados de liberdade como sujeitos ativos, reafirma seu compromisso social e seu papel transformador em espaços historicamente marcados pela negação de direitos.
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/Edicoes UESB
Title: Curso de extensão de monitores de leitura: caminhos formativos não escolares no Presídio Baldomero, Alagoas
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O acesso à educação em contextos de privação de liberdade é um direito fundamental e um instrumento de transformação humana e social.
No entanto, processos formativos de monitores de leitura privados de liberdade são escassos, quase inexistem.
Pensando nisso, este artigo apresenta uma extensão universitária, de educação não escolar, com evidências da sua importância para o fortalecimento de práticas educativas emancipatórias numa iniciativa do Grupo de Pesquisa e Extensão Educação em Prisões (GPEP), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em parceria com a SERIS, 16a VEP e CCM, foi realizado o Curso de Extensão de Formação de Monitores de Leitura, no Presídio Baldomero, em Maceió- AL.
O referido curso é articulado ao Projeto “Livros que Libertam”, uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Alagoas, que propõe ampliação de acesso à leitura para pessoas privadas de liberdade no sistema prisional de Alagoas.
Nesse contexto, o curso de extensão tem como objetivos: oportunizar a formação de monitores para a mediação da leitura junto às demais pessoas privadas de liberdade, com diferentes níveis de letramento; refletir criticamente o papel pedagógico, social e político da leitura no contexto prisional; desenvolver práticas e estratégias de leitura, organização, registro, conservação e circulação de acervos literários nas unidades prisionais, com atenção à acessibilidade e à inclusão de pessoas com deficiência; fortalecer os princípios de co-responsabilidade, respeito e cooperação entre os participantes do projeto; estimular a produção e o registro de experiências leitoras como forma de documentação, memória e valorização da ação educativa.
Com carga horária de 60 horas, o curso combinou oficinas, rodas de leitura, estudos orientados, produção de relatos e elaboração de planos de ação, privilegiando metodologias dialógicas, participativas e problematizadoras.
O curso revelou que a formação vai além do aspecto técnico, pois fortalece o protagonismo dos monitores, amplia o acesso à leitura e contribui para práticas educativas emancipatórias no contexto prisional.
Nesse sentido, conclui-se que a extensão universitária, em parceria com instituições e órgãos públicos, reconhece os privados de liberdade como sujeitos ativos, reafirma seu compromisso social e seu papel transformador em espaços historicamente marcados pela negação de direitos.
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