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ENTRE A NATUREZA E A LINGUAGEM: UMA ANÁLISE DE O QUINZE, DE RACHEL DE QUEIROZ, NA PERSPECTIVA DA ECOCRÍTICA E DA GEOGRAFIA HUMANÍSTICA
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Desde os primórdios da literatura brasileira, um tema bastante abordado é o da natureza. Ao longo dos anos, o campo literário tem sido um espaço de representações das relações entre o ser humano e o ambiente que o cerca, especialmente a literatura do século XX que, por sua vez, é marcada por um caráter regionalista. De modo geral, o objetivo deste artigo foi analisar o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz (2024), à luz da Ecocrítica, de Greg Garrard (2006), e da Geografia Humanística, com base nos estudos de Yi-Fu Tuan (1983; 2012). Utilizamos uma abordagem qualitativa, de natureza básica, com objetivo exploratório e procedimentos bibliográficos. A análise é feita a partir do corpus composto por trechos da obra, em que o espaço assume papel simbólico, afetivo e narrativo, funcionando como agente de expulsão, sofrimento ou pertencimento. Com o estudo, percebemos que o sertão não é apenas um espaço natural da narrativa, mas trata-se de um personagem vivo, testemunha e vítima da ação humana. O sertão, por vezes inóspito, também é lugar de memória, resistência e esperança. Assim, o estudo evidencia como O Quinze denuncia as relações entre colapso ambiental e injustiça social e promove uma leitura crítica do espaço, lugar e sua relação com o ser humano.
Title: ENTRE A NATUREZA E A LINGUAGEM: UMA ANÁLISE DE O QUINZE, DE RACHEL DE QUEIROZ, NA PERSPECTIVA DA ECOCRÍTICA E DA GEOGRAFIA HUMANÍSTICA
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Desde os primórdios da literatura brasileira, um tema bastante abordado é o da natureza.
Ao longo dos anos, o campo literário tem sido um espaço de representações das relações entre o ser humano e o ambiente que o cerca, especialmente a literatura do século XX que, por sua vez, é marcada por um caráter regionalista.
De modo geral, o objetivo deste artigo foi analisar o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz (2024), à luz da Ecocrítica, de Greg Garrard (2006), e da Geografia Humanística, com base nos estudos de Yi-Fu Tuan (1983; 2012).
Utilizamos uma abordagem qualitativa, de natureza básica, com objetivo exploratório e procedimentos bibliográficos.
A análise é feita a partir do corpus composto por trechos da obra, em que o espaço assume papel simbólico, afetivo e narrativo, funcionando como agente de expulsão, sofrimento ou pertencimento.
Com o estudo, percebemos que o sertão não é apenas um espaço natural da narrativa, mas trata-se de um personagem vivo, testemunha e vítima da ação humana.
O sertão, por vezes inóspito, também é lugar de memória, resistência e esperança.
Assim, o estudo evidencia como O Quinze denuncia as relações entre colapso ambiental e injustiça social e promove uma leitura crítica do espaço, lugar e sua relação com o ser humano.
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