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Sepse precoce em prematuros de Unidades de Terapia Intensiva Neonatal

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Justificativa e Objetivos: apesar dos grandes avanços na assistência neonatal, os óbitos nesse período etário continuam elevados em todo o mundo, destacando-se a prematuridade e a sepse neonatal como as principais causas. Este estudo objetivou avaliar a incidência de sepse neonatal precoce e os fatores de risco materno e neonatal associados de prematuros internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais em uma cidade no interior da Bahia. Métodos: estudo de coorte não concorrente, incluindo 268 prematuros internados no dia do nascimento, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2017, acompanhados no período neonatal. Foram calculados a incidência de sepse neonatal precoce e seus fatores de risco. Utilizou-se, para análise multivariada, a regressão de Poisson com variância robusta, obtendo-se estimativas do Risco Relativo (RR) e dos respectivos Intervalos de Confiança (IC) de 95%. Considerou-se significância estatística quando valor de p ≤ 0,05. Resultados: incidência da sepse precoce foi 38% (102), sendo que 12,3% (33) tiveram sepse tratada pela clínica e 25,7% (69) apresentaram, também, pelo menos uma alteração laboratorial. O diagnóstico de sepse precoce presumida foi identificado em 63,4% (170); nenhuma sepse foi confirmada com cultura; e a sepse foi afastada em 25,5% (68) dos prematuros. Associaram-se positivamente ao desfecho nascer de parto vaginal (RR: 1,53; IC95%: 1,19-1,97), idade gestacional menor que 32 semanas (RR: 1,86; IC95%: 1,35-2,57), menor que 28 semanas (RR: 2,16; IC95%: 1,59-2,94) e Apgar 5º minuto menor que 7 (RR: 1,45; IC95%:1,14-1,83). Conclusão: houve elevada incidência de sepse precoce, comparada com as pesquisas internacionais e nacionais. Os resultados sugerem necessidade de estratégias para a prevenção da prematuridade e melhoria da assistência durante o parto.
Title: Sepse precoce em prematuros de Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
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Justificativa e Objetivos: apesar dos grandes avanços na assistência neonatal, os óbitos nesse período etário continuam elevados em todo o mundo, destacando-se a prematuridade e a sepse neonatal como as principais causas.
Este estudo objetivou avaliar a incidência de sepse neonatal precoce e os fatores de risco materno e neonatal associados de prematuros internados nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais em uma cidade no interior da Bahia.
Métodos: estudo de coorte não concorrente, incluindo 268 prematuros internados no dia do nascimento, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2017, acompanhados no período neonatal.
Foram calculados a incidência de sepse neonatal precoce e seus fatores de risco.
Utilizou-se, para análise multivariada, a regressão de Poisson com variância robusta, obtendo-se estimativas do Risco Relativo (RR) e dos respectivos Intervalos de Confiança (IC) de 95%.
Considerou-se significância estatística quando valor de p ≤ 0,05.
Resultados: incidência da sepse precoce foi 38% (102), sendo que 12,3% (33) tiveram sepse tratada pela clínica e 25,7% (69) apresentaram, também, pelo menos uma alteração laboratorial.
O diagnóstico de sepse precoce presumida foi identificado em 63,4% (170); nenhuma sepse foi confirmada com cultura; e a sepse foi afastada em 25,5% (68) dos prematuros.
Associaram-se positivamente ao desfecho nascer de parto vaginal (RR: 1,53; IC95%: 1,19-1,97), idade gestacional menor que 32 semanas (RR: 1,86; IC95%: 1,35-2,57), menor que 28 semanas (RR: 2,16; IC95%: 1,59-2,94) e Apgar 5º minuto menor que 7 (RR: 1,45; IC95%:1,14-1,83).
Conclusão: houve elevada incidência de sepse precoce, comparada com as pesquisas internacionais e nacionais.
Os resultados sugerem necessidade de estratégias para a prevenção da prematuridade e melhoria da assistência durante o parto.

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