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Desertificação e vulnerabilidade socioeconômica no Brasil: Semiárido, arenização no Sul e respostas de governança
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O artigo examina a desertificação como processo socioecológico complexo, resultante da interação entre variabilidade climática, uso intensivo dos recursos naturais e fragilidades institucionais na gestão do território. Com fundamento na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) e em literatura recente, analisa o contexto brasileiro, com ênfase no Semiárido, onde a combinação entre escassez hídrica, degradação dos solos, baixa resiliência produtiva e desigualdades estruturais amplia a vulnerabilidade de agricultores familiares e populações tradicionais. Em perspectiva comparada, o estudo distingue a desertificação, típica de zonas secas, de processos predominantes no Sul do Brasil, como arenização e erosão hídrica em solos arenosos submetidos a uso intensivo, destacando semelhanças e diferenças quanto às dinâmicas ambientais e aos efeitos socioeconômicos. O texto sistematiza impactos como insegurança alimentar, redução da produtividade, perda de renda, agravamento da pobreza, deslocamentos populacionais e comprometimento da sustentabilidade territorial. Também identifica limites das políticas públicas, especialmente a fragmentação institucional, a descontinuidade administrativa e a baixa articulação entre escalas de governo. Ao final, propõe diretrizes voltadas ao fortalecimento da governança territorial, à continuidade institucional, ao monitoramento ambiental e à integração entre ciência aplicada, planejamento e gestão pública.
Editoriales Iberoamericanos
Title: Desertificação e vulnerabilidade socioeconômica no Brasil: Semiárido, arenização no Sul e respostas de governança
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O artigo examina a desertificação como processo socioecológico complexo, resultante da interação entre variabilidade climática, uso intensivo dos recursos naturais e fragilidades institucionais na gestão do território.
Com fundamento na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) e em literatura recente, analisa o contexto brasileiro, com ênfase no Semiárido, onde a combinação entre escassez hídrica, degradação dos solos, baixa resiliência produtiva e desigualdades estruturais amplia a vulnerabilidade de agricultores familiares e populações tradicionais.
Em perspectiva comparada, o estudo distingue a desertificação, típica de zonas secas, de processos predominantes no Sul do Brasil, como arenização e erosão hídrica em solos arenosos submetidos a uso intensivo, destacando semelhanças e diferenças quanto às dinâmicas ambientais e aos efeitos socioeconômicos.
O texto sistematiza impactos como insegurança alimentar, redução da produtividade, perda de renda, agravamento da pobreza, deslocamentos populacionais e comprometimento da sustentabilidade territorial.
Também identifica limites das políticas públicas, especialmente a fragmentação institucional, a descontinuidade administrativa e a baixa articulação entre escalas de governo.
Ao final, propõe diretrizes voltadas ao fortalecimento da governança territorial, à continuidade institucional, ao monitoramento ambiental e à integração entre ciência aplicada, planejamento e gestão pública.
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