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O PROJETO QUAL(IS) LÍNGUA(S) VOCÊ FALA? E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE AS LÍNGUAS INDÍGENAS DO OIAPOQUE
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O presente estudo analisa o papel da divulgação científica no projeto Qual(is) língua(s) você fala? Rumo a identificação e salvaguarda das línguas indígenas do Oiapoque, que visa fomentar o reconhecimento das línguas Kheuól Karipuna, Kheuól Galibi-Marworno, Parikwaki (Palikur) e Kali’na por meio do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). A divulgação científica, conforme Brossard e Lewenstein (2009), envolve estratégias que tornam o conhecimento acadêmico acessível a públicos diversos, aproximando pesquisadores, comunidades indígenas e sociedade em geral. Amparados em Massarani e Moreira (2016), para quem a divulgação científica tem a função de ampliar o acesso ao conhecimento, estimular o pensamento crítico e contribuir para a formação cidadã, não se restringindo a um fluxo de informações unidirecional; e nos pressupostos de Brossard e Lewenstein (2009), que salientam a importância de utilizar múltiplas plataformas e formatos, como redes sociais, podcasts e materiais educativos interativos, para alcançar efetivamente a população e fomentar o engajamento; é que refletimos sobre os impactos da divulgação científica do Projeto, que está promovendo a alfabetização científica sobre as línguas indígenas do Oiapoque, de forma clara, crítica e informada, com conteúdos divulgados no Instagram @quaislinguasvocefala. A metodologia baseia-se na análise crítica do discurso (Fairclough, 2003) aplicada à produção dos conteúdos, examinando como a linguagem influencia a percepção das línguas indígenas e sua legitimidade no espaço público. Os resultados apontam que a divulgação científica desempenha um papel fundamental na ressignificação dos povos e línguas indígenas do Oiapoque, combatendo estereótipos como a ideia de ‘povos atrasados” e “línguas primitivas” e questionando o prestígio desigual entre o português e as línguas indígenas. Destaca-se também que a visibilidade digital amplia a circulação do conhecimento acadêmico, promovendo maior engajamento das comunidades indígenas na defesa de seus direitos linguísticos. Conclui-se que estratégias de divulgação científica funcionam como um dispositivo de diálogo, inclusão e transformação social, sobretudo quando aplicada à salvaguarda das línguas indígenas do Oiapoque.
Title: O PROJETO QUAL(IS) LÍNGUA(S) VOCÊ FALA? E A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE AS LÍNGUAS INDÍGENAS DO OIAPOQUE
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O presente estudo analisa o papel da divulgação científica no projeto Qual(is) língua(s) você fala? Rumo a identificação e salvaguarda das línguas indígenas do Oiapoque, que visa fomentar o reconhecimento das línguas Kheuól Karipuna, Kheuól Galibi-Marworno, Parikwaki (Palikur) e Kali’na por meio do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL).
A divulgação científica, conforme Brossard e Lewenstein (2009), envolve estratégias que tornam o conhecimento acadêmico acessível a públicos diversos, aproximando pesquisadores, comunidades indígenas e sociedade em geral.
Amparados em Massarani e Moreira (2016), para quem a divulgação científica tem a função de ampliar o acesso ao conhecimento, estimular o pensamento crítico e contribuir para a formação cidadã, não se restringindo a um fluxo de informações unidirecional; e nos pressupostos de Brossard e Lewenstein (2009), que salientam a importância de utilizar múltiplas plataformas e formatos, como redes sociais, podcasts e materiais educativos interativos, para alcançar efetivamente a população e fomentar o engajamento; é que refletimos sobre os impactos da divulgação científica do Projeto, que está promovendo a alfabetização científica sobre as línguas indígenas do Oiapoque, de forma clara, crítica e informada, com conteúdos divulgados no Instagram @quaislinguasvocefala.
A metodologia baseia-se na análise crítica do discurso (Fairclough, 2003) aplicada à produção dos conteúdos, examinando como a linguagem influencia a percepção das línguas indígenas e sua legitimidade no espaço público.
Os resultados apontam que a divulgação científica desempenha um papel fundamental na ressignificação dos povos e línguas indígenas do Oiapoque, combatendo estereótipos como a ideia de ‘povos atrasados” e “línguas primitivas” e questionando o prestígio desigual entre o português e as línguas indígenas.
Destaca-se também que a visibilidade digital amplia a circulação do conhecimento acadêmico, promovendo maior engajamento das comunidades indígenas na defesa de seus direitos linguísticos.
Conclui-se que estratégias de divulgação científica funcionam como um dispositivo de diálogo, inclusão e transformação social, sobretudo quando aplicada à salvaguarda das línguas indígenas do Oiapoque.
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