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Rejuvenescimento em espécies arbóreas

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O rejuvenescimento de plantas consiste na aplicação de tratamentos ou técnicas que propõem-se trazer a planta de um estado maduro para um estado juvenil. As características do estado de maturação são estáveis, porém reversíveis; em vista disso, é possível manipular estas características gerando genótipos superiores para, posteriormente, proceder à sua propagação clonal massal. A aplicação de técnicas de rejuvenescimento melhora o vigor de crescimento, renova a aparência, aumenta a capacidade de clonagem da planta, bem como reduz a incidência de doenças. Dentre os métodos, pode-se destacar a propagação vegetativa seriada, a aplicação de fitormônios e a poda de rejuvenescimento. Deste modo, o objetivo do trabalho é revisar a literatura em busca de verificar os principais métodos utilizados para o rejuvenescimento empregados à silvicultura. Este trabalho foi realizado a partir do levantamento das produções científicas disponíveis nos bancos de dados SciELO, Google Acadêmico e LILACS. Foram considerados artigos originais, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses publicadas entre 2000 e 2024. Como resultado, verificou-se que quando se trata do rejuvenescimento por propagação vegetativa seriada, podem ser aplicadas técnicas de micropropagação, enxertia, estaquia sucessivas ou a associação entre elas. Trabalhos relatam que a enxertia sucessiva de brotações adultas em porta-enxertos juvenis é um método de rejuvenescimento caro, demanda muito tempo e apresenta problemas de incompatibilidade, porém tem grandes aplicações na área florestal. Quando associado à micropropagação, o número de brotações e rejuvenescimento do material adulto aumentou à medida que aumentou o número de subcultivos, bem como a porcentagem de enraizamento. A miniestaquia seriada já está embutida nos programas de propagação clonal massal na maioria das empresas florestais brasileiras pois configura-se como um método alternativo promissor no rejuvenescimento de clones de Eucalyptus sp. resultando em rapidez no enraizamento e na formação das mudas. Ademais, estudos demonstraram que materiais com menores índices de enraizamento e sobrevivência respondem melhor à miniestaquia seriada, mostrando-se uma técnica de efeito positivo somente em relação a clones com menor aptidão ao enraizamento de propágulos. Quando utilizado o composto sintético ácido indolilbutírico (semelhante ao fitormônio auxina), as plantas obtiveram maior porcentagem de enraizamento, assim como maior número de raízes e maior comprimento médio das três maiores raízes. Isto indica que o rejuvenescimento dos ramos para coleta de material é eficiente na otimização do enraizamento, ocorrendo a formação de um sistema radicial mais vigoroso. Em relação às podas, estudos com a acácia-negra demonstraram que a altura de cepa influencia no desenvolvimento de brotações, sendo que o corte das árvores na altura de 60 cm promove elevado índice de rebrota, com aproximadamente 90% das cepas apresentando brotações novas. Em suma, as técnicas empregadas para o rejuvenescimento de plantas é uma ferramenta estratégica pois potencializa a produtividade, viabiliza a propagação clonal e seleção de genótipos superiores contribuindo para a eficiência e sustentabilidade da cadeia produtiva florestal e agrícola.  
Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento Territorial
Title: Rejuvenescimento em espécies arbóreas
Description:
O rejuvenescimento de plantas consiste na aplicação de tratamentos ou técnicas que propõem-se trazer a planta de um estado maduro para um estado juvenil.
As características do estado de maturação são estáveis, porém reversíveis; em vista disso, é possível manipular estas características gerando genótipos superiores para, posteriormente, proceder à sua propagação clonal massal.
A aplicação de técnicas de rejuvenescimento melhora o vigor de crescimento, renova a aparência, aumenta a capacidade de clonagem da planta, bem como reduz a incidência de doenças.
Dentre os métodos, pode-se destacar a propagação vegetativa seriada, a aplicação de fitormônios e a poda de rejuvenescimento.
Deste modo, o objetivo do trabalho é revisar a literatura em busca de verificar os principais métodos utilizados para o rejuvenescimento empregados à silvicultura.
Este trabalho foi realizado a partir do levantamento das produções científicas disponíveis nos bancos de dados SciELO, Google Acadêmico e LILACS.
Foram considerados artigos originais, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses publicadas entre 2000 e 2024.
Como resultado, verificou-se que quando se trata do rejuvenescimento por propagação vegetativa seriada, podem ser aplicadas técnicas de micropropagação, enxertia, estaquia sucessivas ou a associação entre elas.
Trabalhos relatam que a enxertia sucessiva de brotações adultas em porta-enxertos juvenis é um método de rejuvenescimento caro, demanda muito tempo e apresenta problemas de incompatibilidade, porém tem grandes aplicações na área florestal.
Quando associado à micropropagação, o número de brotações e rejuvenescimento do material adulto aumentou à medida que aumentou o número de subcultivos, bem como a porcentagem de enraizamento.
A miniestaquia seriada já está embutida nos programas de propagação clonal massal na maioria das empresas florestais brasileiras pois configura-se como um método alternativo promissor no rejuvenescimento de clones de Eucalyptus sp.
resultando em rapidez no enraizamento e na formação das mudas.
Ademais, estudos demonstraram que materiais com menores índices de enraizamento e sobrevivência respondem melhor à miniestaquia seriada, mostrando-se uma técnica de efeito positivo somente em relação a clones com menor aptidão ao enraizamento de propágulos.
Quando utilizado o composto sintético ácido indolilbutírico (semelhante ao fitormônio auxina), as plantas obtiveram maior porcentagem de enraizamento, assim como maior número de raízes e maior comprimento médio das três maiores raízes.
Isto indica que o rejuvenescimento dos ramos para coleta de material é eficiente na otimização do enraizamento, ocorrendo a formação de um sistema radicial mais vigoroso.
Em relação às podas, estudos com a acácia-negra demonstraram que a altura de cepa influencia no desenvolvimento de brotações, sendo que o corte das árvores na altura de 60 cm promove elevado índice de rebrota, com aproximadamente 90% das cepas apresentando brotações novas.
Em suma, as técnicas empregadas para o rejuvenescimento de plantas é uma ferramenta estratégica pois potencializa a produtividade, viabiliza a propagação clonal e seleção de genótipos superiores contribuindo para a eficiência e sustentabilidade da cadeia produtiva florestal e agrícola.
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