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Perfil farmacoterapêutico de pacientes que utilizam insulina em uma unidade saúde da família

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Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é conceituado como uma doença metabólica caracterizada pelo aumento da glicemia sérica, o tratamento envolve mudanças de hábitos de vida. Para o uso da insulina é necessário que o indivíduo aprenda critérios de administração, armazenamento e transporte, pois a ação deste medicamento está diretamente relacionada a fatores envolvidos desde a aquisição até a administração. Objetivo: Caracterizar o perfil farmacoterapêutico de pacientes que utilizam insulina na Unidade Saúde da Família II (USF) do bairro Campo Limpo em Feira de Santana – BA. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo, tendo como participantes 20 pacientes cadastrados na USF que utilizam insulina. Realizou-se visitas domiciliares acompanhadas pelos Agentes Comunitários de Saúde no período de Dezembro de 2016 a Fevereiro de 2017 para coleta de dados através da aplicação de um questionário específico contendo questões abertas e fechadas. Essa pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UEFS com parecer n° 1.842.331. Resultados: 90% das pessoas possuíam outra patologia além do DM, sendo que 67% destes eram hipertensos; 85% têm histórico de DM na família; apenas 31% estão com o peso ideal levando em consideração o Índice de Massa Corpórea. Notou-se que 55% dos pacientes não praticam atividade física. Quanto ao cuidado com os pés, apenas 40% o realizam diariamente. Apenas 10% realizam o monitoramento da glicemia diariamente. Em relação à última dosagem glicêmica, pôde-se contabilizar que em 81% dos pacientes a glicemia estava elevada em relação aos valores de referência. 70% já tiveram reação adversa por pelo menos um dos medicamentos que utiliza, sendo que 36% tiveram hipoglicemia devido ao uso da insulina e 14% desconforto gastrointestinal como uso da metformina. Em relação ao uso da insulina, 50% dos pacientes relataram não fazer a autoadministração, 25% não realizam o rodízio no ato da aplicação e 60% fazem o rodízio somente em dois locais; 60% armazenam a insulina de forma incorreta, colocando-a na porta da geladeira. É importante apontar que 50% dos pacientes afirmaram deixar de utilizar pelo menos um dos seus medicamentos de uso contínuo nos últimos 15 dias que antecederam a visita. Conclusão: A partir do perfil traçado é possível notar a necessidade dos pacientes em obter informações indispensáveis para o sucesso na sua terapia e controle glicêmico, como orientações para o autocuidado, aplicação, adesão à terapêutica e monitoramento. A inserção do farmacêutico na equipe multidisciplinar da USF poderá contribuir para a realização de atividades de educação em saúde, dispensação e acompanhamento farmacoterapêutico trazendo impactos significativos para a promoção do uso racional de medicamentos.
Title: Perfil farmacoterapêutico de pacientes que utilizam insulina em uma unidade saúde da família
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Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é conceituado como uma doença metabólica caracterizada pelo aumento da glicemia sérica, o tratamento envolve mudanças de hábitos de vida.
Para o uso da insulina é necessário que o indivíduo aprenda critérios de administração, armazenamento e transporte, pois a ação deste medicamento está diretamente relacionada a fatores envolvidos desde a aquisição até a administração.
Objetivo: Caracterizar o perfil farmacoterapêutico de pacientes que utilizam insulina na Unidade Saúde da Família II (USF) do bairro Campo Limpo em Feira de Santana – BA.
Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo, tendo como participantes 20 pacientes cadastrados na USF que utilizam insulina.
Realizou-se visitas domiciliares acompanhadas pelos Agentes Comunitários de Saúde no período de Dezembro de 2016 a Fevereiro de 2017 para coleta de dados através da aplicação de um questionário específico contendo questões abertas e fechadas.
Essa pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UEFS com parecer n° 1.
842.
331.
Resultados: 90% das pessoas possuíam outra patologia além do DM, sendo que 67% destes eram hipertensos; 85% têm histórico de DM na família; apenas 31% estão com o peso ideal levando em consideração o Índice de Massa Corpórea.
Notou-se que 55% dos pacientes não praticam atividade física.
Quanto ao cuidado com os pés, apenas 40% o realizam diariamente.
Apenas 10% realizam o monitoramento da glicemia diariamente.
Em relação à última dosagem glicêmica, pôde-se contabilizar que em 81% dos pacientes a glicemia estava elevada em relação aos valores de referência.
70% já tiveram reação adversa por pelo menos um dos medicamentos que utiliza, sendo que 36% tiveram hipoglicemia devido ao uso da insulina e 14% desconforto gastrointestinal como uso da metformina.
Em relação ao uso da insulina, 50% dos pacientes relataram não fazer a autoadministração, 25% não realizam o rodízio no ato da aplicação e 60% fazem o rodízio somente em dois locais; 60% armazenam a insulina de forma incorreta, colocando-a na porta da geladeira.
É importante apontar que 50% dos pacientes afirmaram deixar de utilizar pelo menos um dos seus medicamentos de uso contínuo nos últimos 15 dias que antecederam a visita.
Conclusão: A partir do perfil traçado é possível notar a necessidade dos pacientes em obter informações indispensáveis para o sucesso na sua terapia e controle glicêmico, como orientações para o autocuidado, aplicação, adesão à terapêutica e monitoramento.
A inserção do farmacêutico na equipe multidisciplinar da USF poderá contribuir para a realização de atividades de educação em saúde, dispensação e acompanhamento farmacoterapêutico trazendo impactos significativos para a promoção do uso racional de medicamentos.

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