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SÍNDROME DA ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

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A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) é uma condição complexa e multifatorial caracterizada por lesão pulmonar aguda e inflamação sistêmica. A SARA apresenta uma variedade de etiologias, mas os mecanismos envolvidos em sua evolução compartilham semelhanças significativas. Durante a patogênese da SARA, ocorre uma combinação de lesão direta nas células pulmonares e resposta inflamatória sistêmica aguda. A hipoxemia grave e refratária é uma característica chave, juntamente com a diminuição da complacência pulmonar e o desenvolvimento de infiltrados bilaterais nos pulmões. A SARA é classificada em três fases: fase exsudativa, fase subaguda e fase fibrótica. Na fase exsudativa, há uma resposta inflamatória excessiva, com aumento da permeabilidade capilar pulmonar, trombose microvascular e edema intersticial e alveolar. A fase subaguda é caracterizada pelo aumento do espaço morto alveolar, redução persistente da complacência pulmonar e hipoxemia. Na fase fibrótica, ocorre fibrose pulmonar difusa e obliteração da arquitetura alveolar normal. O diagnóstico da SARA baseia-se principalmente na combinação de critérios clínicos, exames laboratoriais e de imagem. A Definição de Berlim é amplamente utilizada para o diagnóstico e classificação dos pacientes com SARA. Estudos epidemiológicos revelaram que a SARA representa uma porcentagem significativa de internações em unidades de terapia intensiva, com altas taxas de morbidade e mortalidade. No entanto, cerca de 40% dos casos de SARA não são corretamente identificados pelos clínicos da atenção primária, resultando em atraso no início do tratamento adequado. Este trabalho utilizou a metodologia da revisão integrativa da literatura para ampliar o conhecimento sobre a SARA. Foram realizadas pesquisas em periódicos científicos, abrangendo um período de 2018 a maio de 2023. Os resultados mostraram que a lesão pulmonar aguda e a inflamação sistêmica são os principais mecanismos envolvidos na SARA, independentemente da causa subjacente. A compreensão dos mecanismos de lesão pulmonar e alterações na mecânica pulmonar é crucial para o desenvolvimento de estratégias de tratamento eficazes para a SARA. Em resumo, a SARA é uma síndrome grave com alta morbidade e mortalidade. A compreensão dos mecanismos envolvidos em sua patogênese e aprimoramento do diagnóstico e tratamento são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos dos pacientes com SARA.
Title: SÍNDROME DA ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
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A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) é uma condição complexa e multifatorial caracterizada por lesão pulmonar aguda e inflamação sistêmica.
A SARA apresenta uma variedade de etiologias, mas os mecanismos envolvidos em sua evolução compartilham semelhanças significativas.
Durante a patogênese da SARA, ocorre uma combinação de lesão direta nas células pulmonares e resposta inflamatória sistêmica aguda.
A hipoxemia grave e refratária é uma característica chave, juntamente com a diminuição da complacência pulmonar e o desenvolvimento de infiltrados bilaterais nos pulmões.
A SARA é classificada em três fases: fase exsudativa, fase subaguda e fase fibrótica.
Na fase exsudativa, há uma resposta inflamatória excessiva, com aumento da permeabilidade capilar pulmonar, trombose microvascular e edema intersticial e alveolar.
A fase subaguda é caracterizada pelo aumento do espaço morto alveolar, redução persistente da complacência pulmonar e hipoxemia.
Na fase fibrótica, ocorre fibrose pulmonar difusa e obliteração da arquitetura alveolar normal.
O diagnóstico da SARA baseia-se principalmente na combinação de critérios clínicos, exames laboratoriais e de imagem.
A Definição de Berlim é amplamente utilizada para o diagnóstico e classificação dos pacientes com SARA.
Estudos epidemiológicos revelaram que a SARA representa uma porcentagem significativa de internações em unidades de terapia intensiva, com altas taxas de morbidade e mortalidade.
No entanto, cerca de 40% dos casos de SARA não são corretamente identificados pelos clínicos da atenção primária, resultando em atraso no início do tratamento adequado.
Este trabalho utilizou a metodologia da revisão integrativa da literatura para ampliar o conhecimento sobre a SARA.
Foram realizadas pesquisas em periódicos científicos, abrangendo um período de 2018 a maio de 2023.
Os resultados mostraram que a lesão pulmonar aguda e a inflamação sistêmica são os principais mecanismos envolvidos na SARA, independentemente da causa subjacente.
A compreensão dos mecanismos de lesão pulmonar e alterações na mecânica pulmonar é crucial para o desenvolvimento de estratégias de tratamento eficazes para a SARA.
Em resumo, a SARA é uma síndrome grave com alta morbidade e mortalidade.
A compreensão dos mecanismos envolvidos em sua patogênese e aprimoramento do diagnóstico e tratamento são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos dos pacientes com SARA.

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